WA AI DOJO

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WA AI DOJO

O dois kanji "Wa" e "Ai" significam juntos a perfeição do amor. Os kanji "Do" e "Jo" significam o local aonde se treina artes marciais japonesas.

WA AI AIKI DOJO

Associação ligada à Aikikai Hombu Dojo, Federação Cearense e União Sulamericana de Aikido, tem o objetivo de promover e divulgar o verdadeiro Aikido tradicional. Muito mais do que uma simples lugar qualquer, o dojo é um local que deve ser respeitado e zelado pelos seus praticantes. HORÁRIOS DE TREINOS

Segunda / Quarta / Sexta

- 17:30 ás 18:30 (Sensei Eloísio)

- 19:00 ás 20:00

10/08/2021

Aikido para crianças!


07/03/2021

Aikido, pratique o verdadeiro!🥋

04/03/2021

Aikido, pratique o verdadeiro!


01/10/2020

Hoje o Shihan Keizen Ono, completa 95 anos de idade.⠀

A palavra "senpai", do idioma japones, pode ser traduzida como veterano. Tradicionalmente, é aquele que te recebe pela primeira vez no Dojo quando você começa a treinar, quem te serve de modelo - e guia seus primeiros passos no tatami. Para mim, embora Ono sensei já tivesse seu próprio Dojo e eu só o visse em poucas ocasiões, ele era o modelo a ser seguido, naquele longínquo 1975.⠀

Foi ele quem me disse como chegar ao Dojo de Kawai sensei, quem me ensinou como praticar o "kokyu ho" totalmente relaxado e sem força, quem me fez acreditar ser possível aguentar aquela disciplina terrível que o nosso sensei exigia de seus discípulos. ⠀
Eu realmente sou muito grato, porque não posso imaginar que, tão jovem e tão cru, eu pudesse encontrar um senpai melhor, mais paciente e atencioso, mais simples ou mais gentil.⠀
Quando nos encontramos no velório de nosso mestre ele me abraçou e disse: "Herbert san, que grande ensinamento, que grande ensinamento", referindo-se à herança dos nossos dias ao lado de Kawai sensei. ⠀
O que ele não sabe é que o meu aprendizado foi ainda mais rico, porque contou também com os ensinamentos dele, com seus exemplos de educação, respeito e modéstia.⠀

Obrigado meu "dai senpai", Ono Keizen sensei. Sou eternamente grato por me mostrar que o caminho do discípulo é o único que pode levar à mestria.⠀
Oxalá eu possa percorre-lo até o fim, como o senhor.⠀

Photos 31/07/2020


Aikido e Judo são centralizados mundialmente por organizações próprias. O Judo pela Kodokan, o Aikido pela Aikikai, ambas do Japão.⠀

A Kodokan determina quais técnicas são válidas e como devem ser executadas, enquanto a Aikikai dá uma liberdade maior, já que o próprio Fundador, dizia: "Quando o "nen"(sentimento) está polido, infinitas waza(técnicas)podem ser criadas".⠀

Cada aikidoka pratica o Aikido segundo seu conhecimento e capacidade, mesmo os professores da Sede Mundial, onde as aulas seguem as características individuais de cada Instrutor. Mas o ego humano é insaciável - e mesmo com total liberdade para compreender e executar as técnicas, há quem diga treinar "estilos" de Aikido. ⠀

O Karate tem oito "estilos" principais, e outros não tão conhecidos, com técnicas e katas distintos; o antigo kenjutsu tem uma infinidade deles, muitos já perdidos ou esquecidos. ⠀
Essas escolas, chamadas "ryu" - os tais "estilos" - nasciam de alguma ruptura com o conhecimento antigo e muitas vezes legitimavam sua existência em duelos mortais. ⠀

Ueshiba sensei criou o Aikido para ensinar união, a harmonia fluida de movimentos livres e diferentes. Quem defende a criação de "estilos" de Aikido não entendeu nada da arte e do Caminho que ele deixou, ou tem obscuros interesses ocultos.⠀
Ran Ichi⠀

Photos 18/05/2020

"Não são necessários edifícios, dinheiro, poder ou prestígio para praticar o Aikido. O céu está exatamente lá onde você se encontra e esse é o lugar para treinar" -Morihei Ueshiba

