Educação, Inclusão sem Pressão

Educação, Inclusão sem Pressão Auxiliar pais e educadores no processo de ensino, demostrando que a inclusão pode ser efetiva com materiais adaptados a necessidade do educando.

01/01/2025
Atenção e ConcentraçãoConcentração é manter o foco nas atividades e atenção é perceber os detalhes, este é um grande mit...
01/02/2022

Atenção e Concentração

Concentração é manter o foco nas atividades e atenção é perceber os detalhes, este é um grande mito que envolve as crianças deficientes, a de que ela não se concentra e não percebe detalhes, diferenças, isso não é verdade.
Atualmente trabalho com uma criança com deficiência intelectual, que possui a coordenação motora do lado direito toda comprometida, mostrei a ela uma imagem de uma coala em um quebra cabeças de três peças, desmontei, embaralhei as peças e pedi que fizesse.
Como a coordenação motora é prejudicada lógico que ela não conseguiu encaixar as peças, mas ela colocou uma sobrepondo a outra na ordem correta, e aí não teve concentração? Ela não prestou atenção aos detalhes?
Se o objetivo é trabalhar concentração e atenção, atividades de encaixe, alinhavo, pontilhado são ótimas, porque necessita muita concentração e atenção para ser realizada, fora noção de espaço, coordenação motora que também é trabalhada nestas atividades.
Falar que a criança não presta atenção, que é distraída são frases ouvidas diariamente nas escolas, mas a realidade é que todos nós, só prestamos atenção em coisas do nosso interesse, por isso precisa ter motivação, quem não está motivado pelo assunto não presta atenção tão bem quanto quem está motivado, sendo assim falta de atenção pode estar ligada à falta de interesse, não só do aluno como do professor em ensinar.
Sim isso mesmo existe também a falta de interesse do professor em ensinar as crianças com deficiências por preconceito, ele acredita que aquela criança não aprende e ele não investe no potencial dela,
Um exemplo disso foi que trabalhei como apoio de uma criança com Síndrome de Down em uma escola e a professora, titular da sala, estava apresentando às crianças a letra cursiva, ela chamava uma por uma e fazia com elas o nome na lousa, não chamou a criança especial e nem se deu ao trabalho de preparar nenhuma atividade para ela.
A criança veio até mim e disse que não estava fazendo nada.
Agora eu pergunto. Foi correto o posicionamento da professora?
A criança em questão não percebeu que foi posta de lado?
Não percebeu o descaso com ela?
A professora nem tentou!
Quem define o quanto uma pessoa aprende? qual seu nível de entendimento ou seu potencial?
Com certeza não somos nós, mas a própria criança, e ela pode e vai te surpreender muito, mas você tem de dar uma chance para que ela se desenvolva, ajudando, aumentando o nível de dificuldade quando necessário, quanto maior o nível maior a concentração, e se for muito, retroceder se for necessário.
E quando sei o nível que devo aplicar?
Faça sondagem, comece com uma atividade simples e vá aumentando a dificuldade gradativamente.
Você irá perceber que a criança possui habilidades de compreensão que você não sabia, porque não acreditou no potencial dela.
Muitas vezes chegamos até certo limites e temos de retroceder, isso faz parte do processo, mas não quer dizer que a criança não irá avançar, quer dizer que ela precisa de ajuda, mudança no método de ensino.
Mas isso já não ocorre dentro da escola? Se não ocorre, deveria, porque todos sabemos que não aprendemos da mesma maneira, e o método que serve para uma criança pode não servir para outra e isso exige mudança de metodologia ou não? Vai deixar o aluno sem aprender? Vai colocar a culpa no aluno?
Temos que rever conceitos, às vezes o aluno não aprende por motivos emocionais, por dificuldades financeiras, por fome, falta de material adequado, mas também e muitas vezes, por causa da metodologia aplicada.
Dica:
Para facilitar a concentração um espaço organizado é primordial, um espaço desorganizado gera distração.
Devemos desenvolver habilidades de concentração com estratégias diferenciadas, algo que mantenha o foco do aluno, por isso saber o que ele gosta é um ponto chave, partindo deste ponto na utilização de práticas motivadoras, alegres e afirmativas , com comandos precisos tendo sempre em mente que as diferenças humanas são naturais e aprendemos com elas e não fora delas.
E para isso os jogos são um grande aliado, trabalhamos concentração, regras, estratégias, socialização, trabalho em equipe, passando depois aos conteúdos, que também não precisam estar desvinculados das brincadeiras, devem estar adaptados conforme a necessidade do aluno, com apoio, que pode variar de acordo com o que o aluno já sabe, sendo assim esta ajuda pode ser maior ou menor, mas específica e individual.

