Desde 2015 comemora-se liturgicamente a memória do Bem-aventurado Álvaro del Portillo no dia 12 de maio.
Em vista a esta celebração, preparamos postagens semanais sobre a sua vida.
Dom Álvaro, como lhe conhecemos, é o primeiro engenheiro civil a ser beatificado.
Entrou na Escola de Engenheiros de Estradas, hoje Escola Técnica Superior de Engenheiros de Caminhos, Canais e Portos em 1933, após aprovar numa segunda tentativa junto com 23 estudantes, de 549 candidatos.
Esse curso encontra-se como um dos mais difíceis da época, tanto que Dom Álvaro fazia piada, conversando com os amigos: "- Olha, Pepe, é verdade que nós não somos nada! - Tu talvez não sejas, mas eu sou engenheiro civil!"
Ángel Vegas, colega de Dom Álvaro, o lembra como “um dos alunos mais brilhantes da Escola e, simultaneamente, uma pessoa muito tratável e simples; muito inteligente, alegre, culto, simpático, amável e, sobretudo profundamente humilde, de uma humildade extraordinária..”
D. Eijo y Garay, Bispo de Madrid na época, recordava que “quando Álvaro me veio comunicar a sua determinação de se ordenar sacerdote perguntei-lhe: Álvaro apercebes-te de que vais perder a tua personalidade? Agora és um engenheiro de prestígio, e depois vais ser um padre mais. Fiquei comovido com a sua resposta: Senhor Bispo, há muitos anos que ofereci a personalidade a Jesus Cristo”.
Centro Cultural Alvorada
Centro Cultural destinado à formação integral de universitários. Humana | Profissional | Espirit
19/03/2021
Como cristãos, sabemos que o trabalho não é um castigo, uma realidade ruim e oposta à santificação. Mas, pelo contrário, o temos como vocação inicial, um dom de Deus, que nos colocou no mundo para trabalhar, para ordenar e participar ativamente de sua criação, imitando Cristo em seus 30 anos de trabalho oculto e também repleto de fadiga na oficina de São José.
Nessa oficina, certamente vemos nosso pai e senhor exercer a plenitude do trabalho justo ao lado de Jesus como “participação na própria obra da salvação, oportunidade para apressar a vinda do Reino, desenvolver as próprias potencialidades e qualidades, colocando-as ao serviço da sociedade e da comunhão” (cf. Patris Corde) e assim nos mostra através dos séculos que qualquer trabalho bem ordenado, devidamente desprendido de narcisismos ou egoísmos, repleto de sacrifício, pode e deve ser feito com união à nosso Pai, uma vez que que “o próprio Deus feito homem não desdenhou o trabalho” (cf. Patris Corde)
Vemos no simples carpinteiro o valor que tem um trabalho silencioso, que não faz grandes ruídos, mas se preocupa em cumprir seu papel. É possível imaginar que sua oficina deveria ser uma das melhores de Nazaré, pois em sua vida pública Cristo é reconhecido como “filho do carpinteiro” e não filho de mais um carpinteiro, mas mesmo assim não o vemos ocupar um lugar de destaque com grandes discursos, ou milagres que facilitassem seu labor. Pelo contrário, o vemos ali como um “um velho silhar oculto nos alicerces, debaixo da terra” (Caminho, 590) e sabemos que, por ele a casa de Nazaré não desaba e a obra da redenção pode ter raízes fortes para se estender no mundo ao longo dos séculos futuros.
Esse trabalho certamente se desenvolvia assim porque São José o enchia de um amor puro, que dava sentido à todo cansaço vindo das longas horas manuseando a madeira, afinal, dizia São Josemaria:
“O trabalho nasce do amor, manifesta o amor, orienta-se para o amor. Reconhecemos Deus não apenas no espetáculo da natureza, mas também na experiência do nosso próprio trabalho, do nosso esforço. O trabalho é assim oração, ação de graças, porque nós sabemos colocados na terra por Deus, amados por Ele." @ Centro Cultural Alvorada
14/03/2021
Diante de um mundo que cada vez mais reclama de cientificismo, onde tudo requer uma explicação lógica, numérica e exata dos fatos, onde até mesmo os cristãos podemos esquecer-nos de que nossas vidas seguem muito além de qualquer padrão ou fórmula humana pois "a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens." (1 Cor 1, 25).
