12/08/2026
Na condução de um grupo de mulheres, conversamos sobre pertencimento.
Mulheres que perderam bebês, crianças, jovens e filhos adultos. Histórias diferentes, mas atravessadas por um mesmo amor.
Na vivência, não falamos sobre esquecer ou superar. Falamos sobre lugar.
O lugar que cada filho ocupa na história de sua mãe.
Porque continuar vivendo não significa deixar de amar.
Às vezes, o caminho do luto começa quando conseguimos dizer:
“Você pertence à minha história.
Eu honro a sua vida.
E posso continuar vivendo, levando comigo o amor que ficou.”
Hoje, mais do que buscar respostas, nós apenas reconhecemos.
E, talvez, ser reconhecida em sua dor seja também uma forma de cuidado.