Somus - Musicalização Infantil

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25/08/2026

Estava com a Lina no colo voltando para casa. Passamos na padaria comprar alguns pães.

Virando a esquina de casa a gente viu um cachorro. E como a Lina adora cachorros ela logo gritou: “Au au!” e apontou para ele.

E eu respondi: “Olha filha! É um au au mesmo!”

Avançamos mais alguns passos até que ela olhou para trás e percebeu mais uma coisa… E gritou novamente: “DOIS au au!” - colocando bastante ênfase no “DOIS”

Olhei para trás e realmente tinha mais de um cachorro.

Esse foi o primeiro dia que eu percebi que ela estava começando a compreender quantidade.

Aqui em casa a gente costuma fazer essas coisas com a Lina: Ler, ouvir música, brincar e conversar.

São experiências simples, mas que vão se somando e criando oportunidades para ela perceber, experimentar e aprender coisas novas.

E é isso que eu faço nas minhas aulas de musicalização também.

Criar pequenas experiências para que as crianças possam ouvir, perceber, experimentar e, aos poucos, descobrir coisas que ainda não conseguiam fazer antes.

16/07/2026

“Seria legal a Lina ter contato com outras crianças”.

Esse foi um dos nossos primeiros pensamentos quando decidimos colocar a Lina em uma das turmas de musicalização.

E essa também é uma das coisas que motiva outros pais a colocarem seus bebês e crianças numa turma também.

A interação com outras crianças é outro ponto relevante da musicalização: A socialização também é uma habilidade que se aprende.

Quando fazemos uma atividade na aula de musicalização, nossos esforços se somam porque não existe competição. Existe colaboração.

Quer saber como funcionam as aulas de musicalização? Me manda uma mensagem no direct que eu te conto tudo! 😄

25/06/2026

Eu sempre gostei muito das músicas do Chico Buarque. Desde adolescente.

E tenho um amigo que sempre preferiu Caetano Veloso.

Eu gostava mais do Chico. Ele gostava mais do Caetano.

Lembro de um dia em que estava entediado em casa.

Ainda não existiam smartphones, então a gente precisava encontrar outras formas de acabar com o tédio 😅

Resolvi fazer uma experiência: Peguei dois álbuns do Caetano que eu tinha em casa: “Prenda Minha” e “Muito mais”.

Coloquei os CDs para tocar.

Deitei no sofá e acompanhei cada música com o encarte nas mãos.

Lendo as letras, prestando atenção nos arranjos, nos instrumentos, nos detalhes…

E aconteceu uma coisa curiosa.

Aqueles álbuns que antes não me chamavam tanta atenção se tornaram alguns dos meus preferidos.

A questão não é gostar mais de Chico ou de Caetano.

A lição que ficou para mim foi outra: a nossa percepção muda quando paramos para prestar atenção.

Muitas vezes a apreciação não nasce pronta. Ela é construída.

E aprender a ouvir com atenção talvez seja uma das formas mais bonitas de descobrir algo novo.

15/06/2026

Minha filha fala "almofada" assim: "Alfumada."

Isso quando ela não chama a almofada de “sofá” k*k

A gente acha engraçado.

Mas tem muitas palavras que hoje ela já fala direitinho e que começaram exatamente assim: do jeito "errado".

Com o tempo ela foi ajustando, tentando, ouvindo, imitando...

Tentando de novo e finalmente aprendendo.

É assim que acontece com a fala, com a música, com a coordenação.

Com praticamente tudo na infância.

Antes de acertar, a criança precisa ter espaço para tentar.

Por isso eu acredito que uma das melhores coisas que podemos oferecer aos nossos filhos são experiências que despertem a curiosidade e a vontade de experimentar.

Nem sempre eles vão acertar.

Nem sempre vão conseguir de primeira.

Mas é justamente aí que mora a aprendizagem.

E, se possível, aproveite para rir junto deles durante o processo

11/06/2026

Durante vários meses nós lemos o livro Abigail para a Lina aqui em casa.

A história é sobre uma girafa que ensina os amigos a contar.

E toda vez que líamos o livro, repetíamos juntos:

um, dois, três... até o dez.

Nos primeiros meses ela apenas ouvia e se divertia com a história.

Depois de muitas releituras, começou a tentar acompanhar a contagem.

E a gente reforçava isso em outros momentos também:

contando cachorros, folhas, brinquedos, objetos do dia a dia.

Até que um dia aconteceu uma coisa muito curiosa.

Eu estava levando a Lina para comprar pão e vimos um cachorro.

Ela apontou e falou:

"Au au!"

Até aí, nada de novo.

Ela já sabia falar "au au".

Mas logo depois ela ficou toda empolgada e gritou:

"DOIS AU AU!"

