25/06/2026
Saberes que atravessam o oceano e fortalecem territórios 🌍🫱🏾🫲🏿
Entre os dias 23 e 26 de junho, a Comunidade Quilombola Kalunga Engenho II, em Cavalcante (GO), recebe uma delegação da Guiné-Bissau, formada por agricultoras, pesquisadoras, técnicas, lideranças comunitárias e representantes da ONG Tiniguena Tiniguena , além de professores, bolsistas e estudantes do Brasil, da Guiné-Bissau e de Angola, para o intercâmbio “Diálogos e Saberes Ancestrais: Caminhos entre Guiné-Bissau e Brasil”.
Ao longo da programação, os participantes compartilham experiências em rodas de conversa, visitas às roças, atividades culturais e intercâmbios de saberes sobre agroecologia, segurança alimentar, tecnologias socioterritoriais, produção de alimentos, preservação cultural e formas de organização comunitária.
O encontro faz parte do projeto “Ecossistema de Tecnologias Socioterritoriais Afro-Brasileiras em Agroecologia e Segurança Alimentar e Nutricional”, coordenado pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab - Ecosan - Projeto Ecossistemas em SAN), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG - GEEPASS • EA/UFG , SRI UFG 🌎🌏🌍 ).
A iniciativa conta com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI Min. Ciência Tecnologia e Inovação ), por intermédio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SEDES Secretaria de Desenvolvimento Social ), e fortalece a construção e a circulação de conhecimentos entre o Brasil e os países africanos de língua portuguesa, ampliando redes de cooperação voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Ao aproximar mulheres agricultoras de diferentes territórios e realidades, o intercâmbio valoriza práticas ancestrais, fortalece tecnologias socioterritoriais e constrói pontes entre comunidades tradicionais afro-brasileiras e africanas, tendo o diálogo de saberes como instrumento para promover um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.
Há um oceano entre nós, mas ele parece menor quando percebemos quantas histórias compartilhamos. Nas sementes, na comida, nas celebrações, na forma de cultivar a terra, de acolher quem chega e de manter vivos os saberes ancestrais, os ter