29/07/2023
Entrar e sair do secreto para brilhar no público
A orientação do Mestre sobre entrar no quarto e fechar a porta e orar em secreto, é o segredo revelado para quem realmente vê na oração a necessidade de profunda comunhão com Deus. E, sabemos que as recompensas são infinitas. A mais importante delas é o envolvimento com Sua glória, Sua imagem, assim como Moisés e o próprio Cristo que puderam experimentá-las nos montes da intimidade oracional. Moisés nos oitenta dias no Sinai e Jesus em uma noite no Tabor ou Horebe -, não importa o local, sim, a atitude, o desejo e a necessidade de estar com Ele.
Este andar oracional diário nos tornará mais parecido com o Mestre, com Sua imagem, a expressão do caráter divino, pois “quem anda com o sábio será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal” (Pv 13:20). Quantas tolices cometemos por não entendermos a necessidade de andarmos nos passos da vida de oração do nosso Senhor e Salvador, que, no momento de escolher os seus doze discípulos passou a noite toda orando; que, ao receber a informação da morte do seu profeta João Batista, subiu ao monte e passou a noite orando; que, no Getsêmani orou repetidamente em profunda agonia “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26:39). Com quem andamos?
Para cumprir nossa missão de luzeiros deste mundo (Mt 5:14-16), fazer brilhar nossa luz diante dos homens, nossas obras, ações e comportamentos que obriguem as pessoas a reconhecerem a glória de Deus em nós, é preciso continuar no quarto e sair dele diariamente. Pois, sem quarto não há missão, não há vida, não há esperança para a Igreja e nem para este mundo carcomido, corroído pela alienação, distanciado da sua real natureza divina – ser imagem e semelhança – cumprir os mandatos espiritual, social e cultural neste mundo criado.
Enfim, mesmo estando na cruz, nosso Mestre continuou brilhando em oração. Cumpriu Sua missão de redimir a humanidade, o mundo que Deus-Pai sempre amou. “Vendo o centurião o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Verdadeiramente, este homem era justo” (Lc 23:47).
E nós, Igreja, como brilhar neste mundo? O que dizem de você? O que dizem de nós, seguidores ou impostores?
Pr. João Batista de Aguiar