Canteiro de Obras

Canteiro de Obras Filosofia. Pensamento.

23/05/2024

Apos alguns anos de estudo e reflexão observei que A Teoria da Gravidade Pós-Quântica resolve o problema da medição de uma maneira muito natural.

Explicando o problema.

Na Mecânica Quântica, a evolução dos estados quânticos (de um sistema isolado) obedecem equações de onda que sempre estão em estados puros ou superposições.

Veja que a diferença entre estado puro e superposição é relativa: assim como "spin para cima" é uma superposição de "spin à direita" e "spin à esquerda", também é verdade que "spin à direita" é uma superposição de "spin para cima" e "spin para baixo".

Como sistemas absolutamente isolados na prática são impossíveis, a teoria também prevê que a intervenção do ambiente externo no sistema causa decoerência quântica, que é o entrelaçamento do sistema com "partículas invasoras" que causam a perda do entrelaçamento.

Ou seja, o estado inicialmente puro se torna cada vez mais misto, aleatório, desconhecido.

[Desconhecido simplesmente porque não podemos saber o estado quântico de todas as "partículas invasoras".]

Mas essas equações de onda são totalmente deterministas, portanto prevêm que se alguém soubesse o estado quântico de todas as partículas do universo, poderia determinar com exatidão todo o futuro (e também o passado!).

No entanto, a medição do estado quântico, causa a perda de todo o entrelaçamento (interno ou externo) e o sistema colapsa para um estado puro. Isso se modela com um operador que projeta o estado quântico desconhecido sobre uma determinada base e obtém ap***s um valor da base.

Por exemplo, com uma leitura na vertical, a base seria "spin para cima" e "spin para baixo".

E daí as ondas fluidas e continuas são reduzidas a um mero valor binário! Isso é bizarro.

Isso é um problema. Porque não há nada nas leis de evolução dos estados quânticos que expliquem um operador probabilístico, portanto descontínuo, não linear.

Isso simplesmente não se explica como uma característica emergente, ou seja, que surge da interação de zilhões de partículas.

A gravidade pós-quântica resolveria isso tudo dizendo que a posição das partículas no espaço-tempo, em cada momento, é estocástica (probabilística), mas bem definida.

Veja que a medição de um estado quântico, nos instrumentos reais, sempre termina determinando a "exata" posição de alguma partícula (que quase sempre é absorvida por um detector ou marcando algum ponto numa tela sensível).

Portanto, a leitura só dá um valor definido quando a partícula "decide", em definitivo, sua posição no espaço-tempo.

É como uma folha flutuando em um lago onde de repente surge dois (ou mais) redemoinhos: a trajetória da folha é aleatória (movimento browniano), mas eventualmente ela cai em algum dos redemoninhos.

Daí não existiria mais elefante no meio da sala. Porque a própria interação das partículas com o espaço-tempo seria estocástica (probabilística), mas sempre pressiona para que o estado quântico se alinhe com as forças sendo exercidas sobre as partículas.

Parece-me algo tão lógico, sera que ninguem pensou nisso antes?

Marco Aurélio Lodi Gomes

"Pouco sei sobre o amor. Ap***s lembro-me que o temia e o procurava." Clarice LispectorM'
16/09/2022

"Pouco sei sobre o amor. Ap***s lembro-me que o temia e o procurava."

Clarice Lispector
M'

22/08/2022

Estive num encontro onde o tema era inclusão.
Peguei uma fila para assinar meu nome e retirar uma caderneta com folhas de anotação.

Na minha frente havia uma moça e ao chegar à mesa a pessoa sentada lhe entregou uma caderneta cor de rosa.

No mesmo instante perceberam que a moça estava na fila errada, pois seu nome não estava na lista.

Então a pessoa pegou a pasta cor de rosa das mãos dela e a direcionou para a fila correta.

Eu era o próximo e a pessoa da mesa estava com a caderneta rosa nas mãos.

Me olhou e imediatamente trocou a caderneta rosa por uma verde.

Inclusão.

