24/06/2026
Recentemente, vimos mais um caso de racismo ganhar repercussão nacional.
Pouco tempo depois, vieram os pedidos de desculpas, as declarações de arrependimento e uma enxurrada de pessoas elogiando a coragem de quem praticou a violência por ter “reconhecido o erro”.
Mas a pergunta que f**a é: por que tantas vezes a empatia muda tão rapidamente para quem praticou o racismo e não para quem sofreu a violência?
É nesse contexto que falamos sobre o pacto narcísico da branquitude: um mecanismo de proteção entre pessoas brancas que minimiza a violência ra***ta, relativiza responsabilidades e mobiliza solidariedade para preservar a imagem de pessoas brancas.
Se racismo é crime, quem praticou é criminoso, por isso, não podemos tratar sua prática como um simples deslize.
Dar nome às coisas também é uma forma de justiça.
19/06/2026
Esta semana encerramos uma jornada de 7 encontros no CESAR, construída com muito diálogo, escuta e reflexão.
Passamos pelas lideranças e por todas as pessoas colaboradoras, abordando temas como capacitismo, neurodiversidade e vieses inconscientes.
Mais do que compartilhar conceitos, foi uma oportunidade de fortalecer uma cultura em que a diversidade seja reconhecida como potência e a inclusão, uma prática cotidiana.
Gratidão ao CESAR pela confiança e a todas as pessoas que fizeram parte dessa construção coletiva.
18/06/2026
Nosso cérebro é capaz de criar novas conexões e reorganizar padrões de pensamento ao longo da vida. Isso signif**a que crenças, estereótipos e preconceitos aprendidos não são permanentes.
Essa é uma reflexão importante para quem trabalha com diversidade e inclusão. Se preconceitos são aprendidos socialmente, eles também podem ser questionados, ressignif**ados e transformados.
Mudar de ideia não é sinal de fraqueza. É uma demonstração da nossa capacidade humana de aprender e evoluir.
A ciência nos lembra que a transformação é possível.
14/06/2026
Aprender outros idiomas é importante. Amplia horizontes, cria conexões e nos aproxima de diferentes culturas, mas a fala de Vini Jr. não foi sobre rejeitar outras línguas.
Quando ele respondeu a um jornalista espanhol: “Estou com o Brasil, só vou falar em português”, ele fez uma afirmação de pertencimento e identidade.
Em um mundo globalizado, podemos aprender outras línguas sem abrir mão da nossa. Podemos dialogar com o mundo sem acreditar que aquilo que é nosso vale menos. Isso também diz muito sobre comunicação.
Comunicar não é abandonar a própria cultura para ser compreendido. É reconhecer que nossa história, nosso idioma e nossa forma de existir também merecem respeito.
Valorizar outras línguas e valorizar a nossa não são ideias opostas. Pelo contrário: quem respeita a diversidade cultural entende que nenhuma língua é superior à outra.
12/06/2026
Existem diferentes formas de amar, de construir famílias, de criar vínculos e de compartilhar a vida.
O amor é diverso. O respeito também deve ser.
10/06/2026
Existe uma diferença enorme entre criar soluções para a escola e construir soluções com a escola.
Cada vez que entro em um novo território, reforço uma convicção: nenhum protocolo antidiscriminatório, nenhuma estratégia de enfrentamento ao bullying ou às múltiplas violências faz sentido se não nascer da escuta de quem vive aquele espaço todos os dias.
É no chão da escola que entendemos os desafios, as potências, as relações e as histórias que atravessam estudantes, educadores e famílias.
Meu trabalho tem sido esse: caminhar pelos corredores, ouvir pessoas, conhecer contextos e, junto com as instituições, construir práticas que transformem o respeito em cultura e o cuidado em compromisso coletivo.
Porque combater discriminações não é apenas reagir aos conflitos. É criar ambientes onde cada pessoa possa aprender, ensinar e existir com dignidade e pertencimento.
E eu sigo acreditando que as mudanças mais profundas começam exatamente assim: com presença, escuta e disposição para construir caminhos em conjunto.
08/06/2026
Se precisamos colocar uma placa dizendo “não descarte papel no vaso sanitário”, é porque nem sempre o óbvio é praticado.
Então, por que seria diferente com respeito, inclusão e combate à discriminação?
O óbvio precisa ser dito.
E, às vezes, repetido.
O respeito também precisa ser comunicado.
05/06/2026
Entre uma palestra e outra, uma certeza me acompanha: falar sobre diversidade e inclusão nunca foi apenas sobre trabalho para mim.
Cada vez que entro em uma sala para falar sobre diversidade e inclusão, lembro que essa conversa vai muito além de conceitos ou políticas. Estamos falando de pessoas, oportunidades, respeito e pertencimento.
Levar esse tema para os espaços institucionais é ajudar a construir ambientes mais justos para quem está hoje e para quem ainda chegará.
02/06/2026
Diversidade e inclusão não acontecem apenas nas políticas. Elas acontecem nas relações, nas decisões do dia a dia e na forma como escolhemos enxergar as pessoas.
Tenho tido a alegria de conduzir essa jornada no CESAR. Começamos com as lideranças e agora seguimos ampliando a conversa com colaboradoras e colaboradores, aprofundando reflexões sobre inclusão de pessoas com deficiência e pessoas neurodivergentes.
Mais do que conhecer conceitos, estamos discutindo barreiras, privilégios, acessibilidade, comunicação, pertencimento e os caminhos para construir ambientes onde diferentes formas de existir, pensar, aprender e trabalhar sejam realmente valorizadas.
Porque inclusão não é adaptar pessoas aos ambientes. É transformar ambientes para que mais pessoas possam participar, contribuir e se desenvolver com autonomia e respeito.
Seguimos aprendendo, questionando e construindo juntos. Afinal, uma cultura inclusiva não nasce pronta: ela é criada todos os dias, por cada pessoa que faz parte dela.
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01/06/2026
Você não precisa saber tudo.
Ninguém nasce sabendo sobre racismo, capacitismo, neurodiversidade, identidade de gênero ou orientação sexual.
Mas existe uma diferença entre não saber e escolher não aprender.
O Conversas que Transformam nasceu para democratizar o acesso ao conhecimento e criar espaços de diálogo, reflexão e construção coletiva sobre diversidade e inclusão.
Porque transformar a sociedade começa quando estamos dispostos a transformar nossos próprios olhares.
Inscrições abertas para o 2º ciclo 👇🏾
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