São José pode ensinar aos cristãos de hoje como confiar naquilo que muitas vezes parece contraditório e sem qualquer explicação mas que ainda assim é permitido por Deus. Em nenhum momento nosso Pai e Senhor começa a buscar a lógica nas fugas que precisa empreender ou ficar reclamando diante da grande contradição de segurar em seus braços Àquele que salvaria o povo, e não conseguia salvar a si mesmo.
Ele não questiona ou põe Deus à prova, pois a sua vida espiritual mostra, não um caminho que explica, mas um caminho que acolhe (cf. Patris Corde). Por meio desse caminho, conseguimos nos guiar pela Providência em frente a qualquer situação “e acolher a vida como ela é, aceitando até mesmo as suas contradições, imprevistos e desilusões.” (cf. Patris Corde). Essa atitude nada se relaciona com o conformismo ou a passividade, pois a fé do patriarca é ativa, viva e inteligente como coloca São Josemaria:
“José abandonou-se sem reservas nas mãos de Deus, mas nunca se recusou a refletir sobre os acontecimentos, e assim pôde alcançar do Senhor esse grau de compreensão das obras de Deus que é a verdadeira sabedoria” (É Cristo que passa, 42)
Assim, São José ensina aos cristãos de todos os tempos como acolher a sabedoria divina com responsabilidade inteligente tomando as rédeas da própria vida para orientá-la à luz da vocação e da Providência sem buscar “fáceis soluções consoladoras”, pois “a fé que Cristo nos ensinou é a que vemos em São José, que não procura atalhos, mas enfrenta de olhos abertos aquilo que lhe acontece” (cf. Patris Corde).
@ Centro Cultural Alvorada
07/03/2021
Vemos em São José o exemplo de uma autêntica obediência ao mandamento divino e às autoridades civis do seu tempo como um meio para chegar à santidade. Podemos dizer que José de fato deu “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mc 12, 17) e possivelmente Cristo tenha visto no simples carpinteiro aquilo que viria propor aos discípulos, como coloca o Papa em sua recente carta : “José ensinou Jesus a ser submisso aos pais, segundo o mandamento de Deus.” (Cfs. Patris Corde) Submissão esta que também deveria dar-se às autoridades de estado e religiosas.
Nele há uma obediência ágil e livre segundo os planos de Deus: assim que desperta de seu sonho, se põe a cumprir os mandamentos divinos com paz e naturalidade, usando todos seus meios para garantir a vinda de Cristo ao mundo, sem atropelar as leis dos homens ou dos judeus, chegando ao ponto de renunciar a um parto tranquilo com Maria no berço, o qual certamente deve ter preparado para o Menino em Nazaré.
Mas, como diz São Josemaria,“o nome de José significa em hebreu 'Deus acrescentará'. À vida santa dos que cumprem a sua vontade, Deus acrescenta dimensões inesperadas: o que a torna importante, o que dá valor a tudo -o divino. À vida humilde e santa de José, Deus acrescentou -se assim me é permitido falar -a vida da Virgem Maria e a de Jesus, Senhor Nosso.” (É Cristo que passa, 40)
Seguindo os relatos bíblicos, vemos o Santo Padroeiro movendo-se segundo sua vocação com paciência, empreendendo viagens perigosas, procurando emprego e casa em cidades completamente desconhecidas observando todas as prescrições da Lei judaica, segundo uma obediência harmoniosa à de Maria e transmitida à Cristo que em sua vida oculta, na escola de São José, aprende a fazer a vontade do Pai sendo obediente até a morte. (Cfs. Patris Corde)
Podemos resumir tudo isso fazendo eco das palavras do Papa Francisco: Em todas as circunstâncias da sua vida, José soube pronunciar o seu “fiat”.
