Quando a polícia prende alguém em flagrante, ela precisa agir dentro da lei. Se a pessoa já está dominada, não oferece resistência e, mesmo assim, sofre agressões, esse excesso pode ser levado à audiência de custódia e precisa ser apurado.
Isso não quer dizer que toda violência policial anule automaticamente a prisão. Mas, dependendo do caso, principalmente quando o abuso está ligado à forma como a prisão aconteceu ou à obtenção de provas, a defesa pode questionar a legalidade do flagrante. O juiz pode reconhecer ilegalidades, afastar provas obtidas de forma ilícita e, se a própria prisão for ilegal, determinar o seu relaxamento.
No fim, uma violência desnecessária pode criar um problema onde não existia. O trabalho policial feito dentro da lei fortalece a prisão. O abuso faz o contrário: dá argumentos para a defesa e, em determinadas situações, pode contribuir para que aquela pessoa responda ao processo em liberdade.
Álvaro Barros
Advogado Militante, Especialista em Processo Civil, Professor de processo penal e processo do trabalho, e cursos preparatórios na Cidade do Natal/RN,
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A seletividade do sistema...
As angústias da advocacia criminal fruto de violações, em desfavor do Advogado e seu constituinte.
26/07/2026
Há um lugar onde ninguém escolhe estar: a cadeira de quem responde ao Estado.
Um interrogatório, um depoimento, uma acusação nesse momento, o que separa o medo da serenidade é ter defesa ao lado.
Preparada antes. Presente durante. Firme até o fim.
Nesta cadeira, você não estará sozinho. Estarei ao seu lado.
♟️ Defesa penal estratégica.
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O reconhecimento de pessoas, previsto no art. 226 do CPP, é uma prova delicada: depende da memória de uma vítima ou testemunha, que é naturalmente falha e suscetível a sugestões. Um erro nesse ato pode custar a liberdade de um inocente. Por isso, o STJ tem cobrado rigor absoluto nas formalidades.Neste vídeo, mostramos os riscos, as regras e como evitar condenações injustas. Aperte o play e entenda!
11/07/2026
Uma torre não grita. Ela protege.
Apresentamos a nova marca do Álvaro Barros Advogados: a torre do xadrez a peça que guarda o rei, anda em linha reta e vence pela estratégia.
É assim que exercemos a advocacia criminal: com método, discrição e comando, do flagrante aos tribunais superiores.
Nova identidade. Mesmo endereço, mesma equipe, o mesmo compromisso com quem confia a nós sua liberdade, seu nome e seu patrimônio.
▸ Siga para acompanhar o próximo capítulo.
▸ Comente o que achou da nova marca sua opinião constrói esta história.
▸ Compartilhe com quem precisa conhecer uma defesa penal estratégica.
Defesa penal estratégica.
Valente na internet, confesso na audiência: o caso Renato Cariani
Tem gente que é muito corajosa atrás da tela. No caso, o autor das postagens chamou a vítima de "cracudo musculoso" e emendou que ele "foi investigado por tráfico de dr**as e lavagem de dinheiro". Postou, colheu curtidas e seguiu a vida.
Aí chegou a audiência.
Diante do juiz, admitiu tudo. Disse que era brincadeira, dessas que "a internet gosta". Contou que tinha o hábito de garimpar conteúdo da vítima para transformar em post e que dessa vez "usou um termo que deu problema". Nas palavras dele mesmo.
O pior veio depois. Perguntado se continuou publicando mesmo sabendo do processo e da decisão liminar, inclusive exibindo a petição inicial e pedindo aos seguidores que corressem para ver o material "antes que a Justiça removesse", respondeu sem rodeio: "Ora, sim."
E por quê? Porque estava numa fase difícil, os posts renderam audiência e ele quis aproveitar o alcance. A ofensa virou estratégia de engajamento, com ordem judicial em vigor.
Quem posta com valentia precisa sustentar na frente do juiz. Esse aí não sustentou.
F**a o alerta: ofender na internet é crime como em qualquer outro lugar. Atribuir falsamente um crime a alguém é calúnia. Espalhar fato que macule a reputação é difamação. Xingar é injúria. E quando a ofensa é publicada em rede social, a pena aumenta, justamente porque o alcance é maior. Ignorar decisão judicial para continuar postando piora tudo: soma novo crime à conta e ainda engorda a indenização na esfera cível. Curtida não paga advogado. Pense antes de postar.
⚠️ NUNCA assine nada com pressa. E aqui está o fundamento jurídico do que eu disse no vídeo:
📜 A lei garante a você o direito de LER antes de assinar.
O Código de Defesa do Consumidor (art. 46) é claro: o contrato não obriga o consumidor se ele não teve a chance de conhecer previamente o conteúdo.
🏦 Contratos de banco, internet, plano de saúde? São os chamados contratos de adesão (CDC, art. 54) aqueles em que você não negocia as cláusulas, só aceita. Eles são válidos, mas a lei impõe proteções especiais:
✅ Cláusulas ambíguas são interpretadas a SEU favor (CC, art. 423);
✅ Cláusulas que fazem você renunciar antecipadamente a direitos são NULAS (CC, art. 424);
✅ Cláusulas abusivas — que colocam você em desvantagem exagerada — são nulas de pleno direito (CDC, art. 51).
E na delegacia? Você tem o direito de ler cada linha do seu depoimento antes de assinar. Se algo não corresponde ao que você disse, exija a correção. Assinatura é concordância e ninguém pode ser obrigado a concordar com o que não leu.
🤝 Todo contrato deve respeitar a boa-fé objetiva (CC, art. 422). Pressão, pressa e recusa em esclarecer são sinais de alerta.
👉 Na dúvida, não assine. Consulte um advogado ANTES sai muito mais barato do que desfazer o problema depois.
Salve este post e envie para alguém que precisa saber disso. 📌
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