Photos 12/05/2020

Quem tem filhos sabe que nada supera a alegria de ve-los crescer independentes, fortes, maduros e capazes de decidir os rumos de sua própria vida. Para Kawai sensei, seus alunos eram os seus filhos do Aikido. Ele orientava e provia todo o necessário para ficarem prontos e seguir adiante. Não me lembro que jamais tenha imposto qualquer obrigação, após liberar alguém para iniciar seu Dojo. Pelo contrário, cada um seguiu seu caminho com diferentes formas de treino e de técnicas, visitando Dojos pelo mundo, participando de Seminários e treinando com outros mestres. Nunca interferiu no que cada Instrutor fazia, mesmo quando ministravam treinos com música, exercícios de yoga e ginásticas de fontes estranhas ao Aikido.
Dono de enorme dignidade e autoconfiança, também não passava a mão na cabeça de quem insistia no erro e fosse tão longe que não pudesse mais voltar. Sem nenhum apego sentimental ou material, nunca foi um "amigo", embora fosse o maior amigo de todos. Era simplesmente reto.
Somente, não excluía ninguém que não tivesse se autoexcluído antes.
"Aikidō coração grande precisa", ele dizia.
Um dia talvez eu conte como ele me mandou embora e eu nunca fui, só para contar como ele nunca me abandonou, também.
Seguimos juntos até o fim, como pai e filho, como mestre e discípulo.
Ele me ajudou a crescer e me deixou livre para seguir o meu caminho. E eu dedico a ele fidelidade e lealdade eternas, as quais ele conquistou com o exemplo de sua retidão e a grandeza de sua alma.
Ran Ichi

04/05/2020

O Aikido Une!

Photos 24/04/2020

"A Árvore Alta é A Que O Vento Ataca" (final)
Julgamos aos outros baseados em nós mesmos, nossos valores e nossas próprias inclinações. Quem rouba não confia em ninguém, quem mente não acredita em ninguém. Quem tem inclinações positivas, ao contrário, buscará as melhores intenções, ou ao menos encontrar a razão real das atitudes de seus semelhantes.
Ao final da década de 70, Doshu Kishomaru Ueshiba difundira um grande crescimento na organização do Aikido, através de entidades nacionais, por todo o mundo. Sempre guiado por ele, e orientado por pessoas em quem confiava, Kawai Sensei decide criar a primeira entidade de Aikido do Brasil, a FEPAI, Federação Paulista de Aikido.
A legislação de então exigia que ela tivesse caráter competitivo e filiação a uma Confederação. Assim, a FEPAI nasce filiada à Confederação Brasileira de Pugilismo e Kawai Sensei promove "competições" em nossos treinos de faixas pretas, os Yudanshakais: o melhor tenkan, o melhor ukemi, o melhor shuko e outras bobagens do tipo. Ninguém dava importância, mas servia à nossa regularização junto ao Conselho Nacional de Desportos. A esposa de Kawai Sensei, da. Letícia, cuidava de toda a parte burocrática da FEPAI e uma vez por mês eu a acompanhava ao Rio de Janeiro, para as reuniões na CBP. Foram muitos esforços, sacrifícios e despesas, mas Kawai Sensei foi acusado de ter fundado a FEPAI para roubar, já que à época ele estava construindo sua casa. E aquele triste arremedo de professor, que passou anos contando a história do Aikido brasileiro segundo a sua própria versão, apresentaria as "competições" promovidas no início da FEPAI, como uma tentativa de mostrar que Kawai sensei não seguia as orientações do Hombu Dojo e ensinava um "falso" Aikido.
Apesar de tudo, Doshu Kishomaru veio nos visitar aquele ano e, quando Kawai sensei perguntou o que pensava daquelas acusações, proferiu a frase que eu nunca esqueci: "Kawai Sensei, shimpai nai, takai kini wa kaze ga ataru", "Kawai, não se preocupe, a árvore alta é que o vento ataca".
Ran Ichi

17/04/2020


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"A Árvore Alta Ė A Que O Vento Ataca" ( Parte 2)
Basta um olhar sincero aos ataques contra Kawai Sensei para ver a total incompreensão, ou a incrível maldade dos que os produziram.
Kawai Sensei nasceu no período de maior militarização do Japão. Foi educado para acreditar na origem divina de seu país, imperador e povo. Desde muito novo viveu com seu mestre, Saito Torataro, exemplar clássico de samurai: disciplinador, exigente e feroz.
Torataro sensei era o acupuntor de príncipes da família imperial e de grandes nomes da aristocracia, das forças armadas e da cultura japonesa. Exímio no uso da espada, lança e combate corporal, venceu um grande número de desafiantes, tornando-se muito cuidadoso com sua segurança pessoal. O jovem Toshio Kawai era seu único discípulo. Praticavam longos shugyos (sacrifícios, treinos intensos), com muitos dias de jejum e oração, treinando horas a fio. Nessas ocasiões, Torataro sensei dormia sobre o tronco de uma árvore cortada, lançada na lagoa da floresta onde ficavam, para não ser surpreendido ao dormir.
Durante a guerra Toshio ganhava doces do Marechal Almirante Isoroku Yamamoto, Comandante Supremo da Marinha Imperial Japonesa - que para ele era quase um deus - e via a si mesmo como um representante das tradições que tornavam o Japão um país único, o país do caminho do guerreiro - o Budo - que forjou o samurai. Sentia viva toda a mitologia do Yamato Damashii - a Terra da Grande Paz - e assim como seus contemporâneos, pensava ser seu dever leva-la aos oito cantos do mundo, erguendo toda a sua vida sobre Dever e Honra. Foi esse menino que se tornou o homem que viria a introduzir o Aikido no Brasil.
Alguns brasileiros (e japoneses também), pensaram poder encontrar nele a sua própria imagem ideal de mestre. Frustrados, diante do homem irascível, para eles contraditório, se afastaram e passaram a ataca-lo. Como num filme, buscaram o senhor Miyagi, mas encontraram o mestre Pai Mei.
Embora apenas reproduzisse o comportamento das centenas de gerações de samurais antes dele, Kawai Sensei pagaria um alto preço por agir como seus ancestrais. (continua...)
Ran Ichi

