Colorindo História

Colorindo História Fotos antigas voltam à vida quando encontram cores.

Foto da ficha de Dilma Rousseff no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo, registrada em janeiro de...
24/09/2026

Foto da ficha de Dilma Rousseff no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo, registrada em janeiro de 1970. Dilma participou da militância política desde a juventude. Integrou organizações que defendiam a luta armada contra a ditadura militar, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e Vanguarda Armada Revolucionária (VAR).

Ficou presa durante três anos e se mudou para Porto Alegre. Em 2011 se tornou a primeira mulher a ocupar a presidência da República, sendo reeleita em 2014, contudo, em 2016 perdeu seu mandato ao responder um processo de impeachment por crime de responsabilidade. Atualmente, Dilma é presidente do Banco do BRICS (New Development Bank), com sede em Xangai. Ela foi eleita em 2023, reeleita em 2025 e seu mandato vai até julho de 2030. Fotos antigas voltam à vida quando encontram cores.

________________





Rubens Paiva (1929-1971) foi engenheiro civil, jornalista e político brasileiro. Formado pela Universidade Mackenzie, de...
23/09/2026

Rubens Paiva (1929-1971) foi engenheiro civil, jornalista e político brasileiro. Formado pela Universidade Mackenzie, destacou-se no movimento estudantil e, em 1962, elegeu-se deputado federal pelo PTB. No Congresso, presidiu a CPI que investigou o financiamento ilegal de campanhas pelo IBAD/IPES e opôs-se ao golpe militar de 1964, sendo cassado pelo AI-1. Exilou-se por alguns meses e, ao retornar, retomou a engenharia e o jornalismo opositor no Rio de Janeiro, mantendo contatos com exilados. Em 20 de janeiro de 1971, agentes do CISA invadiram sua casa no Leblon, o prenderam sob suspeita de ligações com opositores (incluindo busca por Carlos Lamarca) e o levaram à III Zona Aérea e depois ao DOI-CODI, onde foi torturado até a morte por hemorragia interna; seu corpo nunca foi encontrado (há indícios de que foi enterrado e depois jogado ao mar).

Sua esposa, Eunice Paiva (1929-2018), e a filha Eliana também foram presas (Eunice ficou 12 dias incomunicável). Viúva e com cinco filhos, Eunice mudou-se para São Paulo, formou-se em Direito aos 47 anos e dedicou a vida à luta pela verdade e justiça: pressionou autoridades, combateu a versão oficial mentirosa do “sequestro por terroristas”, tornou-se ativista de direitos humanos (incluindo dos povos indígenas) e conseguiu, em 1996, após a Lei dos Desaparecidos, o atestado de óbito de Rubens. A Comissão Nacional da Verdade confirmou o assassinato sob tortura, e o Estado brasileiro reconheceu a responsabilidade; Eunice é símbolo da resistência familiar contra a ditadura. Fotos antigas voltam à vida quando encontram cores.

______





ELA PERDEU O IRMÃO. DEPOIS, O FILHO. E MESMO ASSIM, NÃO SE CALOU.Em 1979, Marli Pereira Soares tinha apenas 25 anos quan...
22/09/2026

ELA PERDEU O IRMÃO. DEPOIS, O FILHO. E MESMO ASSIM, NÃO SE CALOU.

Em 1979, Marli Pereira Soares tinha apenas 25 anos quando seu irmão Paulo, de 18, foi morto por policiais militares em Belford Roxo, durante os últimos anos da ditadura militar.

Enquanto muitos tentavam esquecer o caso, Marli decidiu enfrentar o medo. Percorreu delegacias e quartéis, enfrentou ameaças, perseguições e teve até sua casa incendiada. Ainda assim, continuou procurando os responsáveis e participou pessoalmente do reconhecimento dos policiais envolvidos. Cinco foram julgados e quatro condenados.

Mas a tragédia não terminou ali. Em 1993, seu filho Sandro, de apenas 15 anos, também foi morto por policiais. Meses depois, seu sobrinho e afilhado teve o mesmo destino.

