A experimentação tem sido um dos grandes problemas do ensino atual, quer pela ausência de laboratórios em muitas escolas, quer pela inexperiência dos professores, quer pelos currículos sobrecarregados. Apesar de todas as dificuldades, é possível implementarmos algumas soluções simples e, pelo menos, levarmos o assunto para a discussão dentro das escolas. Aprender ciências (Física, Química e Biologia) requer do aluno, além do esforço necessário ao aprendizado de qualquer outra disciplina, que ele tenha interesse pelos diversos assuntos abordados e que “veja, na prática”, como as coisas funcionam. Em virtude dessas dificuldades de observar muitos dos fenômenos in loco que as escolas dispõem de laboratórios para ensino de ciências ou, pelo menos, deveriam dispor, como também, a atividade experimental, proporciona um aprendizado do método científico. A proposta do LMEC tem como propósito mudar o estado em que esse encontra o ensino de ciências na maioria das escolas brasileiras, principalmente as públicas. Não tenho receio em dizer que é uma mudança metodológica no cenário da sala de aula no que diz respeito ao ensino de ciências a nível básico (práticas pedagógicas). A proposta incentiva o raciocínio mais que a memorização e privilegia a investigação, a curiosidade científica com uso dos suportes digitais e em todo o projeto o foco está em três eixos transversais de estudo (Água, Lixo e Energia), o que realça a preocupação com a cidadania. O nosso compromisso é preparar o futuro aluno do ensino médio em que as suas habilidades e competências sejam aprimoradas, tais como: Dominar linguagens, Compreender fenômenos, Enfrentar situações-problema, Construir argumentação e Elaborar propostas (Matriz de Referência do ENEM). Jerônimo Freire
(Autor do LMEC)