20/07/2016
Prezados colegas, técnicos e discentes do Instituto de Ciências Humanas e Sociais,
A Universidade Pública, de Qualidade, Gratuita, Laica e Socialmente Referenciada tem experimentado dias muito difíceis, marcados por um persistente processo de desmonte, cujo alcance engloba muito mais do que cortes orçamentários, sucateamento das estruturas de trabalho e estudo, precarização e terceirização. A Universidade Pública tem sido aviltada, também, no processo de frouxidão acadêmica que compromete a própria história que a transformou em referência para o tripé ensino, pesquisa e extensão. Ela tem sido objeto de inúmeras iniciativas políticas e institucionais que convergem para a destruição do seu caráter público, laico e socialmente referenciado, não apenas direcionando-a para a os interesses do mercado, mas colocando-a ao seu serviço. Consequentemente, o interesse público, o compromisso social e a responsabilidade coletiva têm sido substituídos por grades curriculares cada vez mais orientadas pela lógica mercantil e de consumidor. Para isso, disciplinas da área de ciências humanas e sociais têm sido suprimidas de muitos cursos com perfil cada vez mais, exclusivamente, técnico.
Nesse processo, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) não tem se constituído em resistência e contraponto, em que pese o empenho de muitos docentes, discentes e técnicos organizados. Através de muitas resoluções do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), a UFMT tem promovido políticas que corroboram a destruição da Universidade Pública, de Qualidade e Socialmente Referenciada, assim como a precarização das relações de trabalho. Nesta perspectiva, a Resolução 158, por exemplo, não significa apenas o comprometimento da pesquisa, da orientação e da produção qualificada de conhecimento (a qual não se realiza sob a lógica fordista de controle de tempo e movimento), mas, também, a transformação progressiva da UFMT em universidade dedicada à reprodução o conhecimento e não à sua produção.
Desta forma, na medida em que o CONSEPE constitui espaço importante de definição dos rumos da UFMT no que diz respeito ao tripé ensino, pesquisa e extensão, apresento-me como candidata à representação do ICHS naquela instância, comprometendo-me a defender, intransigentemente, a Universidade Pública, Gratuita, de Qualidade, Laica e Socialmente Referenciada, assim como os interesses do conjunto dos professores, estudantes e técnicos, manifestos coletivamente através das instâncias públicas e democráticas.
Na qualidade de candidata pelo ICHS ao CONSEPE, convido a todos para o debate no Auditório I do ICHS, no dia 21/07/2016 (quinta-feira), às 08h30, assim como para a eleição, no dia 22/07/2016 (sexta-feira). Profa. Dra. Alair Silveira (SOCIP/ICHS)
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