22/05/2025
A origem e os fatos históricos do desfile do 22 de maio
O desfile cívico em destaque na imagem, fotografada no início da década de 1970, representa uma tradição na cidade [1].
Esse evento ao longo dos anos foi realizado, na maioria das vezes, no dia 22 de maio, para comemorar a conquista da autonomia político-administrativa de Itaboraí em relação à Vila de Santo Antônio de Sá.
Ainda que o decreto da emancipação tenha ocorrido no dia 15 de janeiro de 1833, o dia 22 de maio ganhou mais destaque simbólico por ter ocorrido nessa data, segundo a memória coletiva local, a primeira sessão da Câmara Municipal de Itaboraí [2].
Vale destacar que essa comemoração não abrange a totalidade temporal da história do município, visto que há registros históricos da região desde o início do século XVII [3].
O desfile em questão é caracterizado pela participação direta dos estudantes e dos profissionais da educação das escolas públicas e privadas da cidade.
Foi o Prefeito Roberto Pereira dos Santos que instituiu, em 1952, o 22 de maio como data comemorativa da emancipação de Itaboraí, sendo 1953 o primeiro ano em que se comemorou essa data de forma oficial e com esse simbolismo [4].
Reparem que a principal edificação no fundo da fotografia é o antigo Teatro João Caetano, demolido em 1976. Através dessa foto, tirada na principal praça da cidade, é possível visualizar uma tradição da época nos desfiles: as homenagens que as escolas faziam a personagens históricos, que nesse caso foi realizado ao aviador Santos Dumont, o qual foi representado com destaque na frente da apresentação.
Desfile, tradição, cultura e história caracterizavam os desfiles do 22 de maio, contudo, neste ano (2025), a Prefeitura de Itaboraí determinou que cada escola só poderia levar trinta estudantes e cinco funcionários, o que fez gerar a desistência de várias escolas, pois tal exigência criaria conflitos e frustrações entre os estudantes e funcionários contemplados e os que ficariam de fora. Dessa forma, essa postura equivocada foi na direção contrária dessa tradição, pois desconsiderou o senso participativo e colaborativo das comunidades escolares.
Texto escrito pelo Prof. Dr. Gilciano Menezes Costa.
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