Nesta noite me veio o seguinte: num dado momento uma luz se fez em meio a um círculo escuro. Parecia um buraco negro com...
06/08/2021

Nesta noite me veio o seguinte: num dado momento uma luz se fez em meio a um círculo escuro. Parecia um buraco negro com uma luz central que se expandia na horizontal partindo do centro para os dois lados.
Depois disso veio o silêncio absoluto. Silêncio aterrorizante. O que pegou foi o silêncio. O silêncio que nunca havia se feito.
Parece que faltava o ar, e que o ar se fadaria, a qualquer momento. Desespero. Não havia dor, não havia cor. Era silêncio e desespero. Isso não pode ser nascer. Se isso for morrer, devemos nos preparar melhor...

Nada mais louco; nada que cause maior viagem alucinante do que manter-se uma vida inteira sóbrio.
18/04/2021

Nada mais louco; nada que cause maior viagem alucinante do que manter-se uma vida inteira sóbrio.

Porque somos como pipoca! A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem ...
08/01/2021

Porque somos como pipoca!

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser.

O milho da pipoca não é o que deve ser.
Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa.

Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo f**a do mesmo jeito a vida inteira.

São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosas.
Só que elas não percebem.
Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.

O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: Dor.
Pode ser fogo de fora: perder um filho, o pai f**ar doente, perder o emprego, f**ar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão – sofrimentos cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio.
Apagar o fogo.
Sem o fogo o sofrimento diminui.
E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro f**ando cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro da sua casca dura, fechada em si mesmo.
Ela não pode imaginar destino diferente.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada.

A pipoca não imagina aquilo de que é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece:
PUM! – e ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesmo nunca havia sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A sua presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.

O destino delas é triste.
Ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca e macia.
Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela f**am os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Rubem Alves

Diógenes "o cínico" de Sinope - o filósofo-eremita que desconsiderou o luxo, a lei e a civilizaçãoPintura: Jean-Léon Gér...
26/11/2020

