Psicologa Jussara Porto

Psicologa Jussara Porto Mãe, psi e facilitadora do Travessia 🤍 Acolhimento à perda gestacional e neonatal.
🔖Gestalt-terapeuta
🔖CRP32028/05

Na condução de um grupo de mulheres, conversamos sobre pertencimento.Mulheres que perderam bebês, crianças, jovens e fil...
12/08/2026

Na condução de um grupo de mulheres, conversamos sobre pertencimento.

Mulheres que perderam bebês, crianças, jovens e filhos adultos. Histórias diferentes, mas atravessadas por um mesmo amor.

Na vivência, não falamos sobre esquecer ou superar. Falamos sobre lugar.

O lugar que cada filho ocupa na história de sua mãe.

Porque continuar vivendo não significa deixar de amar.

Às vezes, o caminho do luto começa quando conseguimos dizer:

“Você pertence à minha história.
Eu honro a sua vida.
E posso continuar vivendo, levando comigo o amor que ficou.”

Hoje, mais do que buscar respostas, nós apenas reconhecemos.

E, talvez, ser reconhecida em sua dor seja também uma forma de cuidado.

Hoje a clínica me pediu silêncio.Algumas sessões não terminam quando a paciente vai embora. Elas permanecem conosco, não...
05/08/2026

Hoje a clínica me pediu silêncio.

Algumas sessões não terminam quando a paciente vai embora. Elas permanecem conosco, não pelo peso, mas pela profundidade do encontro.

Hoje acompanhei uma mulher que vive o luto pela perda do seu bebê. Em determinado momento, enquanto caminhávamos pela sua história, percebemos que existiam dores familiares muito antigas que ainda encontravam eco no presente.

Não buscávamos uma explicação para a perda. Buscávamos compreender os significados que aquela experiência despertava, os medos que pareciam atravessar gerações e o lugar que ela ocupava dentro da sua própria história.

É nesses momentos que me lembro do quanto a clínica é um espaço de reverência.

Reverência pela vida.

Reverência pelos bebês que passaram tão brevemente.

Reverência pelas mães que continuam aprendendo a respirar depois de uma ausência.

E reverência pelas histórias que vieram antes de nós.

A Gestalt me ensina a permanecer no aqui e agora da experiência. A compreensão sistêmica amplia meu olhar para os vínculos, para os pertencimentos e para aquilo que, muitas vezes, atravessa gerações sem nunca ter sido nomeado.

Não para encontrar culpados.

Não para afirmar certezas.

Mas para que aquilo que estava invisível possa ser visto com amor e, finalmente, encontrar um lugar.

Sou profundamente grata pela confiança de quem me permite caminhar ao seu lado em um dos momentos mais delicados da vida.

Porque, às vezes, o maior movimento terapêutico acontece quando alguém percebe que não precisa mais carregar sozinho uma dor que nunca teve palavras.

Algumas perdas não deixam marcas visíveis, mas transformam a vida para sempre. Você não precisa esquecer para seguir em ...
21/07/2026

Algumas perdas não deixam marcas visíveis, mas transformam a vida para sempre.
Você não precisa esquecer para seguir em frente. É possível aprender a sustentar a dor, honrar o amore reconstruir a vida com acolhimento.

Se essa mensagem falou com você, talvez seja o momento de iniciar a sua travessia.

Nem toda perda deixa marcas visíveis.Algumas ficam guardadas no silêncio, nos planos interrompidos, nas datas que chegam...
06/06/2026

Nem toda perda deixa marcas visíveis.

Algumas ficam guardadas no silêncio, nos planos interrompidos, nas datas que chegam e nas perguntas sem resposta.

A Travessia Terapêutica nasceu para acolher mulheres que passaram pela dor da perda gestacional e que desejam encontrar um espaço seguro para falar, sentir, elaborar e reconstruir sentidos para a própria história.

Aqui, você não precisa carregar essa dor sozinha.

