31/03/2026
31 de março de 2026: 62 anos do golpe militar no Brasil.
Mas por que ainda precisamos falar sobre isso?
A compreensão do golpe militar de 1964 passa pela análise rigorosa de como o passado é continuamente mobilizado no presente. Estudar essa data não é apenas decorar um evento no calendário. Mais do que uma efeméride, a data exige a reflexão sobre os mecanismos que levaram ao golpe em 1964 e à consolidação de uma cultura política autoritária.
Para entender como a democracia foi interrompida, precisamos observar três pontos centrais do processo histórico:
- O golpe não foi repentino: Um golpe não acontece em apenas um dia. A ruptura democrática é um processo. Ela se constrói na erosão diária das instituições.
- Ditaduras precisam de apoio: O autoritarismo não se sustenta sozinho. Ele exige alianças, financiamento e legitimação.
- O passado protege o presente: O esquecimento é uma ameaça constante. Sem memória, a democracia f**a desprotegida. Lembrar é um ato de defesa.
Aprender com a história é a melhor forma de proteger o nosso futuro. Relembrar e defender a democracia são tarefas que caminham juntas.
A história é feita de perguntas. Convidamos você a explorar as fontes e conhecer o nosso acervo através do link na bio.
Memória
23/03/2026
A ocupação do espaço público é premissa para o debate democrático e cultural!
O República Jenipapo, que entra em seu quarto ano em 2026, nasceu em 2023 com uma proposta clara: retomar a praça pública no contexto pós-pandemia para discutir literatura de ficção e não-ficção de forma horizontal e acessível.
Fruto da parceria entre o Projeto República (UFMG) e a Livraria Jenipapo, transformamos uma das esquinas mais tradicionais da Savassi em um espaço de diálogo continuado. Deslize o carrossel para conhecer a dinâmica do projeto e conferir o histórico de autores e pesquisadores que já passaram pelas nossas rodas de conversa.
Primeiro encontro da temporada 2026:
Neste mês, retomamos nossas atividades recebendo Ynaê Lopes dos Santos para debater sobre o livro “”Irmãs do Atlântico: escravidão e espaço urbano no Rio de Janeiro e Havana (1763-1843)”
Anote as informações e participe:
📍 Local: Livraria Jenipapo
📅 Data: 31 de março, terça-feira.
🕖 Horário: 19h
🎟️ Acesso: Aberto e gratuito
Nos vemos na praça!
EspacoPublico SavassiBH
16/03/2026
PROJETO REPÚBLICA RECOMENDA E CELEBRA! 📽️🎬✨
O Agente Secreto (2025).
Ontem, o Brasil celebrou o segundo ano consecutivo no Oscar. Desta vez, as indicações são de “O Agente Secreto”, que concorreu nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator pela atuação de Wagner Moura como Marcelo, protagonista da trama. O longa já conquistou reconhecimento internacional ao vencer dois Globos de Ouro: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator.
Sob a direção de Kleber Mendonça Filho, o filme mergulha nos anos mais duros da Ditadura Militar, período marcado por censura, perseguições políticas, torturas e supressão de direitos. A trama acompanha Marcelo (ou Armando), professor que, envolvido em uma rede de vigilância e repressão, precisa lidar com escolhas morais e políticas em um contexto de medo e silêncio, escondendo-se sob um codinome e vivendo uma vida de aparências enquanto planeja sua fuga de Recife.
Em 2025, o Brasil foi ao Oscar por meio de “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello. “Ainda Estou Aqui” é outro filme inserido durante a Ditadura e a nomeação das duas obras brasileiras sobre esta temática evidencia a provocação do cinema brasileiro diante da crítica internacional acerca deste período de nossa história, ao mesmo tempo que é sintoma de uma necessidade da sociedade brasileira de se fazer ouvir: de jamais esquecer, de revisitar e reelaborar o passado e denunciar ao mundo inteiro os tempos vividos.
Para o Projeto República, nessa noite histórica, a recomendação é clara: assistir “O Agente Secreto” é também um gesto de valorização da memória histórica e da produção cultural brasileira. Em um momento em que o mundo volta seus olhos para o Oscar, celebramos não apenas as indicações, mas a força de uma obra que reafirma o compromisso do cinema com a verdade histórica e a democracia.
08/03/2026
Mulheres, ao volante! 🏎️💨
Neste 8 de Março, decidimos acelerar no tempo para contar uma história que muitos desconhecem. Sabia que, no início do século XX, as marcas de carros usavam a imagem da “mulher moderna” apenas para vender? Ter um carro na garagem era o sonho da elite, mas a realidade das pistas era escrita por mulheres que queriam muito mais do que apenas posar para fotografias.
