Oficina para pais conscientes

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Comunidade MÃES que querem criar filhos fortes emocionalmente para se tornarem adultos bem sucedido.

19/08/2026

Todo mundo via o sucesso de Terry Crews.
Pouca gente via os monstros que ele carregava.

Terry cresceu em um ambiente marcado pela violência doméstica e contou publicamente sobre as marcas que essa infância deixou nele.

Depois, veio o sucesso.

Carreira. Dinheiro. Fama. Família.

Por fora, parecia que ele tinha vencido.

Mas algumas feridas não desaparecem só porque a vida começa a dar certo.

Ele passou a buscar outras formas de prazer e desenvolveu um vício em pornografia que chegou a ameaçar seu próprio casamento.

E foi nesse momento que sua esposa, Rebecca, se posicionou.

Ela não passou a mão na cabeça dele porque conhecia a história difícil que ele carregava.

Ela colocou um limite.

Porque compreender a dor de alguém não signif**a aceitar ser machucada por ela.

Terry precisou olhar para as próprias feridas e assumir a responsabilidade por buscar ajuda.

E essa história me faz pensar em tantas mulheres que chegam até mim dizendo:

“Eu sei que ele sofreu. Eu sei que ele teve uma infância difícil. Eu sei que ele não faz isso porque quer…”

E eu entendo.

Mas existe uma diferença entre compreender a ferida de alguém e aceitar o efeito dessa ferida sobre você.

O trauma dele não pode se transformar no seu trauma.

O passado dele pode explicar determinados comportamentos.

Mas não justif**a que você continue sendo ferida.

Você pode amar.

Pode compreender.

Pode apoiar.

Pode incentivar.

Mas você não pode fazer o trabalho emocional que pertence ao outro.

E talvez essa seja uma das decisões mais difíceis para uma mulher emocionalmente dependente:

parar de tentar salvar alguém enquanto continua se abandonando.

Você não precisa ser a terapeuta do seu parceiro.

Não precisa suportar tudo para provar que ama.

E não precisa esperar que ele mude para começar a cuidar de você.

Coragem emocional também é colocar um limite.

É dizer:

“Eu entendo as suas feridas.
Mas não aceito mais ser ferida por elas.”

Continua nos comentarios

Photos from Oficina para pais conscientes's post 19/08/2026

Tem feridas que ninguém vê.

A mulher continua trabalhando, cuidando da casa, dos filhos, dos relacionamentos, sorrindo, fazendo planos…

E por fora, parece que está tudo bem.

Mas por dentro, ainda existe uma parte dela tentando entender por que não foi amada, protegida, acolhida ou reconhecida como precisava.

E talvez essa seja uma das coisas mais difíceis de admitir, principalmente quando a ferida envolve a própria mãe.

Porque você pode amar sua mãe e, ainda assim, reconhecer que algumas coisas que viveu com ela doeram.

Reconhecer a dor não é desonrar quem te feriu.
É parar de desonrar a si mesma para proteger essa pessoa.

Você não precisa transformar ninguém em vilão para começar a cuidar de você.

Precisa apenas ter coragem de olhar para a sua história com honestidade.

Porque aquilo que não é elaborado pode continuar aparecendo nas suas escolhas, nos seus medos, na forma como você se enxerga e naquilo que aceita dos outros.

E é por isso que saúde mental não deveria ser assunto apenas quando tudo desmorona.

Cuidar da mente também é prevenção.
É coragem.
É responsabilidade com a mulher que você ainda pode se tornar.

Talvez você não precise ser mais forte.

Talvez precise finalmente se permitir olhar para aquilo que te fez forte demais.

Qual ferida da sua infância você percebe que ainda influencia a mulher que você é hoje?

Compartilha com alguém que precisa começar a cuidar destas feridas 🫶🏼

13/08/2026

Talvez você não tenha perdido a sua identidade de uma vez.

Talvez tenha acontecido aos poucos.

Cada vez que você disse “sim” querendo dizer não.
Cada vez que escolheu agradar para não ser rejeitada.
Cada vez que engoliu o que sentia para evitar conflitos.
Cada vez que colocou todo mundo na frente e deixou você por último.
Cada vez que duvidou da sua percepção e acreditou mais na opinião dos outros do que em si mesma.

Até chegar um momento em que você olha para a própria vida e pensa:

“Eu não sei mais quem eu sou.”

E é aí que muitas mulheres tentam mudar de vida.

Trocam de emprego.
Terminham relacionamentos.
Começam uma dieta.
Criam novas metas.
Buscam uma nova rotina.