16/04/2020


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"A Árvore Alta Ė A Que O Vento Ataca" ( Parte 1)
Por ocasião da primeira vinda do Doshu Kishomaru Ueshiba ao Brasil, em 1978, Kawai Sensei perguntou somente: "Doshu sensei, o senhor acredita nessas acusações?"
"Kawai, takai kini wa kaze ga ataru", respondeu o nosso Doshu. A árvore alta é a que o vento ataca. Confiava inteiramente nele, não era necessário dizer mais nada. Ainda assim, eu continuava inconformado e perguntei por que ele não se defendera das acusações que havia sofrido. Kawai Sensei disse: "Heribiti, homem eu no boca defesa, muito feio. Outro pessoa defesa, bonito. Ocê defesa bonito. Eu ga trabalho só defesa". Ou seja: um homem defender a si mesmo, por suas próprias palavras, é muito feio. Se você quiser me defender, ok. Mas um homem só deverá ser defendido por outros, ou por seu trabalho.
Tempos depois, um triste professor, alguém muito infeliz mesmo, dedicou sua vida a caluniar a vida e a obra desse pai do Aikido brasileiro. Incapaz de alcançar aquela grandeza, cheio de inveja e ressentimento, passou a escrever livros, artigos de revistas e cartas aos alunos de Kawai sensei, sempre o caluniando, mentindo e ofendendo da forma mais vil, mais baixa e grosseira. Quantas vezes pedi para tomar satisfações pessoais e ele nunca permitiu, nem respondeu às agressões. Nunca se defendeu, nem resistiu aos ataques - orava por seu agressor e me pedia para orar também.
Aluno residente (uchideshi) mais antigo desse grande homem, foi a minha vez, anos depois, de ser atacado pelo mesmo professor, com calúnias publicadas no site de seu Instituto. Processei autor e Instituto e ambos foram condenados até a segunda instância, não cabendo mais recursos. Pagaram indenizações e publicaram desculpas negando o que haviam escrito. Um perfeito exemplo de todo o contrário ao Budo, indesculpável e vergonhoso motivo para "seppuku" (harakiri) no Japão antigo.
Homens de tempos e culturas diferentes têm respostas diferentes aos mesmos problemas e situações. Mas não dá para negar que Kawai sensei era uma árvore alta, muito alta. Ran Ichi (continua...)

07/04/2020


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REFLEXÃO PARA OS TEMPOS DE COVID-19...e do que virá depois...
Agosto de 1945, Japão derrotado na Segunda Guerra Mundial.
O Imperador Showa dirige-se ao povo japonês pedindo que saiba "suportar o insuportável e sofrer o impossível".
Joe O'Donnell, fotógrafo a serviço da Agência de Informação do Departamento de Guerra norteamericano chega ao Japão para fotografar os efeitos das bombas atômicas no país. Em Nagasaki testemunha a cremação dos mortos pelas bombas, quando um menino aparentando 10 anos de idade se aproxima, trazendo outra criança em suas costas, à maneira tradicional.
"Entregue sua carga". "Não é uma carga, é meu irmão", dizem que foi o diálogo. Seria ele o último de sua família - seus pais, e agora seu irmão - todos mortos, uma vida inteira pela frente, órfão e solitário?
O' Donnell descreveria depois: "Os homens com máscaras brancas se aproximaram dele e calmamente começaram a tirar a corda que segurava o bebê. Foi quando eu vi que o bebê já estava morto. Os homens o colocaram sobre o fogo e o menino permaneceu ali sem se mover em linha reta, observando as chamas. Ele estava mordendo o lábio inferior com tanta força que brilhou com sangue. A chama queimou baixo como o sol vai para baixo. O menino virou-se e caminhou em silêncio para longe”.
O espírito do Budo pode ser aprendido em qualquer idade: suportar o insuportável, sofrer o impossível, viver sem medo.
Ran Ichi

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