01/03/2024
🧠 Estudos já evidenciam que a dança tem o potencial de desenvolver o cérebro.
Isso, porque longe de ser um processo automático ou instintivo, aprender e aprimorar movimentos exige do indivíduo o desenvolvimento das chamadas funções executivas (FE) do cérebro, aquelas responsáveis por planejar, selecionar e executar ações adaptativas das pessoas (Barkley, 2012).
‼️ As FE são essenciais para a aquisição de novos padrões comportamentais e mentais (Gurd, Kischka & Marshall, 2010).
🌟 Algumas das mais conhecidas funções executivas estão relacionadas à memória de trabalho (capacidade de armazenamento temporário de informações que contribuem para a aprendizagem), ao controle inibitório (capacidade de interromper respostas automáticas) e à flexibilidade mental (capacidade de generalizar informações e criar correlações). Essas três funções são essenciais para o aprendizado da dança, que envolve atenção, memória, imagem mental e mesmo o uso de neurônios-espelho, essenciais para a reprodução de movimentos.
Uma vez que exige o desenvolvimento dessas funções, é fácil pressupor que a dança tem o poder de efetivamente promovê-las. Isso, porque o cérebro pode ser entendido como um sistema em permanente mudança, sendo a plasticidade cerebral uma propriedade intrínseca do sistema de reorganização nervosa envolvida nos processos de aprendizagem e desenvolvimento (Pascual-Leone, Amedi, Fregni & Merabet, 2005).
⚠️ A plasticidade é, em poucas palavras, a capacidade do cérebro de se moldar de acordo com os estímulos sensoriais, ações motoras, associações, recompensas, planos de ação e consciência do indivíduo. Nesse sentido, a dança desenvolve diversas habilidades que podem auxiliar no desenvolvimento humano global, como equilíbrio, postura, sincronização, memória, percepção, e expressão.
Com tantas habilidades envolvidas, diversos estudos mostram mudanças significativas a nível estrutural no cérebro.