17/10/2021

“A educação é um ato de amor, por isso um ato de coragem. Não pode temer a análise da realidade!”
Paulo Freire

Rotina

Nada melhor para trabalhar com crianças do que rotina, é..necessário.
O que mais ouvi nesta pandemia foi sobre a desorganização nos lares.
Pais totalmente perdidos com a rotina dos filhos, e não só a escolar, mas também dentro do núcleo familiar.
Não é porque você não está dentro da escola que não se tem hora para levantar, almoçar, ver televisão, jogar no computador ou mexer no celular, tem crianças que não estão tendo horário nem para dormir, ficam o tempo todo jogando.
A rotina faz parte da nossa vida, do nosso relógio biológico, sem ela ficamos totalmente perdidos, tem crianças comendo e jogando ao mesmo tempo, só sai da frente do computador com muita briga;
Faço atendimento domiciliar, e todos , exatamente todos os pais precisaram organizar a rotina das crianças, pois não estavam conseguindo conciliar lazer e estudo, quando ajudei a organizar a rotina deixei bem claro que não adianta ter uma rotina e não seguir, tem que ser levado a sério, seguir a risca, é imprescindível que isso ocorra.
A rotina é a forma mais antiga e eficaz de organização, tanto é que utilizamos até hoje agendas, seja física, virtual, vale até papelzinho na geladeira, e por aí vai.
Agora te pergunto. Se é útil para os adultos, porque não seria para as crianças?
Pois ela é, e para todas as crianças podendo ser usada em vários contextos.
Na maioria das escolas utiliza-se a rotina, ela poderia ser usada também no particular, dentro das residências nas rotinas do dia a dia, tornando a prática escolar mais incentivadora e compreensível principalmente para as crianças com necessidades especiais.
Fazer uma rotina do dia a dia da criança é muito fácil, os pais podem utilizar fotos das crianças em momentos de brincadeira, do soninho, da alimentação, ou fotos dos ambientes da casa do banheiro , quarto e assim montar a rotina, podem também tirar fotos de rotinas da internet, tem em formato de desenho, ai vai da imaginação dos pais.
Como você vai trabalhar com a rotina em casa?
Simples, a criança acordou, mostre a ela a foto de arrumar a cama, após a tarefa feita retire a foto ( você pode organizar tudo em uma caixinha e ir retirando o que já foi feito ou organizar em um álbum e vai virando as página), e assim sucessivamente vá fazendo durante o dia e sempre na ordem em que forem posta, para dar segurança a criança de que tudo vai ocorrer conforme o previsto na rotina.
Trabalhei em uma escola onde a rotina era feita com fotos dos ambientes da escola, sala de aula, refeitório, parque, biblioteca todos com fotos reais que ficavam expostos em um varal na sala de aula da altura das crianças podendo ser consultada sempre que necessário, conforme passavam pelo ambiente a foto era tirada do varal, assim as crianças acompanhavam a rotina e sabiam para onde iriam.

Essa dica é legal ! quanto mais real, ou seja de acordo com a realidade da criança melhor!

Uma vez fiz uma rotina para um paciente com os personagens”Thomas e seus amigos”, para quem não conhece é um desenho animado onde os personagens são trens, carros, helicópteros, a criança em questão era apaixonada pelo personagem principal , então utilizei a imagem do personagem para criar um rotina específica para ele.
Vale ressaltar que qualquer mudança na rotina deve ser previamente informada, caso vá ao médico por exemplo, a criança acostumada a rotina quando ocorre um imprevisto pode ficar ansiosa, se não tiver a imagem para acrescentar deve-se conversar com ela e explicar o que vai acontecer para tranquilizá-la.
Certa vez tive que faltar, e não avisei a minha turma, meu aluno autista ficou muito contrariado, ansioso e não aceitava a professora substituta, isso poderia ser evitado, foi um descuido meu.
A rotina não é uma coisa que você deva seguir ao pé da letra, ela pode ser flexível, dependendo de como as crianças reagem a ela, é um norteador, uma ajuda prática que se usada corretamente dá ótimos resultados, vale a pena tentar!
E de novo! Pode ser feita de várias maneiras, geral ou específica, comum ou padronizada, direcionada aos interesses do aluno, utilizando fotos de revistas, de personagens ou fotos particulares como da própria criança ou escola, o intuito é sempre o mesmo: auxiliar a criança nas tarefas diárias.

