09/11/2017
Pequenos refúgios.
Depois de mãe descobrimos aos poucos uma nova relação com o corpo. Se a cabeça não era a mesma de antes, imagina só essa matéria que carregou aquele ser humano durante uma gestação. São peles que se esticam, repuxam, laceram e mudam de cor. É hormônio, cabelo caindo, olho inchado e um cheiro esqueiro que faz a gente mudar o desodorante. O tempo pra cuidar por vezes não existe, e quando aparece, novas prioridades caem nas suas mãos. Mas uma hora o corpo grita pelo cuidado, e devemos escutá-lo. E eu não tô falando de uma roupa nova ou unhas feitas, tô falando daquele sentimento do corpo sã sabe, sem dor, livre, fresco, aberto, limpo... conectado. Há práticas milenares por aí que te permitem isso, há também caminhadas, pedaladas, pilates... E há pequenos gestos imediatos que te fazem sentir mais leve para seguir melhor. Um alongamento, respirações longas e contínuas, meditar com uma música, tomar um banho quente... Sempre q possível aproveite a brecha e sinta seu corpo e sua mente se restabelecendo. Isso é mais necessário do que você imagina. A rotina pode nos engolir.
Eu encontrei no banho quente um momento de paz, onde minhas enxaquecas podem ser lavadas fora e minha dor nas costas aliviada. Eu sento, respiro e sinto a água correr no corpo. As vezes lembro do meu parto e da suavidade que a água pode exercer sobre a gente, se permitida.
Nunca esqueça de você.
Qual seu pequeno refúgio?