Marli Coragem passou a carregar uma luta que era maior que sua própria dor: impedir que as mortes de sua família fossem apagadas da história.

Sua trajetória é um retrato da violência, do racismo, da resistência e da busca por justiça no Brasil. Você já conhecia a história de Marli Coragem?

Comente “EU NÃO SABIA” se essa história também precisa ser conhecida por mais pessoas. E compartilhe este post para que ela não seja esquecida. Fotos antigas voltam à vida quando encontram cores.

______





Esse é o Coronel Alfeu de Alcântara Monteiro (1922-1964), a primeira vítima da Ditadura Militar. Aos que afirmam que a D...
21/09/2026

Esse é o Coronel Alfeu de Alcântara Monteiro (1922-1964), a primeira vítima da Ditadura Militar. Aos que afirmam que a Ditadura só matou "vagabundo" e "comunista", recomendo a leitura.

Alfeu, desde 1961, era tenente-coronel e compunha o efetivo do Quartel General da 5ª Zona Aérea, da FAB, situado em Canoas, estado do Rio Grande do Sul. O militar participou ativamente da campanha da Legalidade, encabeçada por Leonel Brizola, que assegurou a posse do presidente eleito João Goulart, contestada, na ocasião, pelos ministros militares.

Na época, Generais e políticos já estudavam dar um Golpe na democracia brasileira. Com a renúncia de Jânio Quadros, João Goulart, que era cunhado de Leonel Brizola, deveria ter tomado posse. Mas um conluio entre militares e forças civis tentou impedir a posse do Vice-Presidente acusando-o de comunista. Então, Brizola, na época governador do Rio Grande do Sul, armou resistência a essa tentativa.

Liderando oficiais e sargentos, Alfeu impediu que os aviões da base levantassem voo para bombardear a cidade de Porto Alegre, onde o Governador Brizola comandava a resistência. A ordem dada pelos Militares do Estado Maior era para bombardear o Sul do país, matando civis indefesos, como mulheres e crianças. Alfeu foi um dos organizadores do boicote e liderou soldados e outros oficiais para sabotar aeronaves e sumirem com armas de grosso calibre para que ninguém pudesse atacar o próprio país.

📝 Iconografia da História - IH NEWS

Segue o comentário abaixo...

Ps: colorizar fotos antigas e pesquisar fatos históricos todos os dias demanda muito trabalho e tempo. Se você quiser contribuir com o projeto, a chave pix é: [email protected]

________





Essa linda garotinha é Araceli Cabrera Crespo (1964-1973), uma vítima da impunidade durante a Ditadura Militar. Araceli ...
18/09/2026

Essa linda garotinha é Araceli Cabrera Crespo (1964-1973), uma vítima da impunidade durante a Ditadura Militar. Araceli foi raptada, drogada, estupr4da, mort4 e carboniz4da em Vitória, no Espírito Santo, em 18 de maio de 1973. Araceli tinha 8 anos quando foi vista pela última vez com vida, no caminho para casa depois da escola. O corpo de Araceli foi encontrado dias depois, desfigurado e em avançado estado de decomposição num matagal ao lado de um hospital.

Os suspeitos do crime pertenciam a duas famílias influentes do Espírito Santo. Os nomes dos envolvidos no caso eram Paulo Constanteen Helal, conhecido como Paulinho, e Dante de Barros Michelini, conhecido como Dantinho. Este último era filho do latifundiário Dante de Brito Michelini, influente junto ao governo militar, enquanto Paulinho era filho de Constanteen Helal, de família igualmente poderosa. Eles eram conhecidos na cidade como usuários de dr**as que violent4v4m garotas menores de idade. Os dois foram julgados e condenados em 1980, mas recorreram ao processo, que foi anulado em 1991 por falta de provas, apesar das provas e testemunhas. Fotos antigas voltam à vida quando encontram cores.