Mas continuam carregando dentro de si a mesma mulher insegura que aprendeu a sobreviver.

Porque não é apenas a sua vida que precisa mudar. É a mulher que está conduzindo essa vida.

Recuperar a identidade não signif**a voltar a ser quem você era antes das dores.

Signif**a descobrir quem você é depois de tudo o que viveu — sem permitir que suas feridas decidam o seu futuro.

É começar a confiar novamente na própria voz.

É conseguir dizer não sem se sentir uma pessoa ruim.

É parar de pedir permissão para existir.

É tomar decisões sem precisar da aprovação de todos.

É olhar para si e pensar:

“Eu posso confiar em mim.”

E talvez essa seja uma das maiores transformações que uma mulher pode viver:

deixar de apenas suportar a própria história e começar a escrever os próximos capítulos.

Se você sente que, em algum momento, se perdeu de si mesma, talvez o que esteja faltando não seja mais força.

Talvez seja voltar para você.

Salve este texto. Você pode precisar relê-lo no dia em que voltar a duvidar de si.

11/08/2026

Tem gente que prefere se afogar em silêncio a admitir que precisa de ajuda. Não é orgulho. É um sistema que aprendeu, em algum momento, que pedir era arriscado demais.

Pra quem cresceu num ambiente em que pedir gerava irritação, decepção ou simplesmente não era atendido, o corpo guardou essa equação: pedir = me expor, e me expor = correr o risco de ser negada de novo. Então, com o tempo, ficou mais seguro resolver tudo sozinha do que arriscar ouvir um “não”, ou pior, um silêncio.

O que isso custa por dentro é mais do que cansaço físico. É viver numa vigilância constante — segurando tudo, calculando tudo, porque descansar essa guarda parece perigoso. E quanto mais tempo isso dura, mais a pessoa se convence de que “sozinha” é só quem ela é, e não uma proteção que ela construiu.

Pedir ajuda não é fraqueza. É reaprender que existe gente que f**a, mesmo depois que você mostra que também precisa de alguma coisa.

Photos from Oficina para pais conscientes's post 09/08/2026

Os efeitos de crescer sem a presença de um pai continuam em você, mesmo que pareça que não se importa mais.

Aparecem assim:

Na dificuldade de confiar em quem trata bem, porque o corpo não reconhece isso como familiar.

Na necessidade de aprovação masculina, buscando validação em relações que repetem a mesma ausência de outro jeito.

No hábito de se conformar com menos — presença parcial, atenção parcial, amor parcial — porque foi isso que aprendeu que existia disponível.

Na dificuldade de pedir, achando que pedir é dar trabalho, e dar trabalho é motivo pra ser deixada…

Nenhum desses efeitos signif**a que você está quebrada. Signif**a que uma criança se adaptou pra sobreviver a uma ausência que não escolheu — e aquela adaptação, tão útil na época, hoje só continua pesando.

Reconhecer onde esses efeitos aparecem na sua vida hoje é o primeiro passo pra parar de repeti-los no automático.

Você merece ser liberta das marcas que não escolheu carregar …
Compartilhe com alguém que precisa entender isso❤️

08/08/2026

Essa semana, numa sessão, uma paciente me disse uma frase que ouço com frequência, de formas diferentes: “eu não sei nem por onde começar a falar disso.”

E isso é mais comum do que parece.

Tem dor que a gente nunca disse em voz alta pra ninguém — nem pra quem ama, nem pra melhor amiga, às vezes nem pra si mesma.

Não porque não confia, mas porque não tem certeza se aquilo pode ser dito, ou se vai ser julgado, ou se o outro vai saber o que fazer com aquilo.

Terapia é o único espaço pensado pra isso: pra ouvir o que ainda não tem forma, sem pressa de consertar, sem julgamento, só com o cuidado de entender de onde aquilo vem.

Às vezes o alívio não está na resposta. Está em finalmente colocar pra fora o que estava preso há anos.

Se tem algo que você nunca disse a ninguém, talvez seja hora de ter um lugar seguro pra isso existir.

07/08/2026

“Muita gente me diz: ‘mas eu nem lembro de nada de errado na minha infância’.

E isso faz sentido — porque o que mais marca a gente não são sempre os eventos grandes.

São as pequenas repetições. Um silêncio. Uma cobrança. Uma atenção que nunca vinha na hora certa.

Isso não f**a guardado como lembrança. F**a guardado como reação. E é por isso que você pode não lembrar do fato, e ainda assim sentir o efeito dele, todos os dias, sem saber de onde vem.

Você não precisa lembrar pra começar a curar.”

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