22/05/2026
A divulgação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro provocou um desgaste importante, mas a reação do eleitorado mostrou que o impacto foi menor do que muita gente esperava. A pesquisa da Atlas Intel indicou queda nas intenções de voto, sim, mas não uma ruptura capaz de desmontar a pré-candidatura. E a DataFolha de hoje, 22/5, trouxe números semelhantes.
Isso confirma que seguimos presos a uma lógica de calcif**ação política entre os dois polos, sem espaço real para uma alternativa competitiva. A disputa continua sendo definida muito mais pela rejeição do que pela adesão, com o eleitor dividido entre antipetismo e antibolsonarismo.
Mesmo com os desgastes do bolsonarismo, tudo indica que Flávio Bolsonaro continuará sendo o principal nome da direita nessa disputa. E, do outro lado, Lula segue sendo um candidato fortíssimo.
A pergunta que f**a é direta: estamos diante de uma eleição realmente aberta ou de mais uma disputa travada pelos mesmos polos de sempre?
04/05/2026
A leitura do documento “Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país” levanta uma questão incômoda: o quanto esse partido está preso a uma lógica do século passado. O tom utilizado lembra o Manifesto Comunista de 1848.
Ao fazer o diagnóstico da crise global utiliza referências e leituras que pouco dialogam com as transformações do século XXI.
Mesmo ao reconhecer mudanças importantes, como a nova dinâmica do trabalho, limita-se à denúncia sem apresentar soluções concretas que respondam aos desafios atuais.
E talvez o ponto mais revelador seja o que não está no texto.
Um dos temas centrais para a população, como segurança pública, simplesmente não aparecem.
O resultado é um manifesto que se intitula “Construindo o futuro”, mas segue com os olhos voltados para o passado.
Esses são os pontos que desenvolvo no meu artigo publicado na Revista Será. Link na bio.
27/04/2026
A publicidade de bets virou onipresente. Está na TV, nas redes, no rádio, nos intervalos de tudo, sempre com a mesma promessa de que apostar é só uma forma divertida de participar do jogo. Mas a realidade, como mostra Orlando Thomé na coluna “Chega de publicidade de bets!”, é bem menos inocente: Por trás dessa normalização existe um mercado que estimula vício, compromete orçamento familiar e vende a ilusão de renda fácil.
No texto, Orlando recupera a história das apostas no Brasil para mostrar que esse tema não é novo, mas destaca que a explosão recente das bets mudou completamente a escala do problema. Só em publicidade, o setor já movimentou valores bilionários, ocupando espaço massivo nos meios de comunicação e tornando a exposição ao produto praticamente inevitável.
A pergunta central da coluna é direta: Faz sentido tratar bets como simples entretenimento quando o custo social já aparece em relatos de endividamento, sofrimento emocional e perda de controle financeiro? Orlando defende que a resposta passa por limitar a publicidade, do mesmo modo que o país já fez com cigarro, porque liberdade de apostar não signif**a liberdade irrestrita para incentivar o consumo.
Esse é um debate que precisa sair da superfície. Não se trata de moralismo, mas de responsabilidade pública, proteção do consumidor e discussão séria sobre o papel da propaganda quando o produto em questão já mostra efeitos danosos na vida real.
27/03/2026
Os dados mais recentes da PeNSE 2024 colocam em evidência um conjunto de desafios que não podem mais ser tratados de forma isolada.
Violência escolar, exposição digital, início precoce da vida sexual e vulnerabilidades sociais fazem parte de uma realidade complexa que impacta milhões de adolescentes brasileiros — e que exige uma abordagem mais integrada entre família, escola, Estado e plataformas digitais.
Há avanços importantes, como iniciativas legais e maior acesso à informação, mas os números mostram que ainda estamos distantes de oferecer um ambiente verdadeiramente seguro e estruturado para essa geração.
Mais do que reagir a dados, o momento exige reflexão qualif**ada e, principalmente, capacidade de articulação entre diferentes esferas para transformar diagnóstico em ação efetiva.
Na coluna de hoje no Correio Braziliense, trago uma análise sobre esse cenário e os caminhos possíveis para enfrentá-lo de forma responsável.
🔗Leia a coluna completa:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/03/7384777-passou-da-hora-de-cuidarmos-dos-adolescentes.html
💬 E na sua visão: quais devem ser as prioridades no cuidado com adolescentes hoje?
23/03/2026
Polarização calcif**ada: Lula x Flávio Bolsonaro monopolizam 2026 📊❄️
Quaest joga balde de água fria na terceira via: Lula e Flávio lideram todos cenários estimulados (30-39%). 57% votos definitivos – lulistas fiéis (67%), bolsonaristas (63%).
Independentes (32%) são o prêmio: quem os conquista vence. Lula: “Evitar volta da extrema-direita”. Flávio: “Sou moderado, não radical”. Medo empata exato: 43% rejeitam Lula x 42% Bolsonaro.
