18/04/2026
Você precisa entender bem sobre a pontemiodural para que vários sintomas sejam melhor entendidos.
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18/04/2026
Você precisa entender bem sobre a pontemiodural para que vários sintomas sejam melhor entendidos.
03/04/2026
Dor não é tudo igual.
Se você não diferencia a origem, acaba tratando só o sintoma… e o paciente volta.
Musculoesquelético, visceral ou neuromeníngeo.
Cada um tem um padrão claro quando você sabe olhar.
A precisão da avaliação muda tudo no resultado clínico.
Salva esse post para revisar depois e compartilha com quem ainda trata dor no automático.
Manipulação da pelve e organização dos sistemas corporais
Nesse momento da aula, estou demonstrando uma das formas de manipulação da pelve.
Mas mais importante do que o gesto técnico, é entender o contexto em que ele está sendo aplicado.
A pelve é uma região de transição.
Ela recebe e distribui forças entre membros inferiores, coluna e cavidade abdominal.
Por isso, sua mobilidade não depende apenas de articulações isoladas.
Envolve a interação entre o sistema músculo esquelético, as tensões fasciais e a dinâmica das estruturas viscerais.
Quando essa organização perde eficiência, o corpo passa a adaptar o movimento, muitas vezes gerando sobrecargas e recorrências.
A manipulação, nesse contexto, não é apenas um ajuste local.
É uma ferramenta para ajudar o sistema a recuperar sua capacidade de se reorganizar.
Ensinar isso vai além de mostrar a técnica.
É ensinar a entender quando e por que utilizá-la dentro de um raciocínio clínico mais amplo.
29/03/2026
Muitos pacientes chegam ao consultório assustados com laudos de exames ou avaliações anteriores que apontam uma "bacia rodada" ou uma "perna mais curta que a outra". A primeira reação é quase sempre de preocupação, associando imediatamente essa assimetria à causa de suas dores lombares, no quadril ou nos joelhos.
No entanto, é fundamental entender que o corpo humano não é perfeitamente simétrico. Na grande maioria das vezes, essa rotação pélvica ou a diferença milimétrica no comprimento dos membros inferiores não é uma patologia, mas sim uma adaptação inteligente do seu sistema musculoesquelético.
O nosso corpo está em constante busca pelo equilíbrio e pela eficiência mecânica. Se você tem um hábito postural específico, se pratica um esporte assimétrico ou se sofreu algum trauma no passado, o seu corpo irá se adaptar para manter os seus olhos nivelados com o horizonte e o seu centro de gravidade estável. Essa adaptação pode envolver a rotação de um ilíaco (osso da bacia) ou uma leve alteração na tensão muscular que faz uma perna parecer mais curta.
O problema real raramente é a assimetria em si. A dor surge quando essa adaptação perde a sua capacidade de compensação, ou seja, quando os tecidos (músculos, fáscias, ligamentos) ficam sobrecarregados e não conseguem mais lidar com a demanda mecânica.
Portanto, o foco da avaliação clínica não deve ser apenas "alinhar" a bacia ou "igualar" as pernas de forma mecânica e simplista. O objetivo é entender por que o corpo precisou fazer essa adaptação e, principalmente, devolver a mobilidade e a função adequadas para que o sistema possa trabalhar sem sobrecarga e sem dor.
Queixa principal e avaliação dos sistemas corporais
A queixa principal é, muitas vezes, o ponto de partida da avaliação clínica.
Mas raramente ela representa o problema completo.
Na prática, o que o paciente relata é o resultado final de um processo de adaptação do corpo.
Dor na coluna, no ombro ou no quadril costuma ser apenas a expressão de algo que já vinha se organizando há algum tempo.
Por isso, a avaliação não pode se limitar ao local da dor.
É necessário observar como os diferentes sistemas corporais estão se comportando:
mobilidade e distribuição de carga no sistema músculo esquelético
respostas de proteção e modulação no sistema neuromeníngeo
influências de tensão e pressão no sistema visceral
Esses sistemas não funcionam de forma isolada.
Eles se ajustam continuamente para manter o movimento possível.
Quando essa adaptação perde eficiência, surgem as compensações, as recorrências e, por fim, os sintomas.
A queixa principal orienta o início da investigação.
Mas é a avaliação integrada dos sistemas que permite compreender o que realmente precisa ser reorganizado.
27/03/2026
Dores musculares que não são apenas musculares
Na prática clínica, é comum o paciente chegar com queixa de dor muscular.
Dor localizada, sensação de tensão, rigidez ao movimento.
