11/01/2023
Houve um tempo em que eu não me enxergava Casa. Talvez por uma certa falta que eu tive quando criança, eu temia muito isso acontecer comigo.
Por muito tempo a vida me mostrou tantas decepções envolvendo o amor, que eu achava impossível eu passar por um momento como esse. Estou tão vulnerável, frágil e quase toda hora uma manteiga derretida, que se a Isabela do passado visse, iria surtar.
Só que hoje, eu percebo o porquê…
Ser a Isabela meiga, sensível, risonha, engraçada, carinhosa, dengosa e afetiva era sinônimo de dor e rejeição. Por isso a casca dura. Por isso enterrar suas vontades e sonhos, simplesmente para não parecer frágil.
Ser Casa para mim, antigamente, não fazia sentido nenhum, se eu, primeiramente, não construísse um lar.
Ser Casa para mim, antigamente, era sinônimo de algo ilusório. Por isso, pensar sobre isso era um pesadelo por enxergar minha realidade frustrada.
Contudo, quando eu aprendi a amar e, acima de tudo, a ser amada, essa minha vocação veio sem eu planejar, mas com o extremo desejo de torná-la o meu maior cargo até então.
Hoje, perceber que o meu pesadelo, até em dado momento da minha vida, se tornou realidade é a maior prova da minha evolução e busca por ser todos os dias uma mulher e agora mãe, melhor.
Ser Casa terá os seus desafios sim, com certeza. Mas quando você olha para o lado e enxerga o lar emocional que você construiu ao lado de quem você ama, esses desafios se tornaram grandes viradas de chaves lá na frente.
A felicidade desse momento transborda a minha alma por perceber que eu não desisti de ser feliz. E que a minha vontade de fazer dar certo foi muito maior do que os meus medos.