Ao invés de ou em vez de, afinal, como usar?
Quando há ideia de oposição, entra o ao invés de. Nas outras trocas e substituições do dia a dia, o em vez de é que resolve.
Se você ainda trava na hora de escrever, salva esse vídeo para revisar depois e compartilha com quem vive confundindo essas duas expressões.
Alvaro Paes Leme
Venha comigo conhecer a língua portuguesa e aprenda a utilizá-la em seu favor!
Esqueci de colocar o cartão de idoso no painel e acabei levando uma anotação, mesmo estando totalmente dentro da lei.
Esse deslize me lembrou que não basta ter direito, cartão de idoso ou documento correto no carro, é preciso mostrar para o mundo exterior aquilo que está só na nossa cabeça.
Essa história no estacionamento de shopping vale como metáfora para a comunicação: ninguém é obrigado a saber o que você não deixa claro, seja na vaga de idoso, na escrita ou na forma como você fala.
Você concorda?
Supremo proíbe, Supremo determina.
O Supremo Tribunal Federal decide, mas o judiciário brasileiro só age quando é provocado.
Manchetes como “STF proibiu” ou “Supremo determinou” passam a impressão errada de que os ministros administram o país, quando na verdade alguém sempre pede antes que o STF, outros tribunais superiores ou juízes de primeira instância tomem uma decisão.
Entender noções básicas de direito, decisões do STF, como funciona o judiciário brasileiro e até a forma como o idioma é usado nas manchetes é fundamental para exercer a cidadania, ler notícias com senso crítico e não cair em interpretações distorcidas sobre o papel do Supremo.
Transtorno de pânico é “frescura” ou erro de português?
Neste vídeo eu pego uma manchete real de um grande veículo e mostro, na prática, como um detalhe de regência verbal muda completamente o sentido da frase.
Se você escreve para internet, precisa ficar atento a essas “pegadinhas” do idioma para não distorcer a mensagem sem perceber.
“Mandato” e “mandado” parecem iguais, mas podem mudar completamente o sentido de uma frase.
Você sabe quando usar cada um?
No vídeo de hoje do canal De Bem Com a Língua Portuguesa, Alvaro Paes Leme explica essa diferença de forma rápida e clara.
Quantas vezes você já confundiu essas duas palavras?
Se você entendeu a frase “Zico fez história no futebol brasileiro e no Japão”, mas sentiu uma pedrinha no sapato, esse vídeo é pra você.
Aqui eu explico por que essa construção tem um paralelismo torto e como pequenos ajustes deixam seu texto muito mais elegante, sem frescura gramatical, só clareza e estilo.
Curtiu essa pedrinha no sapato do texto? Então salva esse vídeo, manda pra alguém que gosta de escrever bem e comenta aí embaixo se você já tinha percebido esse tipo de paralelismo torto ou se foi a primeira vez que isso explodiu a sua cabeça.
Hoje não tem vídeo… mas tem sim.
Usei esse “não tem vídeo” só como desculpa pra fazer uma propaganda totalmente gratuita de uma peça que explodiu minha cabeça: “O Céu da Língua”, com o Gregório Duvivier, aqui no Rio. É um monólogo de quase duas horas em que ele br**ca com a língua portuguesa, com as nuances, as contradições e com tudo aquilo que a gente sente quando ama (e apanha de) nossa língua.
Não ganho nada com isso, a não ser a satisfação de divulgar arte bem feita. A vida é breve, a arte é longa, e compartilhar o trabalho de quem merece ser visto é um tipo de pagamento que dinheiro nenhum chega perto.
Se você estiver no Rio, não perde essa peça. Tenho certeza de que você vai sair do teatro pensando diferente sobre a língua que fala todo dia.
Empregado ou “colaborador”? As palavras não são neutras.
No vídeo de hoje, eu mostro como esse simples ajuste de linguagem pode “roubar” seus direitos trabalhistas aos poucos, sem você perceber.
Assiste até o fim e me conta nos comentários: você se sente empregado ou colaborador?
Que raios são queísmo e dequeísmo e por que isso estraga um texto que parecia “certinho”?
Neste vídeo eu pego uma frase real de jornal sobre transtorno de pânico e mostro como o uso automático do “que” atropela a regência verbal, mesmo quando a ideia está clara.
A partir desse exemplo, eu explico o papel do “que” como pronome relativo e qual seria a forma correta (“para o qual sempre existe uma causa”), para você parar de só “tacar um que” no meio da frase e passar a escrever com muito mais precisão.
Curte língua portuguesa e quer escrever melhor, sem vícios de linguagem? Assiste, salva pra revisar depois e me conta nos comentários se você já tinha ouvido falar em queísmo e dequeísmo.
05/05/2026
Hoje é dia de celebrar a casa onde cabem nossas memórias, afetos, sotaques, gírias e histórias: a língua portuguesa.
O português é o chão onde eu piso quando penso, sinto e me comunico, o filtro por onde o mundo passa antes de virar pensamento, frase, texto, conversa.
Sigamos cada vez mais de bem com a língua portuguesa, usando cada palavra para clarear ideias e aproximar pessoas.
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