11/05/2026
Ando profundamente preocupada com a “venda do sofrimento” e suas milagrosas promessas de cura.
Atuo há mais de 30 anos na Educação e, nos últimos 15, trabalho diretamente com formação de professores e consultorias educacionais. Além dos 28 anos como Psicopedagoga.
Atendo como psicanalista há exatamente 12 anos e, sinceramente, nunca vi tantos “profissionais” despreparados falando, classificando e proclamando diagnósticos, doenças, métodos, receitas e curas com tanta rapidez.
A NR-1 virou produto a ser vendido?
É sério isso senhores EDUCADORES?
Dados alarmantes de Transtornos Mental na Educação.
Transtorno é doença?
Nao estaríamos diante de um TEMPO sem tempo, onde a pressa é a falta de escuta nos empurra para recortes de dados alarmantes?
O sofrimento psíquico não deve ser tratado apenas por meio de métodos de te**es e métricas, além de entorpecentes entre crianças e adolescentes. Diagnósticos estão virando “Bolhas de Pertencimento” , estão dando ao outro o que ele acha que precisa. O sofrimento faz parte da vida humana. Há dores que não cabem apenas em remédios, há mudanças sociais que levam tempo de elaboração e nem sempre cabem em protocolos ou fórmulas imediatistas.
Estamos nos desumanizando sem perceber.
Há uma parte da existência que pede escuta, pausa, descanso, arte e encontros.
Querem uma receita?
Experiências que devolvam ao sujeito a possibilidade de sentir, amar, criar e trabalhar com mais sentido.
Já pararam para pensar:
O sofrimento pede um ACOLHIMENTO ( Trazer para perto) o sujeito que não cabe em CID, em métricas e tanta produtividade.
Vivemos em uma cultura que tem horror ao vazio, ao silêncio e ao tempo. Tudo precisa ser rápido: o diagnóstico, a dica, o alívio, a resposta, a cura.
Ah quem dera, fosse tão simples!
Há processos que exigem travessia e TEMPO.
Abram espaço que o sofrimento quer atravessar!
Jane Patrícia Haddad.
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