Fórum Brasileiro de Cultura - Patrimônio Cultural, Educação e Evangelização

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Tecendo a Vida com Arte

23/05/2016
23/05/2016
Photos 23/05/2016
Photos from Fórum Brasileiro de Cultura - Patrimônio Cultural, Educação e Evangelização's post 12/10/2015

Nesta segunda-feira, dia 12, teve fim o III Fórum Brasileiro de Cultura. O dia começou com a celebração da Santa Missa em honra à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e pra fechar o evento os participantes assistiram a peça teatral A Língua em Pedaços, que resgata o valor filosófico da fé e encontra na obra da freira Teresa d'Ávila uma busca pela verdade.

III Fórum Brasileiro de Cultura 12/10/2015

Danças, costumes e muita música marcaram as atividades de abertura do III Fórum Brasileiro de Cultura

Por Janaína Gonçalves
Fotos: Camilla Moreira
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“Não quero ritmo somente, quero que liberta a mente, quero essa nóia. O antídoto que ampara a gente ilumina a mente e para essa paranoia, de correr, correr, correr e nem ver, correr, correr, seria melhor chegar na frente e correr, correr e não ter tempo de ser gente, não quero ritmo somente, quero que liberta a mente, quero essa nóia, o antídoto que ampara a gente rega a semente, a rara joia, de ser lágrima que corre, olhar que acaricia. Ser colo que acolhe, desejo que sacia. Silêncio...que respeita a alegria que contagia. Enfim, como por tantos outros, propostos também por cora, nem antes, nem depois, o amor que promove agora." (Tom Nascimento)

Foi em ritmo de muita música e diferentes tradições que o III Fórum Brasileiro de Cultura deu início às suas atividades, neste domingo, 11 de outubro, na Faculdade Castelo Branco, Colatina/ES. Apesar do clima quente na cidade, o evento também aqueceu cada participante, cada exposição e todos os artistas que chegavam. No início da tarde, logo após o almoço, o espaço foi tomado pelo grupo de estudantes da Escola Municipal Padre Alonso, que representou, através da dança, a principal cultura do município de Itaguaçu/ES, que é o café. O tema da dança foi “Do plantio, ao deguste de café”, evento que contou com os aplausos dos participantes do Fórum e o entusiasmo dos alunos dessa escola, por estarem se apresentando. “É muito significativo ouvir as crianças falando que gostam de se apresentar, de conhecer novos lugares, de conhecer novas culturas. Esta é uma oportunidade que elas tem de crescer.” Afirmou a coordenadora do grupo, Sidinete.

Do lado de fora do ginásio da Faculdade os participantes puderam conferir as estandes com produtos artesanais e pequenos grupos que representavam a parceria com a Pastoral da Cultura, e em uma dessas estandes estava o Colegiado de Leigos da Arquidiocese de Belo Horizonte. O representante do Colegiado no Fórum, Sr. Paulo Augusto da Silva, disse que é importante estar presente em um evento cujo ideal é a cultura dos povos. “Toda cultura tem a sua manifestação, é buscar o sublime através de Deus, através da cultura popular.” O Colegiado de Leigos da Arquidiocese de Belo Horizonte tem a finalidade de ajudar a pensar a ação pastoral e evangelizadora da Igreja também na dimensão leiga. Dentre vários projetos um deles é ajudar e participar na Pastoral da Cultura.

Dentre as autoridades locais, o Secretário de Cultura do Município de Colatina, Efraim Maia, acompanhou as atividades do Fórum durante a tarde e comentou sobre a realização desse evento na cidade de Colatina. “Nos sentimos muito lisonjeados por terem escolhido esta cidade para receber jovens de vários locais do país, sediar este intercâmbio cultural, mostrar um pouco, também, o que nós temos a oferecer, é uma forma de mostrar a tradição do nosso Estado.” Ainda no âmbito social e político, José Roberto dos Santos Neves, Subsecretário de Estado da Cultura, acompanhou algumas atividades do Fórum ao longo do dia e ressaltou a importante iniciativa da Igreja na realização do Fórum e o papel que a cultura exerce na sociedade. “É importantíssimo para o Estado do Espírito Santo, especialmente para a cidade de Colatina, abrigar o III Fórum Brasileiro de Cultura, que é uma iniciativa da CNBB. Temos que colocar a cultura, cada vez mais, no centro do debate da sociedade, no dia-a-dia do cidadão capixaba e do povo brasileiro. Ter acesso à cultura significa ter um instrumento de transformação social, uma cultura com sua dimensão simbólica, cidadã e econômica.”

Um dos momentos de diálogo e de rico conhecimento foi a palestra do antropólogo e professor Roberto DaMata, que falou sobre Hospitalidade e Comensalidade, uma forma de analisar ações culturais que fazem parte dos valores universais no cotidiano das pessoas, no dia-a-dia de cada ser humano. “Pra se ter ideia, uma das coisas que os brasileiros mais sentiam falta nos EUA, onde morei durante muitos anos, era de comer estando acompanhado por outra pessoa. Os americanos estão acostumados a comer sozinhos, e nós só comemos na companhia de outra pessoa, compartilhamos a mesma comida. O ponto chave da comunhão, onde todos compartilham aquela mesma comida.”

A literatura também esteve presente no Fórum através da geógrafa, pesquisadora e escritora Noemi Ferreira, que lançou recentemente o livro Sol e Chuva, uma obra que narra histórias de vivência e experiências na Amazônia. “Eu trago, neste livro, não um olhar de pesquisadora, mas, um olhar de quem viveu e cresceu na Amazônia. Sou filha de índia e negro, de comunidade Quilombola, então, eu senti essa necessidade de escrever sobre as comunidades tradicionais da Amazônia, descrever sua importância na produção de alimentos. A Amazônia precisa ser divulgada e reconhecida, principalmente pelos povos da Região Sul e Sudeste do Brasil.”