Quando eu olhei para trás, realmente...

tinham dois cachorros.

Foi um daqueles momentos que parecem pequenos, mas que fazem a gente perceber o quanto uma criança está aprendendo.

Aquilo não surgiu do nada.

Foi uma construção feita de experiências, repetições e tempo.

E muitas vezes é assim que a aprendizagem acontece na infância:

primeiro a criança observa.

Depois participa.

E um dia ela nos surpreende.

28/05/2026

Nos primeiros dias de aula, algumas crianças chegam até a chorar quando precisam passar o instrumento

Principalmente os menores, por volta de 1 ano.

E isso é mais comum do que muitos pais imaginam.

Nessa fase, a criança ainda está aprendendo que pode explorar algo… e depois deixar outra pessoa participar também.

Nem sempre é fácil.

Mas, aos poucos, elas vão entendendo a dinâmica da atividade:

experimentar, observar o colega, esperar e depois receber novamente

Com o tempo, aquilo que antes gerava frustração começa a ficar mais natural.

É assim que muitas habilidades sociais começam a ser construídas:

vivendo pequenas experiências em grupo.

26/05/2026

A Lina fez 2 anos essa semana

E aconteceu uma novidade aqui em casa:

ela assistiu a um desenho na TV pela primeira vez.

Até então, nossa escolha tinha sido evitar telas nesse começo da infância.

O desenho era simples:

um papagaio-do-mar ajudava um ouriço a encontrar a mãe.

E foi muito curioso perceber como ela já conseguia entender várias coisas da história.

Em alguns momentos ela falava:

“Cadê a mamãe?” 🥺

Acho bonito perceber como muitas dessas compreensões começaram antes da tela existir pra ela.

Livros, músicas, brincadeiras, experiências do dia a dia…

Aos poucos, tudo isso foi construindo repertório e significado.

Então, quando ela assistiu ao desenho, muita coisa já fazia sentido.

Talvez ela não tenha entendido todos os detalhes da história.

Mas ela conseguiu se conectar com aquilo que estava vendo.

E, no fundo, aprender também é isso:

juntar experiências para construir sentido nas coisas.

23/05/2026

A criatividade também se desenvolve.

Esses dias eu estava brincando de massinha com a Lina…

A gente espalhava a massinha na mesa e começava a pressionar objetos em cima dela para criar marcas e formatos.

Tinha círculo… bichinhos… um monte de formas diferentes

Em determinado momento ela pegou um cachorro de brinquedo, pressionou na massinha e falou:

“Mickey!”

Quando eu olhei, fazia sentido mesmo

As patas pareciam duas orelhas… e o corpo lembrava a cabeça do Mickey.

O mais interessante é que ninguém ensinou isso pra ela.

Ela mesma fez essa associação.

Enquanto brinca, a criança também está aprendendo a imaginar, relacionar ideias e enxergar possibilidades novas nas coisas mais simples.

21/05/2026

No último final de semana, a Lina sentou no sofá e a gente pediu para ela “reger a música”

Aqui em casa quase não assistimos TV… mas mostramos uma orquestra tocando e ela ficou fascinada.

O que mais chamou a atenção dela foram os gestos do maestro.

Então ela começou a imitar.

Mas, dessa vez, a brincadeira ganhou um detalhe novo:

a gente começou a dar comandos no meio da música:

👉 forte
👉 fraco
👉 rápido
👉 devagar

E ela ia mudando os movimentos das mãos e do corpo conforme escutava.

Pra ela, era só uma brincadeira divertida.

Mas, ao mesmo tempo, ela estava:

escutando interpretando e respondendo aos estímulos no momento certo

É isso que acho mais interessante nas crianças pequenas:

muitas aprendizagens importantes acontecem brincando.

19/05/2026

A Lina está perto de completar 2 anos…

e cada dia eu fico mais impressionado com a quantidade de coisas que ela aprende

Temos um brinquedo aqui em casa que é um papagaio com encaixes de formatos diferentes:

estrela, triângulo, círculo…

Quando ela ganhou esse brinquedo, ainda não conseguia encaixar as peças sozinha.

Então eu ajudava:

colocava a peça na posição certa… e ela só precisava empurrar.

Pra ela, aquilo já era divertido.

Ela gostava de ver as peças caindo dentro do brinquedo.

Essa semana aconteceu algo muito legal:

ela pegou as peças e começou a encaixar uma por uma sozinha.

E isso me fez pensar em uma coisa importante:

muitas aprendizagens da infância precisam de tempo, repetição e espaço para exploração.

A gente conduz… ajuda quando necessário… mas também precisa permitir que a criança tente, erre e descubra algumas coisas por conta própria.

Endereço

Bragança Paulista, SP

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