07/10/2021

Relacionar o número a quantidade é muito difícil para as crianças, sendo assim, nada melhor do que fazer isto de forma lúdica.

03/10/2021

“A repetição é a mãe da aprendizagem”
Vigostsky

1. Autocuidados

Falar de auto cuidados para crianças com deficiência é muito complexo, cada um tem uma visão sobre o assunto.
A maioria dos terapeutas acredita ser essencial, mas a maioria não orienta os pais como fazer, e esta é a maior queixa da família.
A escola acredita ser difícil, que vai dar trabalho, que é obrigação dos pais e se esquiva, muitas vezes por falta de conhecimento e também de apoio.
Os pais, totalmente perdidos, vão adiando, adiando,adiando… e se esquecem que seus filhos vão crescer, e isso torna tudo mais difícil.
Autocuidado tem de ser tratado de forma natural, tem que ensinar a escovar os dentes? Ensina, tem de desfraldar? Faz isso, tem de ensinar a usar o banheiro?
Então ensine, como qualquer criança, na idade que tem de ser feito.
Tem que parar de enxergar a deficiência e ver a criança!
Vai dar trabalho? Sim, como qualquer outra.
A diferença é o tratamento que se dispensa, porque uma criança tida como “normal”, fica-se em cima até se conseguir o objetivo e a deficiente na primeira tentativa frustrada se desiste e muitas vezes ela é deixada de lado?
A persistência é a chave deste enigma, a partir do momento que ir ao banheiro, escovar os dentes, se trocar, tudo sozinho virar rotina, tudo se resolve.
Existem algumas formas de se ajudar a criança neste processo, uma delas é a comunicação alternativa, como figuras que demonstram através de imagens, a escovação dos dentes, trocar de roupa, ir ao banheiro, lavar as mãos, são apoios visuais que auxiliam pais e professores neste processo, é só colocar no banheiro, existe algumas até com passo a passo.
Outra forma é ajudar a criança a fazer.
É com apoio? Sim, de forma que ela entenda que é ela quem está fazendo.
Ex: Pegue a escova de dentes e auxilia ficando atrás da criança, ela segura a escova e você segura a mão dela, assim você está ajudando, parecendo que ela está realizando a escovação sozinha.
No banheiro a mesma coisa, coloque a sua mão sobre a dela e ajude a tirar a roupa, ela vai pensar que está fazendo sozinha, faça isso uma, duas semanas na terceira semana entre com ela no banheiro e peça que tire a roupa, ela irá fazer, lógico que em algum momento você ainda irá ajudar, mas vai se tornar cada vez
mais raro.
Temos que entender que é necessário este aprendizado e muitos outros, a criança precisa ter autonomia, precisamos ter em mente que ela irá crescer, aí como vai ser?
A aprendizagem mais eficiente se faz pela experiência pessoal e pelo meio.
“Tenho um primo de cinquenta e cinco anos, ele tem deficiência motora, intelectual e autismo, isso foi descoberto agora pois quando ele nasceu não se falava disso, enfim ele não sai de casa para nada, tem horários fixos de dormir, comer, tomar banho, toda uma rotina criada por ele, quando era adolescente fazia terapia, não quis mais ir, e minha tia parou de levá-lo, na época ela trabalhava e quem tinha que levá-lo era meu avó, era uma guerra, ele se recusava a ir, resumindo parou-se o tratamento, hoje é uma briga, a minha tia quer mudar o jeito dele, quer que ele pare com algumas manias, mas agora é tarde, ele é um adulto, ficou anos fazendo a mesma coisa, não vai mudar agora, foram anos reforçando um comportamento inadequado.
Se ao contrário ele tivesse feito terapias, ensinado a se cuidar sozinho, ter rotina correta, aprendido novas formas de convívio social, adaptação ele poderia hoje ter uma vida normal, trabalhar, passear, fazer suas próprias escolhas, mas hoje ele vive enclausurado dentro de casa, não tem atividade nenhuma, não possui vida social, nem perspectivas, quase ficou cego, com catarata, por que não quer ir ao médico. Se recusa a sair de casa. Isso é vida? E a família?
Por isso não pense no trabalho que terão agora e sim no que terão quando forem adultos.

09/09/2021

A relação da quantidade com o número é muito importante para as crianças, por isso, quanto mais lúdico e concreto melhor

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Atividades propostas para auxiliar crianças na alfabetização através de identificação de fonemas diferenciando uma palavra da outra pelo som da letra.

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