Para terminar com grande estilo e animação os participantes do Fórum curtiram uma apresentação com músicos do grupo mineiro Tambolelê, que está completando 20 anos de estrada com os ritmos afro-mineiros, e o cantor e compositor, também das terras de Minas, Tom Nascimento. Para o percussionista Sassá, do Tambolelê, que estará à frente em uma oficina sobre percussão, o Fórum se torna um intercâmbio cultural, onde as pessoas podem ter acesso à cultura popular de maneira ampla. “Quando a gente fala de cultura precisamos entender que cada lugar, seja qual for o lugar que moramos, tem o que mostrar. Em Minas Gerais, por exemplo, temos a cultura dos tambores afros, no Recife temos o maracatu, no Rio de Janeiro temos o samba, na Bahia o axé, enfim, cada lugar tem a sua característica”. Ainda no clima musical o cantor e compositor Tom Nascimento ressaltou que está com um trabalho cujo tema é “Sois África”, que retrata o amor incondicional, o pensamento de irmandade e de povo. “Me alegra muito ver os povos de olho nas “gentes”, esse respeito às diversidades. Vejo esse Fórum como uma beleza que retrata as cores do Brasil, e é isso que alegra e fortalece a minha caminhada”.

Photos from Fórum Brasileiro de Cultura - Patrimônio Cultural, Educação e Evangelização's post 12/10/2015

E o domingo, no III EBRUC e III Fórum Brasileiro de Cultura, começou assim....
(Fotos: Camilla Moreira)

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III EBRUC e III Fórum Brasileiro de Cultura abrem espaço para diálogo e diversidade cultural em Colatina/ES
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Por Janaína Gonçalves
Fotos: Camilla Moreira

Nesse sábado, 10 de setembro, aconteceu a abertura do III Encontro Brasileiro de Universitário Cristãos (EBRUC) e o III Fórum Brasileiro de Cultura, na cidade de Colatina/ES. O evento, realizado na Faculdade Castelo Branco, deu início com a chegada de participantes de vários estados brasileiros, sendo acolhidos pela equipe organizadora e por famílias que irão hospedar cada um deles.

Na parte da tarde, após o almoço, os participantes iniciaram as atividades do EBRUC com uma dinâmica e um momento de espiritualidade com o tema do evento: “Tecendo a Vida com Arte”. Ainda no período da tarde, houve a presença de autoridades da cidade e da Igreja Católica, como por exemplo, dom João Justino, Presidente Episcopal para a Educação e Cultura e bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte. Para ele, é importante este trabalho somando dois esforços, no setor universidades e setor cultura. “O trabalho da presença da Igreja na Universidade é de ser sinal da presença viva do evangelho, com os valores que o evangelho nos pede, que podem ser vividos em diálogo com o ambiente universitário. A cultura está ali na universidade, mas, está também em todo lugar. Onde está a pessoa humana ali também está a cultura humana.” Segundo ele, este evento é uma oportunidade para avaliar os trabalhos realizados. “Quando unimos educação e cultura, neste evento, nós estamos dando uma oportunidade aos membros que trabalham com a pastoral da educação e cultura de partilhar suas experiências, de fazer uma avaliação daquilo que estamos alcançando e de abrir perspectivas para o futuro do nosso trabalho. A presença expressiva de pessoas que vieram de diversas partes do Brasil são um sinal vivo de que o trabalho está acontecendo. Temos muitos frutos a colher.”

Ainda nesse momento, o prefeito da cidade de Colatina, Leonardo Deptulski, falou para o público sobre a importante escolha desta cidade para sediar o evento. “Temos um orgulho muito grande de ver a nossa pequena Colatina sediando este importante encontro. Parabenizo a CNBB e, em particular, a Pastoral Universitária, por esta notável iniciativa. Acho que a juventude precisa fazer o debate sobre o papel de cada um nesse mundo, pensar nossas atitudes com o próximo, com a natureza, no nosso dia-a-dia, ser um jovem cristão. Tenho certeza que na riqueza desse encontro das culturas brasileiras, este evento vai cumprir o seu papel.”
Dom Wladimir Lopes, bispo da Diocese de Colatina, também esteve presente e falou da alegria de receber um evento desta natureza. “A Igreja de Colatina recebe com muita alegria e entusiasmo este evento que reúne tantos jovens, tendo a cultura como foco. Com certeza sairemos muito enriquecidos daqui.”
Após a fala de cada uma das autoridades locais, os participantes assistiram uma apresentação de dança indígena, da tribo dos índios Tupiniquins, aldeia Irajá, localizada no Espírito Santo. Bruno Siqueira, coordenador do grupo de cultura dessa tribo, relatou como é difícil resgatar as origens indígenas na sociedade atual. Ele disse que há anos a cultura dos Tupiniquins foi passada de geração em geração, e lutam para que não sejam esquecidos. “Cada vez que um espaço é aberto para nós indígenas é uma grande realização. Ainda somos esquecidos por muitas pessoas na sociedade, e este evento nos ajuda a levar nossa cultura, fazer lembrar que persistimos na luta.”

O coordenador do III Fórum Brasileiro de Cultura, Josimar Azevedo, ressaltou que as experiências culturais que se encontram neste evento projetam uma abertura na Igreja Católica através da Pastoral da Cultura. “Nós estamos instalando aqui, neste evento, a Pastoral da Cultura. Ela consolida um processo feito e abre, ainda, as portas para um trabalho a se fazer.

O evento continua neste domingo, com programação especial para o Fórum Brasileiro de Cultura.

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Endereço

Colatina, ES
29703