🌿 Encontros terapêuticos semanais. (Online) 🌿 Grupo fechado e intimista. 🌿 Vivências, reflexões e exercícios terapêuticos. 🌿 Acolhimento profissional e humano

Se essa mensagem tocar você ou alguém que precisa de apoio, envie uma mensagem para saber mais.

✨ Sua dor importa. Sua história importa. Sua travessia também.

Quando ouvimos a palavra "bullying", é comum pensarmos em crianças em um ambiente escolar; entretanto, o bullying pode v...
10/11/2023

Quando ouvimos a palavra "bullying", é comum pensarmos em crianças em um ambiente escolar; entretanto, o bullying pode vir de qualquer pessoa em qualquer lugar. O dicionário define a palavra como qualquer ato de violência física ou psicológica com o intuito de humilhação ou discriminação. Apesar da definição pesada, o bullying acontece frequentemente dentro de casa.

Apelidos pejorativos, comparações maldosas e até queixas sobre a aparência física podem ser presenciados em meios familiares, por pais, avós, tios, primos e irmãos mais velhos. Figuras de autoridade, que deveriam nos proteger durante a infância, muitas vezes são responsáveis por traumas e inseguranças que nos acompanham até a vida adulta.

Muitas vezes disfarçado de brincadeira, o bullying familiar pode causar danos irreparáveis. É comum que crianças que sofreram tal tipo de violência procurem, na vida adulta, relações semelhantes, onde são humilhadas emocionalmente, psicologicamente e fisicamente, se tornem pessoas tóxicas e abusadores ou até mesmo se fechem para relaciomentos por medo da agressão se repetir. Se comportamentos tóxicos soam naturais por comportamentos familiares, procure ajuda psicológica; jamais permita que te inferiorizem.

As diferenças entre pessoas que sofrem de um transtorno mental e pessoas que estão em um contexto adoecedor são pequenas...
29/10/2023

As diferenças entre pessoas que sofrem de um transtorno mental e pessoas que estão em um contexto adoecedor são pequenas e muito difíceis de apontar, sabendo que as duas situações podem existir ao mesmo tempo em uma pessoa. Basicamente, a pessoa que sofre de um transtorno mental ficará com esse transtorno independentemente de estar ou não em situações tóxicas e desconfortáveis, sendo necessário tratamento ao longo da vida (com medicamentos, terapia e adaptações para uma melhor qualidade de vida).

No entanto, uma pessoa que está inserida em um contexto adoecedor pode desenvolver sintomas de transtornos mentais, como a falta de vontade de viver, de se comunicar, recusar comida ou até mesmo não conseguir comer, entre outros. O que diferencia essa situação da do transtorno mental é o fato de que, se a pessoa for removida desse ambiente tóxico ou contexto adoecedor, ela irá melhorar de seus sintomas, não sendo algo perpétuo.

Uma vez que todas as pessoas estão sempre inseridas em diferentes contextos, como cultura, família, trabalho, escola, meios sociais e econômicos, é muito difícil ter um diagnóstico preciso do que é apenas um contexto adoecedor e do que é um transtorno mental vitalício. Através da terapia, é possível obter mais recursos para lidar com esses ambientes e até mesmo sair deles, o que pode ajudar a aliviar certos sintomas e até curar outros. Portanto, se você está com dúvidas sobre por que tudo está tão difícil de lidar, não hesite em pedir ajuda.

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As doenças mentais podem ter causas e sintomas multidisciplinares. É comum que uma única doença mental exija a intervenç...
17/10/2023

As doenças mentais podem ter causas e sintomas multidisciplinares. É comum que uma única doença mental exija a intervenção de mais de um profissional. O alívio mental e dos sintomas pode ser proporcionado por diferentes especialistas, assim como diagnósticos variados podem demandar o envolvimento de profissionais de diversas áreas.

