SOS Universidade Pública

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Em defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada!

Manifesto "SOS Universidade Pública"

Temos notado claramente que o governo interino federal e o governo estadual paulista, apoiados pela maioria dos congressistas e pela grande mídia, que tem usado de seu poder para defender os interesses das elites em detrimento da grande maioria da população brasileira, vêm buscando implantar “pacotes” e projetos que não apenas inviabilizam políticas de Estado,

A ditadura ataca agora a UFMG, por Luis Nassif 06/12/2017

"Os valores, de R$ 19 milhões, eram perfeitamente compatíveis com a nova estrutura proposta. Foram abertas três sindicâncias, no Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal e na própria UFMG apenas para apurar se houve imperícia no projeto para o Coleginho, que não levou em conta suas condições. [...]

A invasão da UFMG e a condução coercitiva de oito pessoas mostram três coisas.

A primeira, é que não há um fato apurado e um suspeito preso. Monta-se o velho circo de prender várias pessoas, infundir terror na comunidade, e obter confissões sabe-se lá por quais métodos. A segunda é que a morte do reitor da UFSC não mudou em nada os procedimentos.

Têm-se uma PF incapaz de solucionar o caso do helicóptero transportando 500 quilos de co***na, soltando o piloto e liberando o veículo em prazo recorde e, agora, a investida política contra a segunda universidade. A terceira, é que o nome dado à operação – “Esperança Equilibrista” – é claramente uma provocação aos setores de direitos humanos."

A ditadura ataca agora a UFMG, por Luis Nassif A notícia, agora de manhã, de que a Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) levando em condução coercitiva o reitor e a vice-reitora, em uma operação sintomaticamente de

Instituições científicas das regiões de Campinas e Piracicaba sofrem com cortes de verbas de até 40% 09/09/2017

"A situação de instituições de pesquisa das regiões de Campinas e Piracicaba, que já enfrentavam dificuldades nos últimos anos, está piorando com a crise econômica e coloca em risco a continuidade de pesquisas em diversas áreas. Cortes de verbas que vão de 27,8% a 40% e diminuição do número de pesquisadores atingem instituições como o CNPEM (Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), IAC (Instituto Agronômico de Campinas), Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), CTI (Centro de Tecnologia da Informação), Instituto Biológico e Instituto de Zootecnia, em Nova Odessa.

Há possibilidade de demissões de pesquisadores e técnicos, interrupção de pesquisas, paralisação de obras e venda de áreas usadas pelas instituições."

Instituições científicas das regiões de Campinas e Piracicaba sofrem com cortes de verbas de até 40% Crise em órgãos estaduais e federais de pesquisa pode interromper estudos e execução de obras, além do risco de corte de pessoal.

17/08/2017

A Folha de São Paulo publicou hoje uma entrevista sobre os cortes nas bolsas CNPq com um gráfico que ilustra bem a dinâmica de cortes de recursos para a ciência brasileira nos últimos anos.
Confira:

CNPq atinge teto orçamentário e pagamento de bolsas pode ser suspenso 02/08/2017

"O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está financeiramente esgotado e não terá dinheiro para pagar bolsas e projetos a partir do mês que vem, caso seu orçamento não seja descontingenciado imediatamente pelo governo federal. Cerca de 90 mil bolsistas e 20 mil pesquisadores poderão ser prejudicados pela interrupção dos pagamentos.

“O caso é de urgência urgentíssima”, disse ao Estado o presidente do CNPq, Mario Neto Borges. “Acabou o dinheiro.”"

CNPq atinge teto orçamentário e pagamento de bolsas pode ser suspenso Principal agência de fomento à pesquisa do país não terá recursos para pagar bolsas e projetos a partir de setembro, se

Governo Richa bloqueia verbas e universidades do Paraná falam em fechar as portas - Caixa Zero 02/06/2017

"O centro da polêmica é a gestão de recursos humanos. O Tribunal de Contas determinou no ano passado que as universidades precisam se submeter ao sistema de gestão do Executivo, o Meta4. As universidades se recusam porque dizem que isso acabaria com a autonomia que lhes é garantida por lei.

O governo, caso tenha controle da gestão de pessoas, poderá decidir quem tem direito a licenças; controlar quem pode ou não sair para fazer mestrado, doutorado ou outros cursos; e, em última instância, escolher o que pode e o que não pode ser pesquisado na academia."

Governo Richa bloqueia verbas e universidades do Paraná falam em fechar as portas - Caixa Zero Governo Beto Richa bloqueia verbas de três universidades estaduais que não aceitaram se submeter à gestão externa de recursos humanos

Governo bloqueia R$ 6 milhões em recursos próprios da UEL 02/06/2017

"O governo do Paraná bloqueou R$ 6,058 milhões da Universidade, com o contingenciamento de recursos próprios e previstos no orçamento da UEL. O bloqueio do dinheiro ocorreu ontem, terça-feira (30), por volta das 18 horas. Os diretores dos nove Centros de Estudos foram informados da arbitrariedade da medida já na manhã desta quarta-feira (31), em reunião presidida pelo reitor em exercício Ludoviko Carnasciali dos Santos, realizada no Gabinete.