@ Centro Cultural Alvorada
02/03/2021
" São José é realmente Pai e Senhor: protege e acompanha no seu caminho terreno aqueles que o veneram, como protegeu e acompanhou Jesus enquanto crescia e se tornava homem. Quando se procura ganhar intimidade com ele, descobre-se que o Santo Patriarca é, além disso, Mestre de vida interior, porque nos ensina a conhecer Jesus, a conviver com Ele, a tomar consciência de que fazemos parte da família de Deus."
É Cristo que passa, 39.
14/02/2021
Com muita alegria, no dia 14 de fevereiro comemoramos duas datas fundacionais do Opus Dei: a da Seção Feminina iniciada em 1930 e a da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz em 1943. Essas datas explicitam mais ainda a chamada universal à santidade no meio do mundo entre homens e mulheres cristãos e são frutos de luzes divinas que São Josemaria teve ao longo dos anos.
Fontes: https://opusdei.org/pt-br/article/14-de-fevereiro-grande-surpresa-e-alegria/
Vázquez de Prada, Andrés, O Fundador do Opus Dei (I). @ Centro Cultural Alvorada
29/09/2020
Hoje celebramos a festa de São Miguel, São Gabriel e São Rafael, os três arcanjos cujos nomes conhecemos. São Josemaría tinha uma devoção especial a eles, e confiou-lhes os trabalhos do Opus Dei. Quer saber mais? Passa para o lado!
08/08/2020
Não é de hoje que o cearense é conhecido pelo bom humor e pela alegria. Desafiado pelas secas e por tantas outras dificuldades, nosso povo sempre encontrou modos criativos e bem-humorados de reagir a essas situações.
A seca de 1915, famosa pela severidade, trouxe a Fortaleza um retirante icônico: o Bode Ioiô, assim chamado pelo costume que tinha de repetidamente subir e descer a cidade da Praia de Iracema à Praça do Ferreira, sendo querido e bem tratado por todos os habitantes.
Para além da seca, a população também andava insatisfeita com o “afrancesamento” da cidade, que vinha associado a códigos de postura alheios à cultural local. Em protesto a isso e também à corrupção dos oficiais do governo, os fortalezenses elegeram o Bode Ioiô como vereador, escrevendo seu nome nas cédulas de votação que eram colocadas nas urnas.
Essa história, por prosaica que seja, é exemplo da capacidade do povo cearense de encontrar soluções lúdicas e formas de protesto saudáveis face ao progresso frio e indiferente à sua cultura e à sua história. É também sinal da semente de virtude latente em nossa gente, que precisa ser sempre cultivada.
29/07/2020
Formação Humana: a virtude da Esperança.
11/07/2020
É possível aprender sobre a esperança em histórias de ficção?
Sim! E ainda muitos outros valores humanos e religiosos podem ser encontrados nas artes humanas, se soubermos contemplá-las. Toda luta e história dos personagens contra o mal pode levar o leitor a Deus.
Em “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, os personagens passam por desafios imprevistos, jornadas nada planejadas e batalhas injustas, mas não perdem a esperança. Em dias escuros, procuram lembrar-se de tempos melhores, das pequenas coisas pelas quais se vale a pena lutar, como a luz vinda de uma estrela distante.
Todo o livro é repleto de eucatástrofes, termo criado por Tolkien para indicar o repentino desfecho vitorioso do bem sobre o aparente domínio do mal.
Ora, nossos dias também são cheios de pequenos obstáculos que temos que enfrentar nas lutas diárias. Mas, se temos a esperança de olhar para as pequenas estrelas além desse mundo, como Sam fez, poderemos encontrar a força necessária para vencer o mal com o Bem.
07/07/2020
Nós não podemos estar diante do Santíssimo Sacramento 24 horas por dia. Precisamos trabalhar, precisamos dormir, precisamos cuidar de assuntos práticos. Mas, quando realizamos nossa atividade como almas contemplativas, transformando o labor em oração, convencemo-nos que Deus está junto de nós continuamente, sempre ao nosso lado.
04/07/2020
Desde que Lhe disseste "sim", o tempo vai mudando a cor do horizonte: cada dia mais belo, cada vez mais amplo e luminoso! Mas tens de continuar a dizer "sim".
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