05/08/2025
Moisés no Egito: Nova descoberta pode reescrever a história bíblica?
Uma descoberta arqueológica intrigante está agitando o mundo da egiptologia: o pesquisador Michael Bar-Ron afirma ter encontrado a mais antiga referência escrita a Moisés, datando de aproximadamente 3.800 anos. A inscrição, localizada em Serabit el-Khadim, um antigo sítio de mineração de turquesa no Sinai egípcio, utiliza a enigmática escrita proto-sinaítica. Bar-Ron, que dedicou oito anos ao estudo, identificou a frase "zot m'Moshe" – "Isto é de Moisés" – posicionada como uma assinatura na inscrição Sinai 357. Sua leitura foi corroborada por especialistas como Dr. Pieter van der Veen e David Rohl. A análise de Bar-Ron sugere que múltiplas inscrições no local compartilham um estilo autoral consistente e um conhecimento de hieróglifos egípcios, alinhando-se com relatos bíblicos da formação de Moisés. O sítio também revela evidências de um profundo conflito religioso entre trabalhadores egípcios e hebreus. Há sinais claros de iconoclastia, com símbolos da deusa egípcia Hathor sendo riscados por adoradores da divindade hebraica El. Um templo dedicado a Ba'alat (Hathor) foi incendiado, e frases como "nimosh" ("vamos partir") foram encontradas, interpretadas por alguns como um registro dos preparativos do Êxodo. Contudo, a comunidade acadêmica demonstra ceticismo significativo. Egiptólogos como Dr. Thomas Schneider classificam as interpretações de Bar-Ron como "não comprovadas e enganosas", enfatizando a dificuldade na decifração da escrita proto-sinaítica e o fato de o trabalho ainda aguardar revisão por pares. Apesar da controvérsia, a expectativa é que novas tecnologias de escaneamento forneçam mais dados, potencialmente lançando luz sobre essa fascinante alegação. A busca por evidências do passado continua, desafiando e reescrevendo nossa compreensão da história.
Crédito: Universidade Johannes Gutenberg de Mainz