Ps: colorizar fotos antigas e pesquisar fatos históricos todos os dias demanda muito trabalho e tempo. Se você quiser contribuir com o projeto, a chave pix é: [email protected]

__________





Mais uma vítima da Ditadura Militar. O assassinato de Edson Luís de Lima Souto, de apenas 18 anos, gerou uma forte reaçã...
17/09/2026

Mais uma vítima da Ditadura Militar. O assassinato de Edson Luís de Lima Souto, de apenas 18 anos, gerou uma forte reação estudantil em 28 de março de 1968. Morto por um tiro da Polícia Militar dentro de um restaurante estudantil no Rio de Janeiro, o jovem foi velado na Assembleia Legislativa da Guanabara. Ali, os estudantes transformaram o luto em protesto, erguendo cartazes com denúncias e críticas contundentes à Ditadura Militar. Fotos antigas voltam à vida quando encontram cores.

_______





Esta é a jornalista e escritora Maria Amélia de Almeida Teles (1944-2026), que nos deixou hoje. Amelinha Teles, ex-milit...
15/09/2026

Esta é a jornalista e escritora Maria Amélia de Almeida Teles (1944-2026), que nos deixou hoje. Amelinha Teles, ex-militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), era professora de educação artística quando foi presa em 28 de dezembro de 1972, em São Paulo (SP) pela ditadura militar no Brasil. Segue seu relato de quando foi torturada pessoalmente pelo major Carlos Alberto Brilhante Ustra:

"A primeira forma de torturar foi me arrancar a roupa. Lembro-me que ainda tentava impedir que tirassem a minha calcinha, que acabou sendo rasgada. Começaram com choque elétrico e dando socos na minha cara. Com tanto choque e soco, teve uma hora que eu apaguei. Quando recobrei a consciência, estava deitada, nua, numa cama de lona com um cara em cima de mim, esfregando o meu seio. Era o Mangabeira (codinome do escrivão de polícia de nome Gaeta), um torturador de lá. A impressão que eu tinha é de que estava sendo estuprada".

"Aí começaram novas torturas. Me amarraram na cadeira do dragão, nua, e me deram choque no â**s, na va**na, no umbigo, no seio, na boca, no ouvido. Fiquei nessa cadeira, nua, e os caras se esfregavam em mim, se masturbavam em cima de mim. A gente sentia muita sede e, quando eles davam água, estava com sal. Eles punham sal para você sentir mais sede ainda. Depois fui para o pau de arara. Eles jogavam coca-cola no nariz. Você f**ava nua como frango no açougue, e eles espetando seu pé, suas nádegas, falando que era o soro da verdade".

"Mas com certeza a pior tortura foi ver meus filhos entrando na sala quando eu estava na cadeira do dragão. Eu estava nua, toda urinada por conta dos choques. Quando me viu, a Janaína perguntou: 'Mãe, por que você está azul e o pai verde?".

A história serve para mostrar que o passado jamais deve se repetir. Limitar essa questão entre esquerda e direita é legitimar uma agressão covarde. Sempre procuro levantar a bandeira de que na história não há mocinhos, mas nesse caso, Amelinha certamente foi vítima. Sua memória jamais será esquecida. Fotos antigas, mesmo as mais tristes, voltam à vida quando encontram cores.

______________





Em 11 de setembro de 1973, há exatos 53 anos, Brasília presenciou um dos mais conhecidos e chocantes crimes da sua histó...
14/09/2026

Em 11 de setembro de 1973, há exatos 53 anos, Brasília presenciou um dos mais conhecidos e chocantes crimes da sua história. O assassinato de Ana Lídia Braga (1966-1973).

Por volta de 13h50, Ana Lídia desapareceu do Colégio Madre Carmen Salles, na L2 Norte. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, sem roupas, com os cabelos raspados e semienterrado numa vala em um terreno da UnB. Próximo ao corpo havia marcas de pneu de motocicleta e duas camisinhas com sêmen, material fundamental para uma perícia futura, pois na época não havia te**es de DNA.