A medida afeta diretamente o desenvolvimento de atividades ligadas ao ensino, pesquisa e extensão, e ainda suspende o pagamento de bolsas aos estudantes indígenas, mantidos por meio de programas de permanência, já que a soma total foi retirada de duas fontes de recursos - as fontes 250 e a 100. A decisão do governo estadual também prejudica o andamento de projetos e programas desenvolvidos por alunos e professores dos cursos de graduação, e impossibilita a aquisição de materiais de consumo, que vão desde os produtos de limpeza até os insumos utilizados em laboratórios, assim como a manutenção de equipamentos.

Segundo o reitor em exercício, Ludoviko Carnasciali, a medida é uma tentativa de controle político, retaliação, e resultado da negativa da UEL em aderir ao sistema de gestão em recursos humanos, o Meta 4 RH-PR. "O bloqueio destes recursos afeta o andamento de todas as nossas atividades acadêmicas, prejudicando o Ensino em toda a sua extensão", constata.

Os impactos deste contingenciamento junto aos 54 cursos de graduação estarão como extra-pauta na reunião do Conselho de Administração (CA), que ocorre na tarde desta quarta-feira (31), assim como na reunião mensal do Conselho Universitário (CU), que já estava marcada para a próxima sexta-feira, dia 2.

Durante o encontro com os diretores de Centros de Estudos, o reitor em exercício informou também que a Reitoria dará continuidade às diversas ações que já vinham sendo realizadas junto às comunidades interna e externa, como forma de esclarecer e informar os impactos para a Universidade caso implantasse o sistema Meta 4. E que ainda hoje, além de medida judicial, a UEL enviará ofício, via SETI, solicitando uma audiência com o governador Beto Richa para tratar desta e demais restrições ao orçamento da Instituição. Ludoviko dos Santos informou ainda que além da UEL também sofreram bloqueios em suas contas a UEM (Maringá) e Unioeste (sede em Cascavel), coincidentemente, as três Universidades que não aderiram ao Meta 4 RH-PR."

Governo bloqueia R$ 6 milhões em recursos próprios da UEL Agência UEL de Notícias - Universidade Estadual de Londirna

Unicamp aprova proposta de adoção de cotas étnico-raciais | Unicamp 31/05/2017

"O Conselho Universitário (Consu), órgão máximo deliberativo da Unicamp, aprovou na tarde desta terça-feira (30) o princípio das cotas étnico-raciais para ingresso nos cursos de graduação da Universidade a partir de 2019. De acordo com a decisão, será constituído um Grupo de Trabalho (GT) que se encarregará de discutir uma proposta de implementação progressiva das cotas, complementada por critérios adicionais. O GT ficará encarregado de elaborar relatório nesse sentido, que será amplamente debatido nas unidades de ensino e pesquisa e nos órgãos colegiados específicos, antes de seguir para decisão final do Consu, em novembro deste ano."
(...)
"Além de definir que modelo o sistema de cotas terá, o GT também apresentará sugestões acerca de outras questões relacionadas ao tema. Uma delas é a formulação de um programa de permanência estudantil que ofereça suporte socioeconômico e acadêmico aos estudantes que apresentarem necessidades dessa natureza, como a concessão de bolsas moradia, transporte, alimentação, além de auxílios psicológico, pedagógico e acadêmico."

Unicamp aprova proposta de adoção de cotas étnico-raciais | Unicamp O Conselho Universitário (Consu), órgão máximo deliberativo da Unicamp, aprovou na tarde desta terça-feira (30) o princípio das cotas étnico-raciais para ingresso nos cursos de graduação da Universidade a partir de 2019. De acordo com a decisão, será constituído um Grupo de Trabalho (GT) que se enca...

Photos 21/02/2017

"A Sociedade Brasileira de Computação (SBC) manifesta sua indignação com a decisão do governo paulista de interferir nos critérios de distribuição de recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Tal decisão contraria a Constituição Paulista, que prevê o repasse de 1% das receitas estaduais à Fundação "como renda de sua privativa administração".

A FAPESP é reconhecida nacional e internacionalmente como uma agência de financiamento moderna e eficiente que investe recursos públicos segundo critérios rígidos de avaliação de mérito e controle de qualidade. Tal investimento tem contribuído significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do estado de São Paulo e do país. Forçar a fundação a executar gastos segundo critérios políticos definidos pelo governo e não por mérito científico-tecnológico é um grave desrespeito à comunidade científica, às centenas de empresas apoiadas pela FAPESP e ao povo de São Paulo.

No passado, a FAPESP serviu de modelo de alta qualidade para a criação de FAPs em outros estados brasileiros; não podemos admitir que, agora, ela se torne um exemplo negativo por iniciativa do governador, de seu vice e da assembleia legislativa paulista. Esperamos que os deputados de São Paulo e o governador Geraldo Alckmin revertam essa decisão equivocada e contribuam para o desenvolvimento do país restaurando o orçamento da FAPESP e a ela garantindo a mesma autonomia da qual ela dispôs em seu meio século de existência.

Cordialmente,

Prof. Dr. LISANDRO ZAMBENEDETTI GRANVILLE (UFRGS) Presidente da Sociedade Brasileira de Computação"

http://sbc.org.br/noticias/1947-carta-aberta-sociedade-brasileira-de-computacao-contra-o-ataque-a-fapesp

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