25/09/2026
Nem toda falha de estande começa na semente.
Em uma lavoura de milho, plantas amareladas, desenvolvimento irregular e falhas em reboleiras podem direcionar as primeiras suspeitas para a qualidade das sementes, a adubação ou as condições climáticas.
Mas, quando a planta é retirada do solo, as raízes podem revelar outra história.
Larva-alfinete, corós, cupins, larva-arame e percevejo-castanho atacam sementes ou raízes e podem produzir sinais semelhantes aos provocados por problemas nutricionais, fisiológicos ou de estabelecimento.
Esse é um dos desafios do diagnóstico no campo: sintomas parecidos não significam causas iguais.
Partir diretamente do sintoma para o produto aumenta o risco de errar o alvo. Antes da intervenção, é necessário examinar as raízes e o solo adjacente, identificar o inseto, observar sua distribuição e relacionar presença, população, dano e risco econômico.
Encontrar uma praga não significa, automaticamente, que determinada intervenção seja necessária.
Como explica o professor Pedro Yamamoto, docente da ESALQ/USP e do SolloAgro, o Manejo Integrado de Pragas começa pela identificação e pelo monitoramento.
O manejo não começa no produto. Começa no diagnóstico.
Na sua experiência, qual sinal mais ajuda a diferenciar o ataque de uma praga de solo de um problema nutricional ou de estabelecimento?
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