Diógenes "o cínico" de Sinope - o filósofo-eremita que desconsiderou o luxo, a lei e a civilização
Pintura: Jean-Léon Gérôme - Diogenes - Walters 37131.jpg
Diógenes de Sinope (c. 404-323 aC) foi um filósofo cínico grego mais conhecido por segurar uma lanterna (ou vela) diante do rosto dos cidadãos de Atenas, alegando que estava procurando um homem honesto. Ele provavelmente foi um aluno do filósofo Antístenes (445-365 aC) e, nas palavras de Platão (supostamente), foi “Um Sócrates enlouquecido”. Ele foi exilado de sua cidade natal de Sinope por desfigurar moeda (embora algumas fontes digam que foi seu pai quem cometeu o crime e Diógenes simplesmente o seguiu para o exílio).
Crenças de Diógenes
Diógenes foi para Atenas, onde conheceu Antístenes, que a princípio o recusou como estudante, mas, eventualmente, se cansou de sua persistência e o aceitou. Como Antístenes, Diógenes acreditava no autocontrole, na importância da excelência pessoal no comportamento e na rejeição de tudo o que fosse considerado desnecessário na vida, como posses pessoais e status social . Ele era tão ardoroso em suas crenças que as viveu publicamente no mercado de Atenas. Ele fixou residência em um grande barril de vinho (algumas fontes afirmam que era uma banheira abandonada), não possuía nada e parece ter vivido da caridade de outros. Ele possuía um copo que servia também como uma tigela para comida, mas jogou-o fora quando viu um menino bebendo água de suas mãos e percebeu que ninguém precisava nem mesmo de um copo para se sustentar.
Isso pode ser dito com mais ou menos segurança, mas quaisquer outros detalhes tornam-se cada vez mais incertos devido às muitas fábulas que cresceram em torno de Diógenes e sua época em Atenas. Até mesmo a afirmação de que ele foi aluno de Antístenes foi contestada como uma fábula. Parece claro, no entanto, que Diógenes acreditava que o que as pessoas chamavam de "maneiras" eram simplesmente mentiras usadas para esconder a verdadeira natureza do indivíduo.
Ele era conhecido pela honestidade brutal nas conversas, não dava atenção a nenhum tipo de etiqueta referente à classe social, e parece não ter problemas para urinar ou mesmo se masturbar em público e, quando criticado, apontou que tais atividades eram normais e que todos se engajavam neles, mas escondia em privado o que fazia abertamente.
De acordo com Diógenes, a sociedade era um artifício artificial criado por seres humanos que não estava de acordo com a verdade ou a virtude e não podia de forma alguma fazer de alguém um ser humano bom e decente; e assim segue a famosa história de Diógenes apontando a luz para os rostos dos transeuntes no mercado em busca de um homem honesto ou um ser humano verdadeiro.
Todos, afirmou ele, estavam presos neste mundo de faz de conta que acreditavam ser realidade e, por isso, as pessoas viviam numa espécie de estado de sonho. Ele não foi o primeiro filósofo a fazer essa afirmação; Heráclito, Xenófanes e, o mais famoso, Sócrates, todos apontaram a necessidade de os seres humanos acordarem de seu estado de sonho para a plena consciência de si mesmos e do mundo.
A famosa Alegoria da Caverna de Platão é dedicada a esse mesmo tema. Diógenes, no entanto, confrontava os cidadãos de Atenas diariamente com sua falta de vida e valores superficiais, imitando seu herói Sócrates, que ele nunca conheceu, mas que teria aprendido com Antístenes. Embora pareça que muitas pessoas pensassem que ele era simplesmente doente mental, Diógenes teria alegado que ele estava vivendo uma vida completamente honesta e outros deveriam ter a coragem de fazer o mesmo.
Platão e Alexandre, O Grande
Esse comportamento de Diógenes foi informado em parte pela crença de que, se um ato não é vergonhoso em privado, não deveria ser vergonhoso em público. As regras pelas quais as pessoas viviam, então, não faziam sentido, pois obrigavam as pessoas a se comportar de uma maneira diferente de como teriam se comportado naturalmente. Boas maneiras e etiqueta eram consideradas por ele como elementos básicos da vida falsa no mundo dos sonhos e não deveriam ser toleradas. Conseqüentemente, ele insultava seus superiores sociais regularmente, incluindo Platão e Alexandre, o Grande.
Quando Platão definiu um ser humano como "um bípede sem p***s", e foi elogiado pela inteligência da definição, Diógenes arrancou uma galinha, trouxe-a para a Academia de Platão e declarou: "Eis - o ser humano de Platão." Platão então acrescentou "com unhas largas e planas" à sua definição. Esta não é a única vez que Diógenes insultou Platão publicamente, mas é o incidente mais conhecido.
No caso de Alexandre, o Grande, Diógenes Laércio e Plutarco relatam como, quando Diógenes morava em Corinto, Alexandre veio à cidade e ficou muito interessado em conhecer o filósofo.
Ele encontrou Diógenes descansando ao sol, se apresentou e perguntou se havia algo que ele pudesse fazer por ele. Diógenes respondeu: "Sim. Saia da minha luz do sol." Alexandre admirou seu espírito e disse: "Se eu não fosse Alexandre, gostaria de ser Diógenes", ao que Diógenes respondeu: "Se não fosse Diógenes, também gostaria de ser Diógenes". Em outra ocasião, quando algumas pessoas estavam discutindo sobre um homem chamado Calistenes e o excelente tratamento que ele recebeu de Alexandre, Diógenes disse: "O homem então é um infeliz, pois é forçado a tomar o café da manhã e jantar sempre que Alexandre quiser". Outra vez, em um banquete para algumas elites atenienses, alguns dos convidados jogaram alguns ossos para Diógenes e se referiram a ele como um cachorro; então ele ergueu a perna e urinou neles.
Apesar de, ou por causa de seu comportamento ultrajante, os atenienses o amavam e, Laércio relata, quando um menino quebrou o barril de Diógenes, as pessoas espancaram o menino e substituíram o barril quebrado. É improvável, entretanto, que Diógenes se importasse muito com o barril ou com o estado em que ele se encontrava; para ele, os bens eram uma armadilha.
Ser verdadeiramente livre e viver uma vida virtuosa de consciência completa era o signif**ado último da existência de uma pessoa. Como escreve Diógenes Laércio,
Isso se referia à proibição de comer na Ágora (o mercado público) que, como todas essas proibições, Diógenes ignorou.
Escravidão e morte
Para Diógenes, uma vida razoável é aquela vivida de acordo com a natureza e com suas inclinações naturais. Ser verdadeiro consigo mesmo, então, não importa o quão `louco 'alguém possa parecer, era buscar uma vida que valesse a pena ser vivida. Seja verdade ou outra fábula, a história da captura de Diógenes por piratas e sua venda como escravo em Corinto é um testemunho da força de suas convicções. Quando questionado sobre qual talento ele tinha, ele respondeu, “O de governar homens” e então exigiu ser vendido a Xeniades dizendo: “Venda-me para aquele homem; pois ele quer um mestre. ” Mesmo sendo um escravo a essa altura, e sem condições de exigir nada, ele acreditava tão completamente em si mesmo que outros se sentiam compelidos a ouvi-lo e fazer o que ele dizia. Xeniades, por exemplo, encarregou Diógenes de tutorar seus filhos pequenos e, com o tempo, o filósofo passou a fazer parte da família. Ele viveu em Corinto com a família de Xeniades pelo resto de sua vida e morreu lá aos 90 anos. Sua causa de morte foi dada como intoxicação alimentar grave por comer um pé de boi cru, raiva por uma mordida de cachorro ou suicídio por prender a respiração. Os cidadãos de Corinto, como os de Atenas, passaram a admirar muito o filósofo e o enterraram em sua homenagem junto ao portão da cidade, erguendo um monumento sobre seu túmulo. Isso teria divertido Diógenes, que, quando questionado sobre o que gostaria que fizesse com seu corpo após sua morte, respondeu que deveria ser jogado fora da cidade para os cães se alimentarem. Uma estátua dele está em Sinop, na Turquia, nos dias modernos.