Atualmente, no Brasil, mais pessoas recorrem a medicamentos psiquiátricos do que a psicólogos, o que pode aliviar os sintomas apresentados, mas não resolverá o problema de fato. Algumas doenças podem ser tratadas apenas por meio de terapia, enquanto outras requerem acompanhamento neurológico e medicação para o tratamento.

A busca por um diagnóstico tem aumentado nos últimos anos, especialmente entre as gerações mais jovens. No entanto, é um bom sinal, mas muitos abandonam o acompanhamento profissional após recebê-lo. É de extrema importância que, em doenças crônicas ou não, o tratamento envolva todos os profissionais necessários, pois somente assim será possível encontrar o equilíbrio para seguir em frente e se adaptar à vida de forma tranquila.

A síndrome do Burnout vem ganhando cada vez mais visibilidade na mídia. Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Pr...
05/10/2023

A síndrome do Burnout vem ganhando cada vez mais visibilidade na mídia. Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, o Burnout é uma doença mental que surge após o indivíduo passar por situações de trabalho desgastantes: alta carga horária, excesso de responsabilidades, excesso de competitividade, falta de feedbacks ou excesso de feedbacks negativos, entre outros.

Nas últimas gerações, a síndrome tende a ser mais comum, mesmo para estudantes ou desempregados, uma vez que a entrada no mercado de trabalho se tornou mais difícil, exigindo anos de experiência e competências inalcançáveis para quem está começando sua vida profissional.

Para aqueles já inseridos no mercado de trabalho, a causa da síndrome pode ser proveniente de chefes abusivos, ambiente de trabalho tóxico, metas exorbitantes, desinteresse por parte de outros membros da equipe, além do que já citamos anteriormente.

Em 1990, a OMS já classificava a exaustão relacionada ao ambiente de trabalho como uma doença. No Brasil, em 2022, o Burnout foi classificado como doença ocupacional, o que faz com que o trabalhador receba seus benefícios caso seja diagnosticado com a mesma.

Atente-se aos sintomas: exaustão extrema, física e mental; dor de cabeça frequente; alterações no apetite: sentir mais ou menos fome; insônia; sentimentos de fracasso e insegurança; dificuldades para se concentrar; pensamentos negativos constantes; sentimentos de derrota e incompetência; desânimo; alterações de humor; aumento da pressão arterial; dores musculares; isolamento; alteração dos batimentos cardíacos; problemas no sistema gastrointestinal (estômago e intestino). Caso se sinta mal profissionalmente e apresente algum dos sintomas listados acima, procure um profissional imediatamente.

Ninguém sabe o que pode estar escondido por detrás de um rosto sorridente. Algumas dores não estão na superfície. Podem ...
28/09/2023

Ninguém sabe o que pode estar escondido por detrás de um rosto sorridente. Algumas dores não estão na superfície. Podem estar no íntimo das pessoas, ferindo-as o tempo todo. Muitas destas dores, quando mais ocultas são, mais devastadoras se tornam.

Ninguém consegue decidir se quer, ou não, sentir determinada dor. Sentir dor e tristeza é uma condição humana. Até mesmo as dores emocionais, que geralmente ficam internalizadas, não podemos evitar.

Mas, ainda que evitá-las não seja possível, administrá-las é. Entender os motivos, enfrentar e descobrir meios para superá-la é um processo para envolve força de vontade e autoconhecimento. Quando isto acontece, as feridas abertas podem virar cicatrizes, que marcam a passagem pela vida, mas que param de doer em algum momento.

A psicoterapia nos ajuda a processar as dores e seguir adiante, com bem-estar e resiliência. As cicatrizes existem, mas não podem ser o guia de nossas vidas. A forma como respondemos às dores emocionais e nossas atitudes diante delas fazem toda a diferença. Podemos virar vítimas eternas, presas ao sofrimento, ou aprender com a dor e continuar na caminhada, mais capazes, mais maduros e mais fortes.

Este processo muitas vezes requer ajuda. Agende sua consulta.

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25/09/2023

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