10/08/2026
Dois anos.
Dois anos que tivemos que aprender a conviver com a falta do Rafa.
E talvez “falta” ainda seja uma palavra pequena demais.
Porque há pessoas que, quando partem, não deixam apenas um espaço vazio. Deixam uma ausência que passa a morar na gente. A vida continua, os dias passam, a gente trabalha, sorri, celebra, encontra outras pessoas… mas alguma coisa nunca mais volta a ser como antes.
O Rafa era assim.
Era nosso amigo, mas era também a nossa melhor pessoa. Daquelas que a vida nos presenteia e que, depois que conhecemos, passam a fazer parte de quem somos.
E há dois anos ele partiu.
Partiu junto com a Liz, sua filhinha.
Ele lutou tanto para estar com ela. E justamente no Dia dos Pais, foi buscá-la. Talvez ninguém pudesse imaginar que aquele seria também o último caminho dos dois.
Ele foi buscar a filha para passar o Dia dos Pais. E foi para a eternidade que eles partiram juntos.
Rafa partiu com a Liz nos braços e essa é uma imagem que dói, mas que também carrega todo o tamanho do amor de um pai.
Dois anos depois, seguimos tentando entender como se vive quando alguém tão importante deixa de estar aqui. E talvez a resposta seja que a gente não aprende a não sentir falta. A gente aprende a carregar a falta junto.
Sentimos falta do Rafa hoje.
Sentimos ontem.
Sentiremos amanhã.
Porque algumas pessoas não passam pela nossa vida. Elas ficam.
E o Rafa ficou.
Na nossa história, nas nossas lembranças, nas risadas que ainda conseguimos ouvir quando pensamos nele e no amor imenso que deixou em cada um de nós.
Dois anos sem Rafa e Liz.
Dois anos de saudade.
E uma vida inteira para continuar amando e lembrando dos dois.