20/06/2020
É indiscutível que a rotatividade do poder e sua periodicidade são condições fundamentais para o pleno funcionamento da democracia e tendo isso como premissa na segunda (16) representantes da Câmara dos Deputados, Senado Federal e Tribunal Superior Eleitoral se reuniram com especialistas para discutir o adiamento das eleições municipais que ainda continua sem uma nova data.
A janela de consenso do adiamento varia entre os dias 15 de novembro e 20 de dezembro.
Durante o período de Covid-19, os trabalhos que eram realizados nas comissões foram suspensos para deliberação apenas em Plenário e tão somente assuntos pertinentes e relativos ao enfrentamento do vírus, o que acaba sendo um pouco diferente na prática do dia a dia.
Bem, indo para o que nos interessa. Para se alterar o calendário eleitoral é necessário que se aprove uma PEC (proposta de emenda à constituição). No Senado, a PEC 18/2020 tem cabeceado a discussão, mas até o momento aguarda o parecer substitutivo do senador Weverton Rocha.
Quanto a sua apreciação, por se tratar de um tema urgente a votação está prevista para as próximas semanas, além disso, foi aprovado na quinta (18) requerimento para criação de comissão temática para que o tema seja debatido.
E quanto a sua votação, como será? Como se trata de uma proposta de emenda à constituição sua aprovação depende do apoio de 3/5 dos senadores em dois turnos de votação, recebendo esse apoio a PEC passará a tramitar na Câmara que exige o mesmo quórum. Quanto às possibilidades de aprovação, os senadores e deputados tem demonstrado apoio a aprovação ao adiamento, visto a importância em se considerar o exercício da democracia e garantir ainda a segurança dos eleitores. .