Mas nem sempre a origem está no músculo.
Muitas vezes, o que aparece como dor muscular é a expressão de um sistema tentando se adaptar.
Alterações na distribuição de carga.
Mudanças no controle neural.
Estratégias de proteção que aumentam o tônus.
O músculo responde.
Ele se torna mais rígido, mais sensível, mais reativo.
Mas, em muitos casos, ele não é o ponto inicial do problema.
É apenas o tecido que está manifestando a adaptação.
Por isso, tratar apenas o músculo pode aliviar temporariamente.
Mas não necessariamente resolve a recorrência.
Compreender de onde vem essa resposta muda a forma de conduzir o raciocínio clínico.
Porque nem toda dor muscular começa no músculo.
E nem todo tratamento deve terminar nele.
Capacidade de adaptação x disfunção
O corpo humano está constantemente se adaptando.
A cada movimento, a cada carga, a cada estímulo, diferentes sistemas se reorganizam para manter o funcionamento.
Essa capacidade de adaptação é o que permite que continuemos nos movendo mesmo diante de pequenas limitações.
Mas existe um ponto em que adaptação deixa de ser eficiente.
E é aí que começam as disfunções.
Antes da dor aparecer, o corpo já passou por uma sequência de ajustes:
mudanças na forma de se mover
redistribuição de cargas
ativação de estratégias de proteção
compensações entre diferentes sistemas
No início, essas adaptações são úteis.
Elas mantêm o movimento possível.
Com o tempo, quando se tornam persistentes e menos eficientes, passam a gerar sobrecarga.
E então surge o sintoma.
Por isso, na prática clínica, nem toda disfunção é o problema inicial.
Muitas vezes, ela é o resultado de um sistema que tentou se adaptar por tempo demais.
Compreender essa diferença muda a forma de avaliar e de conduzir o tratamento.
Porque não se trata apenas de corrigir o que está alterado.
Mas de devolver ao corpo a capacidade de se adaptar novamente.
A raiz do mesentério e sua relação com a mobilidade da pelve
A raiz do mesentério é uma estrutura de fixação que conecta o intestino delgado à parede posterior do abdome, estabelecendo uma interface importante entre mobilidade visceral e organização mecânica do corpo.
Apesar de muitas vezes ser pouco considerada na prática clínica, sua disposição anatômica e suas relações fasciais influenciam diretamente a dinâmica da cavidade abdominal e da pelve.
Quando há restrições nessa região, é possível observar alterações na transmissão de forças entre abdome e pelve, além de adaptações na mobilidade lombopélvica.
Essas mudanças podem repercutir em padrões de movimento, distribuição de carga e até na forma como o corpo responde a determinados estímulos mecânicos.
Na prática, isso reforça a importância de não interpretar a mobilidade da pelve apenas a partir de estruturas articulares ou musculares isoladas.
As relações entre os tecidos viscerais, suas fixações e suas interfaces com o sistema musculoesquelético fazem parte de um mesmo contexto funcional.
Compreender essas conexões amplia a leitura clínica e ajuda a entender por que, em alguns casos, a limitação não está onde o movimento parece restrito.
Foi uma das aulas bem desafiadores. Falar sobre ilíaco, sacro, sna e eixos neuroendócrinos.
Juntam-se os malucos todos e deu no que deu...
Se você é desses que é maluco por estudar mais e saber mais sobre como atender as pessoas, comenta abaixo.
A raiz do mesentério e sua relação com a mobilidade da pelve
A raiz do mesentério é uma estrutura de fixação que conecta o intestino delgado à parede posterior do abdome, estabelecendo uma interface importante entre mobilidade visceral e organização mecânica do corpo.
Apesar de muitas vezes ser pouco considerada na prática clínica, sua disposição anatômica e suas relações fasciais influenciam diretamente a dinâmica da cavidade abdominal e da pelve.
Quando há restrições nessa região, é possível observar alterações na transmissão de forças entre abdome e pelve, além de adaptações na mobilidade lombopélvica.
Essas mudanças podem repercutir em padrões de movimento, distribuição de carga e até na forma como o corpo responde a determinados estímulos mecânicos.
Na prática, isso reforça a importância de não interpretar a mobilidade da pelve apenas a partir de estruturas articulares ou musculares isoladas.
As relações entre os tecidos viscerais, suas fixações e suas interfaces com o sistema musculoesquelético fazem parte de um mesmo contexto funcional.
Compreender essas conexões amplia a leitura clínica e ajuda a entender por que, em alguns casos, a limitação não está onde o movimento parece restrito.