29/11/2025
Projeto: A Voz e a Luta: Protagonismo de Mulheres Negras e Indígenas na Luta por Direitos na Amazônia.
Professora: Cristiana Butel
Escola João Bosco.
Coletivo de Mulheres: Puxirum de Saberes
Ontem vivemos um momento histórico.
Apresentamos, na IV Feira Técnico-Científico Cultural, um trabalho que não é apenas pesquisa é memória, é luta, é transformação coletiva. Foi uma honra imensa trazer à luz o protagonismo de mulheres negras e indígenas que, com coragem, espiritualidade, arte, educação e ancestralidade, seguem rompendo a tentativa de apagamento histórico e retomando suas histórias e seus territórios de existência na Amazônia.
“A Voz e a Luta: Protagonismo de Mulheres Negras e Indígenas na Luta por Direitos na Amazônia” não é apenas um título. É um chamado.
É o reconhecimento da força de mulheres que, assim como Conceição Evaristo, Trudruá Dorico, Márcia Kambeba, Sônia Guajajara, Sueli Carneiro, Bárbara Karine e Carla Akotirene fazem de suas histórias uma verdadeira aula de protagonismo e resistência.
Foram séculos de silenciamento, mas elas nunca deixaram de falar. Nunca deixaram de lutar.
Nunca deixaram de existir e reexistir.
Hoje celebramos Ádria Barbosa ressignificando Catirina no Festival de Parintins, Márcia Gabrielle e Mãe Bena enfrentando o racismo religioso com espiritualidade e ciência, as jovens quilombolas Leilane e Mauricéia reivindicando seus territórios, e Dona Maria Monteverde guardando a memória ancestral.
Celebramos também Nira Sateré , Kamy Wará, Tayná Sateré e tantas outras mulheres indígenas que usam a arte, ativismo, política, o empreendedorismo e as mídias digital para afirmar: “nossos corpos, nossas histórias, nossos territórios importam.”
Essas mulheres fazem da educação um ato de libertação, da arte uma linguagem de afirmação, e da tradição um caminho de futuro. Elas desafiam estruturas que tentaram apagá-las e, ao fazê-lo, iluminam o caminho para todas nós.
Compartilhar essas histórias é afirmar que a Amazônia tem voz e essa voz é feminina, negra, indígena, ancestral e absolutamente poderosa.
Hoje, mais do que uma apresentação, entregamos ao mundo um pedaço de justiça, um gesto de amor e um sopro de esperança.
Que essas vozes ecoem.
Que essas histórias inspirem. Que a luta continue viva, forte e coletiva.