16/04/2026
PERDER TAMBÉM É GANHAR
Há uma valorização constante do ganhar.
Do conquistar.
Do acumular.
Como se avançar fosse sempre adicionar algo.
Mas pouco se fala do que precisa ser deixado.
Do que já não sustenta.
Do que insiste em permanecer, mesmo sem fazer sentido.
O conflito aparece nesse ponto.
Entre o que se diz querer…
e o que ainda se mantém.
Há hábitos que já não cabem.
Padrões que se repetem.
Posições antigas que continuam sendo defendidas.
Não por necessidade.
Mas por apego, por medo, por costume.
E então surge o autoengano.
De querer o novo…
sem abrir mão do antigo.
De buscar crescimento…
sem tocar no que precisa ser encerrado.
Em algum ponto, há participação nisso.
Naquilo que se escolhe sustentar.
No que se evita olhar.
No que não se solta, mesmo dizendo que quer seguir.
Ganhar, muitas vezes, não começa com fazer mais.
Começa com deixar ir.
Talvez isso mereça ser olhado com mais calma.
A análise começa quando algo deixa de ser automático.