22/05/2026
Enquanto nós servidores públicos municipais de Diadema seguimos enfrentando o peso da inflação, o aumento do custo de vida e a desvalorização constante do funcionalismo, a campanha salarial de 2026 terminou com um verdadeiro desrespeito à categoria.
O reajuste de apenas 4,36%, ainda dividido em duas parcelas, já está longe de representar ganho real para os trabalhadores. Mas a situação se torna ainda mais revoltante quando a Prefeitura mantém 0% de reajuste no vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-saúde, benefícios essenciais para quem dedica a vida ao atendimento da população.
A Câmara Municipal teve a oportunidade de corrigir essa injustiça através da Emenda ao Projeto de Lei Complementar nº 005/2026, que previa o reajuste de 4,36% nesses benefícios. Um impacto pequeno para os cofres públicos, mas extremamente importante para milhares de famílias servidoras.
Estamos falando de valores mínimos:
apenas R$ 0,60 de aumento no vale-refeição, que hoje é de R$ 13,76 por dia. Onde alguém consegue se alimentar dignamente com esse valor?
somente R$ 5,82 no auxílio-saúde, atualmente em R$ 133,40;
e R$ 24,48 no vale-alimentação, hoje em R$ 561,36.
Valores irrisórios diante do orçamento municipal, mas que fariam diferença na mesa, na farmácia e na sobrevivência dos trabalhadores.
Porém, quando o assunto é beneficiar aliados políticos, o discurso da crise desaparece. Para criar 42 cargos comissionados, gerando um custo superior a R$ 31 milhões aos cofres públicos, houve aprovação sem dificuldade.
F**a evidente qual tem sido a prioridade: negar direitos e dignidade aos servidores enquanto amplia espaços políticos para acomodação de aliados.
Servidor público não é gasto. Servidor público é quem mantém escolas funcionando, atende nos postos de saúde, limpa a cidade, garante direitos e faz a máquina pública existir todos os dias.
Valorizar o funcionalismo não deveria ser favor político, mas obrigação de qualquer governo e de qualquer vereador que diga defender o povo trabalhador.