Hoje, embora as mulheres ainda sejam apenas 4% dos pilotos profissionais, o interesse não para de crescer. De Bia Figueiredo a vencer na Copa Truck a Rafaela Ferreira a preparar-se para a F1 Academy em 2026, o caminho está traçado. 🛠️✨
Não se trata apenas de velocidade, mas de competência técnica e de ocupar lugares que, por muito tempo, nos disseram que não eram nossos.
03/03/2026
Nossa homenagem a grande sambista, Adriana Araújo ✨✨
Do bairro Concórdia ao hipercentro, Adriana reafirmou o samba como patrimônio vivo de Belo Horizonte e do Brasil.
Sua discografia, marcada pelo álbum Minha Verdade, e sua liderança em projetos como o “A Girar”, revelam um esforço contínuo de preservação da tradição, reforçando a conexão entre a ancestralidade musical e a cidadania.
Para além de intérprete, Adriana consolidou-se como uma das figuras centrais na manutenção da memória e do patrimônio imaterial de Belo Horizonte, articulando cultura popular e resistência política através do samba.
Adriana Araújo personificou a resiliência das mulheres negras na cultura brasileira. Sua voz foi instrumento de coesão social, mantendo viva a chama de um samba que é, essencialmente, um projeto de democracia e resistência cultural.
O legado de Adriana permanece imenso e marcante para a história das mulheres e das artes no Brasil.
10/02/2026
O Projeto República, em parceria com o Coletivo de Sambistas Mestre Conga, convida para a exibição dos documentários “Cidade Jardim: Memórias aqui do alto” e “Horizontes do Samba”.
Data: Hoje, 10/02/2026 (terça-feira)
• Horário: 19h00
• Local: Cine Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza)
• Entrada: Gratuita
Realização: Projeto República/UFMG e Coletivo de Sambistas Mestre Conga.
Apoio: Fundação Municipal de Cultura e Prefeitura de Belo Horizonte.
Imperdível! 📽️🎬
24/01/2026
Você já visitou uma exposição virtual sobre a ditadura?
A mostra “Rio 64 - A capital do golpe ” reúne fotos, relatos e documentos sobre o período da ditadura civil-militar. Um convite para refletir sobre memória, democracia e direitos.
Aproveite e conheça também as outras galerias e exposições no Rio Memórias ()
🔗 riomemorias.com.br/expo_2_gal/golpe-64 (Link na bio)
19/01/2026
Projeto República recomenda:
📚 1964: Imagens de um Golpe de Estado
O livro reúne fotografias e documentos que ajudam a entender como o golpe de 1964 foi construído e como ele mudou o país. Uma leitura acessível, visual e fundamental para pensar nossa história recente.
O livro está disponível para download gratuito em PDF.
Link na bio.
13/01/2026
Que tal olhar para a Independência do Brasil de um jeito diferente?
O site “Itinerário da Independência”, produzido por pesquisadores do Projeto República, reúne textos, fontes e reflexões sobre esse momento histórico: sem mitos, sem simplif**ação e com muita história boa para ler.
🔗 ufmg.br/95anos/independencia (Link na bio)
09/01/2026
PROJETO REPÚBLICA RECOMENDA
“Onde há poder, há resistência.” – Michel Foucault
Em 1977, centenas de jovens se reuniram em Belo Horizonte para o III Encontro Nacional dos Estudantes, com o objetivo de reorganizar a UNE em plena ditadura militar.
O que era para ser um ato de esperança se tornou um dos episódios mais marcantes da luta estudantil no Brasil: 850 estudantes presos, na maior detenção em massa dos 21 anos de regime militar.
O livro “Se baterem, cantem!” reconstitui esse momento histórico de coragem e resistência, mostrando que, mesmo diante da repressão, a juventude brasileira nunca deixou de cantar pela liberdade.
📖 Leia e comente com a gente!
💬 Vamos juntos revisitar essa história que ainda ecoa nas vozes de quem acredita em democracia e direitos estudantis.
MemóriaEDemocracia UFMG LeituraQueResiste
18/11/2025
Nossa homenagem ao grande músico brasileiro, Jards Macalé.
Macalé segue imortal em sua obra inquieta, crítica e insubmissa. Revisitar seus registros é compreender um artista que enfrentou censura, rompeu padrões e ampliou os horizontes da musica brasileira.
Trechos do show na Sala Funarte, Rio, 30/03/1978. com Macalé interpretando “Língua de Mosquito” — um testemunho raro de sua força artística e política.
Filme do Acervo do Arquivo Nacional / Fundação Centro Brasileiro de TV Educativa.