Kassab (PSD) já mira futuro: Ratinho Jr como direita conservadora sem bolsonarismo. Cansaço (35-40%) vira abstenção, não terceira via (
17/03/2026
(DIVULGAÇÃO/INEA)
O seminário reúne profissionais diretamente envolvidos na prevenção e resposta a eventos extremos. Capacitação técnica, integração regional e troca de experiências fazem parte da programação.
📅 18 de março
👉 Inscreva-se!
Link na bio!
16/03/2026
(DIVULGAÇÃO/INEA)
📍 Programação do Seminário RJ Resiliente – Baixada Fluminense
O encontro reúne autoridades do Governo do Estado, gestores públicos e especialistas para discutir políticas públicas, cidades resilientes e gestão de riscos de desastres no Estado do Rio de Janeiro.
Programação
☕ 08:30 – Credenciamento e café de boas-vindas
🎬 10:00 – Exibição do vídeo institucional da SEAS/RJ
🏛 10:10 – Abertura oficial do Seminário com presença de autoridades do Governo do Estado, Prefeituras e Parlamentares
🎤 10:50 – Painel | Políticas públicas em execução no Estado do Rio de Janeiro
Com Bernardo Rossi, Secretário Estadual de Ambiente e Sustentabilidade
🎤 11:30 – Painel | Cidades Resilientes e a Gestão de Riscos
Como as cidades resilientes estão atuando para melhorar a preparação e resposta a desastres
Com Ana Asti, Subsecretária de Recursos Hídricos e Sustentabilidade Ambiental da SEAS-RJ, e Silvia Marie Ikemoto, Subsecretária de Mudanças do Clima e Conservação da Biodiversidade da SEAS-RJ
🎤 12:10 – Painel | Gestão de Riscos de Desastres
Como as Defesas Civis estão atuando
Com Coronel Kempers, Assessor Chefe de Redução de Riscos de Desastres e Eventos Extremos da SEAS-RJ, e Coronel Ribeiro Lopes, Secretário de Defesa Civil de Nova Iguaçu
🔹 13:00 – Encerramento
📌 Serviço
📅 Data: 18 de março (quarta-feira)
⏰ Horário: 10h às 13h
📍 Local: Hotel Nobile Inn Dutra Rio de Janeiro
R. Senador Nereu Ramos, 238 – Jardim Meriti – São João de Meriti (RJ)
12/03/2026
(DIVULGAÇÃO/INEA)
A Baixada Fluminense reúne desafios estruturais importantes: áreas sujeitas a alagamentos, ocupação urbana intensa e alta densidade populacional. Eventos extremos exigem respostas coordenadas entre Estado e municípios. O Seminário RJ Resiliente promove esse alinhamento técnico.
📅 18 de março
👉 Inscrições gratuitas no site resilienterj.com.br
11/03/2026
(DIVULGAÇÃO/INEA)
No dia 18 de março, a Baixada Fluminense e municípios da Região Metropolitana recebem o Seminário RJ Resiliente.
O encontro reúne gestores públicos, equipes técnicas e Defesas Civis para discutir políticas públicas, adaptação climática e gestão de riscos.
📅 18 de março
🕘 10h às 13h
🎟️ Evento gratuito
👉 Inscrições em resilienterj.com.br
06/03/2026
(DIVULGAÇÃO/INEA)
No dia 21 de março, a Baixada Fluminense e municípios da Região Metropolitana recebem o Seminário RJ Resiliente.
O encontro reúne gestores públicos, equipes técnicas e Defesas Civis para discutir políticas públicas, adaptação climática e gestão de riscos.
📅 21 de março
🕘 10h às 13h
🎟️ Evento gratuito
👉 Inscrições em : resilienterj.com.br
03/03/2026
A hora e a vez da resiliência.
Chuvas intensas no verão, enchentes históricas no outono, tragédias recorrentes na Serra, na Baixada, no Sul do país. De 2011 para cá, avançamos com Cemaden, Atlas Brasileiro de Desastres Naturais e fortalecimento das Defesas Civis. Mas um levantamento com 2.871 prefeituras mostra que só 12% têm estrutura adequada, enquanto mais de 70% gastam menos de R$ 50 mil/mês com defesa civil e 43% contam com até três servidores na área.
Na coluna “A hora e a vez da resiliência”, publicada no Correio Braziliense, defendo que o desafio central agora é construir cidades resilientes:
• Que antecipam riscos e identif**am vulnerabilidades;
• Respondem com planos de contingência, sistemas de alerta e equipes treinadas;
• Se recuperam reconstruindo melhor;
• Protegem os mais vulneráveis e integram soluções baseadas na natureza.
Pergunta para prefeitos, secretários e lideranças: seu município ainda reage a cada desastre como se fosse surpresa, ou já trata prevenção climática como prioridade?