Investigações apontaram como suspeitso Álvaro Braga, irmão da vítima, que teria vendido a menina a traf**antes (ele possuiria muitas dívidas de dr**as), filhos de políticos e importantes membros da alta sociedade brasiliense, entretanto, os culpados nunca foram de fato apontados e o caso se tornou símbolo da impunidade durante a ditadura militar. Foi apurado que Ana Lídia fora levada ao sítio do então vice-líder da ARENA no Senado, Eurico Rezende, em Sobradinho. Testemunhas afirmaram que Álvaro e sua namorada deixaram a menina com Alfredo Buzaid Júnior (filho do ministro da Justiça Alfredo Buzaid), Eduardo Rezende (filho do senador) e Raimundo Lacerda (conhecido traf**ante de Brasília na época).

Como a investigação envolvia pessoas ligadas ao governo, não houve empenho das autoridades em investigar o caso. Em março de 1974, jornais, rádios e emissoras de TV foram proibidas de fazer matérias sobre o caso. Segue a íntegra do comunicado:

"De ordem superior, f**a terminantemente proibida a divulgação através dos meios de comunicação social escrito, falado, televisado, comentários, transcrição, referências e outras matérias sobre caso Ana Lídia e Rosana.
— Polícia Federal"

CONTINUA NO COMENTÁRIO FIXADO.

PS: estou recebendo encomendas para colorização e restauração de fotos antigas. Faça um orçamento, chama no direct.

___________





World Trade Center na década de 1980. Onde você estava em 11 de setembro de 2001?O World Trade Center (WTC) foi um compl...
11/09/2026

World Trade Center na década de 1980. Onde você estava em 11 de setembro de 2001?

O World Trade Center (WTC) foi um complexo de edifícios comerciais construído no sul de Manhattan, em Nova York, projetado pelo arquiteto Minoru Yamasaki. As obras começaram em 1966 e as duas torres principais — a Torre Norte (1 WTC) e a Torre Sul (2 WTC) — foram concluídas em 1972 e 1973, respectivamente. Com 110 andares cada e altura superior a 400 metros, elas se tornaram, na época, os edifícios mais altos do mundo e um poderoso símbolo do poder econômico e da ambição americana. O complexo abrigava escritórios de empresas internacionais, instituições financeiras e o famoso restaurante Windows on the World, tornando-se um marco da skyline de Nova York e um centro de comércio global.

Há exatamente 25 anos, em 11 de setembro de 2001, o WTC foi alvo de um atentado terrorista coordenado pela rede Al-Qaeda. Dois aviões comerciais sequestrados colidiram contra as Torres Gêmeas: o primeiro atingiu a Torre Norte às 8h46 e o segundo, a Torre Sul, às 9h03. Ambas as estruturas desabaram em menos de duas horas, causando a morte de quase 3 mil pessoas, entre ocupantes dos prédios, bombeiros, policiais e passageiros dos voos. O ataque também atingiu o Pentágono e resultou na queda do Voo 93 na Pensilvânia. O evento marcou profundamente a história contemporânea, alterou a política de segurança global e deixou um legado de luto e resiliência, lembrado até hoje no Memorial e Museu do 11 de Setembro, erguido no local onde as torres se erguiam. Fotos antigas voltam à vida quando encontram cores.

_______





ministro da Propaganda de H1tler, Jos3ph Goebb3ls (1897-1945), olha para o fotógrafo Alfred Eisenstaedt no jardim do Hot...
10/09/2026

ministro da Propaganda de H1tler, Jos3ph Goebb3ls (1897-1945), olha para o fotógrafo Alfred Eisenstaedt no jardim do Hotel Carlton durante uma conferência da Liga das Nações, em Genebra, em setembro de 1933. Sua expressão de ódio é visível diante de um fotógrafo judeu. Fotos antigas voltam à vida quando encontram cores.

📸 Alfred Eisenstaedt

____________





Endereço

Brasília, DF

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Colorindo História posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para Colorindo História:

Atalhos

Compartilhar

Categoria