10/12/2019
AVC em idosos
Como reconhecer e prevenir?
As chances de ter um derrame praticamente dobram a cada década de vida após os 55 anos de idade
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença que se caracteriza pela interrupção da oxigenação do tecido cerebral de alguma área do cérebro, com consequente perda de determinadas funções a essa área relacionadas, representa uma das principais causas de morte no mundo e no Brasil. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), no mundo, cerca de 16 milhões de pessoas sofrem um AVC a cada ano, sendo que destas mais de 6 milhões acabam por falecer. No Brasil, a doença cerebrovascular representa a primeira causa de morte, totalizando cerca de 68 mil mortes por ano. Além do risco de morte, a doença provoca uma série de incapacidades e compromete, de forma bastante significativa, a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.
Existem dois tipos diferentes de acidente vascular cerebral. O mais comum deles é o AVC isquêmico, responsável por mais de 80% dos casos, e que se caracteriza pela interrupção da oxigenação do tecido cerebral em decorrência de uma obstrução ao fluxo sanguíneo, causada pela presença de um trombo (coágulo que se forma dentro do vaso sanguíneo daquela região cerebral) ou um êmbolo (coágulo que se desenvolve em outra região do organismo, se desprende, percorre a circulação sanguínea até obstruir um outro vaso).
O segundo tipo é o AVC hemorrágico, responsável por cerca de 20% dos casos e que ocorre quando há extravasamento de sangue em um determinado território cerebral em consequência da ruptura de algum vaso sanguíneo. A região afetada deixa de ser oxigenada e passa também a sofrer os efeitos da compressão do tecido cerebral pelo sangue estravasado.
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AVC em idosos: como reconhecer e prevenir?
As chances de ter um derrame praticamente dobram a cada década de vida após os 55 anos de idade
Roberto Miranda
Escrito por Roberto Miranda
Geriatria - CRM 64140/SP
Por Especialistas - Em 30/11/2014
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O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença que se caracteriza pela interrupção da oxigenação do tecido cerebral de alguma área do cérebro, com consequente perda de determinadas funções a essa área relacionadas, representa uma das principais causas de morte no mundo e no Brasil. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), no mundo, cerca de 16 milhões de pessoas sofrem um AVC a cada ano, sendo que destas mais de 6 milhões acabam por falecer. No Brasil, a doença cerebrovascular representa a primeira causa de morte, totalizando cerca de 68 mil mortes por ano. Além do risco de morte, a doença provoca uma série de incapacidades e compromete, de forma bastante significativa, a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.
Existem dois tipos diferentes de acidente vascular cerebral. O mais comum deles é o AVC isquêmico, responsável por mais de 80% dos casos, e que se caracteriza pela interrupção da oxigenação do tecido cerebral em decorrência de uma obstrução ao fluxo sanguíneo, causada pela presença de um trombo (coágulo que se forma dentro do vaso sanguíneo daquela região cerebral) ou um êmbolo (coágulo que se desenvolve em outra região do organismo, se desprende, percorre a circulação sanguínea até obstruir um outro vaso).
O segundo tipo é o AVC hemorrágico, responsável por cerca de 20% dos casos e que ocorre quando há extravasamento de sangue em um determinado território cerebral em consequência da ruptura de algum vaso sanguíneo. A região afetada deixa de ser oxigenada e passa também a sofrer os efeitos da compressão do tecido cerebral pelo sangue estravasado.
Quais os fatores de risco?
No contexto das mudanças no panorama do envelhecimento populacional global, a relevância da doença se torna cada vez maior. A doença cerebrovascular tem como um dos principais fatores de risco o aumento da idade. O risco de ocorrência de um AVC aproximadamente dobra a cada década de vida após os 55 anos. Existem ainda outros fatores de risco que também não podem ser modificados, tais como os étnicos (neste caso a raça negra) e a existência de história familiar presente (avós, pais ou irmãos).Entretanto, são os fatores de risco modificáveis que, associados à idade, têm gerado grande impacto tanto na ocorrência quanto na evolução do acidente vascular cerebral. Hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, tabagismo, dislipidemia (alteração nos níveis de colesterol e triglicérides), arritmias cardíacas (dentre as quais a fibrilação atrial se destaca), obesidade, sedentarismo, dieta inadequada (rica em sal, gorduras saturadas, excessivamente calórica), doença arterial carotídea estão entre os principais fatores de risco passíveis de mudança e/ou tratamento
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