13/08/2025
Entra no centro cirúrgico. Acordada.
Na barriga, um bebê.
Na alma, uma coleção de sonhos e expectativas.
— Pode curvar um pouco mais as costas? — pergunta o anestesista.
Você tenta, mesmo com a barriga atrapalhando. Fecha os olhos, respira fundo e confia.
Como as pessoas confiam…
As mãos suam.
O medo e a ansiedade batem forte no coração.
Quem já viveu essa cena entende.
As pernas esticadas.
Da cintura para baixo, tudo adormece.
Colocamos o corpo em pausa… para que outro possa nascer.
As sete camadas se abrem rápido, mas os próximos minutos duram uma eternidade.
E então… ele chega!
Entre agulhas, sonda, batas, cortes, puxões, suor, pontos…
Um amor nasce. Um amor que enfrenta tudo, até a dor, para segurar seu bebê nos braços, mesmo sem conseguir sustentar o próprio corpo.
Que outro amor faria isso?
É a cesárea que segura o fio da vida.
É o milagre do nascimento em sua forma mais sagrada.
Mãe cesariana, você é fortaleza. Você é amor.
Você é milagre.