Wadson Arantes GAMA
Palestrante, Psicólogo,Professor e ator
Hoje foi um dia que se abriu como um rito de passagem, desses que a gente guarda no corpo e na memória. O início de uma nova jornada, celebrado da forma que mais me atravessa: ao redor da mesa, entre afetos, palavras e comida.
Convidei minha orientadora de doutorado, Ciris, e aqueles que são presença viva na minha história — Rosane, Adelino, meu amigo-irmão Alessandro e meu querido amorzinho Cláudio. Cada um chegou trazendo sua própria luz, e juntos fomos tecendo uma noite rara, dessas que não se repetem, mas permanecem.
Cozinhar, para mim, é mais do que preparar alimentos. É gesto ancestral. É memória viva das mãos da minha mãe, da minha família, das histórias que vieram antes de mim e que seguem pulsando em cada tempero, em cada panela que se abre em v***r e afeto. Cozinhar é cuidar. É dizer “você importa” sem precisar de muitas palavras.
E ali, entre risos, conversas profundas e trocas sobre teorias, saberes e caminhos, a noite foi se desenhando bonita. Não apenas pelo que se dizia, mas pelo que se sentia.
Em um momento quase suspenso no tempo, a poesia nos atravessou. Recitamos Cora Coralina, e suas palavras pousaram sobre nós como uma delicadeza antiga. Falamos dos muitos amores : os que chegam, os que ficam, os que se reinventam. E também da lua, essa presença que acolhe, que observa, que insinua outras formas de existir e amar — uma lua livre, simbólica, quase insurgente, como os afetos que ousam ser.
Foi uma noite de partilha, de presença verdadeira, de encontros que alimentam mais do que o corpo. Uma noite que reafirma que viver também é isso: celebrar os começos, honrar as raízes e permitir-se ser atravessado pelo amor em suas muitas formas.
E por tudo isso, só cabe gratidão.
Hoje pela manhã tive a alegria de participar do Café Santo, com o jornalista Wilker, na TV Pai Eterno.
Falamos sobre a felicidade em tempos desafiadores, especialmente neste período de renovação que nos convida a refletir sobre a vida e nossos caminhos.
Trouxe como fundamento a psicologia fenomenológico-existencial, que é a base teórica do meu trabalho — uma abordagem que compreende o ser humano a partir da sua experiência vivida, da liberdade de escolha e da construção de sentido na existência.
Refletimos sobre o Cristo vivo — aquele que renasce todos os dias em nossas atitudes, nas nossas relações e na forma como escolhemos viver.
Em uma sociedade marcada pela ansiedade, tristeza e esgotamento emocional, cuidar da saúde mental é essencial. Buscar um psicoterapeuta é um gesto de coragem, de responsabilidade consigo mesmo e de abertura para transformar a própria vida.
Renascer é possível. Todos os dias.
Viva o Pai Eterno.
CristoVivo PaiEterno Psicoterapia ReelsBrasil
Hoje é sexta-feira… e não é qualquer sexta-feira. Coincide com a Sexta-feira da Paixão, um dia que nos convida à reflexão sobre a morte, a dor, a entrega e também a ressurreição.
E hoje também marca quatro anos da partida da minha mãe para o plano espiritual.
Essa coincidência atravessa meu coração de um jeito profundo. Fui criado na fé católica, aprendendo desde cedo sobre esse mistério da vida e da morte. Lembro do meu pai nos acordando nas sextas-feiras para “fechar o corpo”, e hoje, de alguma forma, revivi esse ritual pela manhã. São memórias que seguem vivas em mim.
Mas junto com tudo isso, vem a saudade. Uma saudade imensa.
A ausência de mãe não se explica — se sente. E o luto… ele não passa, ele atravessa a gente. Ele se transforma, mas continua presente. Hoje, aos 58 anos, vivendo essa fase da vida, sinto ainda mais o peso e também a profundidade de já não ter meus pais no plano físico.
Tive muitas conquistas, muitas batalhas, muitas vitórias e derrotas — e sempre tive minha mãe ao meu lado. Dessa vez, na conquista do meu doutorado, ela e meu pai não estavam fisicamente presentes. Mas, de alguma forma, eu sei… estavam.
Hoje é dia de dor, mas também de gratidão.
Gratidão por ter vindo do ventre de dona Vilna, uma mulher forte, guerreira, resiliente, que deixou em mim marcas que o tempo não apaga. Uma mulher que sigo admirando profundamente.
A vida segue, ciclos se renovam, e a gente vai aprendendo a caminhar com essas ausências que também são presenças de outra forma.
Mãe, muito obrigado por tudo.
Onde a senhora estiver, sigo ligado à senhora.
Um beijo no coração.
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