Perdoem-me os que não gostam de política. Perodem-me os que pregam discrição. Perdoem-me os politicamente corretos. Perd...
04/11/2020

Perdoem-me os que não gostam de política. Perodem-me os que pregam discrição. Perdoem-me os politicamente corretos. Perdoem-me os que têm seus próprios candidatos por afeto, empatia ou conveniência.
É entristecedor observar na política desta cidadela as nuances político-sociais oferecidas às pessoas que como eu, compartilham de lucidez e controle entre emoção e razão.
Pra ser mais popular eu digo:
O "cara" se candidata pq quer. Ganha não pq fez algo para a sua cidade antes de verear e nem por ter tido uma carreira brilhante no que fez. Ganha pq puxaram ele no coeficiente das urnas, ou pq tem um perfil empático dizendo palavras colocadas nas horas certas.
Passaram-se 4 anos e, claro, o "cara" não fez nada. Mas nada, nada. Apresentou requerimentos e fez sugestões. Coisas que qq transeunte residente na comarca pode fazer.
Alguns criaram dia de não sei o que.... enfim, nada.
Criaram dia Municipal do Voluntário. E pasmem, já há o Dia Mundial do Voluntário. Não é o bastante? Sem nunca ter sido voluntário de nada.... pois é.
Tem mais: como uma pessoa que nunca educou ninguém, pode falar de educacao? Como uma pessoa que só soube fazer festas e equilibrar galhos pode ser vice de alguma coisa?
Sabem o que é o pior? Eu como cidadão, eleitor, imposto pagante, não posso discordar. Não posso reclamar. Não posso cobrar.
Eles viram a cara na rua. Bloqueiam nas mídias sociais e mais, difamam o meu, o seu nome em suas rodinhas sociais.
São fracos. Deprimidos. Frustrados. Ou são cegos, egocêntricos, ignorantes.
Tem coisa pior: diante a grande massa que é corrompida por uma cesta básica, uma carona, uma pinga no bar ou até uma dentadura, somos minoria, havendo mais de 55% de chances desses imbecis serem reeleitos, como já ocorre há anos em alguns casos, o q ratif**a cientif**amente a ideia de q os idiotas vão ganhar o mundo, não pelas suas capacidades mas pelo número em que estão.

Não sucumbirei aos ditames dos donos das canetas. Nenhuma organização, grupo ou posição hierárquica irá calar aquilo que...
22/10/2020

Não sucumbirei aos ditames dos donos das canetas. Nenhuma organização, grupo ou posição hierárquica irá calar aquilo que há dentro de mim. Jamais me dobrarei àquilo que querem me empurrar "guela abaixo". Uma coisa é, o que os senhores dizem sobre como é. Outra coisa é, como realmente é.
Que fique marcado. Como tantas outras marcas, que jamais, jamais, as coisas foram simples deste lado. Cada degrauzinho foi conquistado com suor, lágrimas e muita, mas muita gente puxando para o outro lado. Portanto, sucumbir não é meu forte. Com suas canetas podem me tirar tudo, menos aquilo que há dentro de mim. Menos minha índole. E la na frente serão nossas índoles debatidas, e não as canetas.

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