26/08/2026
Tem obra que termina quando a última ferramenta vai embora.
E tem obra que, quando termina, parece que sempre esteve ali.
Foram quase dez meses entre o primeiro risco no chão e a casa finalmente habitada pela luz, pela madeira, pelas cores e pelo verde que já existia antes de nós.
No Rio Vermelho, em Florianópolis, construímos aproximadamente 130 m² buscando uma coisa que, para a Baobá, faz cada vez mais sentido: não escolher entre o convencional e o natural, mas encontrar o melhor diálogo possível entre os dois.
Blocos cerâmicos estruturais.
Eucalipto-rosa tratado naturalmente.
Grandes beirais.
Rebocos naturais.
Tintas à base de terra.
Saneamento ecológico.
Madeira, cerâmica, piso queimado, concreto, vidro.
Materiais diferentes, técnicas diferentes — uma mesma casa.
Mas talvez a fotografia final esconda justamente a parte mais bonita de uma construção: uma casa nunca é feita por uma só pessoa.
Por trás dessas paredes existem meses de decisões, dúvidas, desenhos refeitos, problemas resolvidos, chuva, sol, serragem, terra, café, conversa, erro, acerto — e sobretudo muitas mãos.
Por isso, este post é também um agradecimento.
À Alice Hammerschmitt, pelo projeto arquitetônico desenvolvido em parceria com a Baobá.
Ao Alvori Varella e sua família — Jefferson, Samuel, Rafael, Ismael e Gabriel —**, que deram corpo ao projeto no canteiro.
Ao Einstein, da Natu Ambiental, pelo tratamento natural das madeiras.
Ao Glauco Silvestre, da Service Soluções Elétricas, por todo o desenvolvimento da elétrica da casa.
E a todas as outras pessoas que, de alguma maneira, passaram por essa construção.
A Baobá Construções Sustentáveisesteve à frente da Gestão Global da Construção, acompanhando esse caminho do projeto à entrega.
Começamos com algumas linhas sobre o papel.
Depois vieram as linhas no chão.
Depois fundações, paredes, madeira, telhado, terra, portas, janelas...
Até que, em algum momento difícil de precisar, deixou de ser obra.
Virou casa. 🌱
Setembro de 2025 → Julho de 2026
Rio Vermelho • Florianópolis/SC
Baobá Construções Sustentáveis
Construir também pode ser uma forma de pertencer ao lugar.