08/05/2026
Ah, os bons e velhos tempos quando o N@zif@scismo era combatido!
Parabéns ao mundo por essa data em 1945!
Tentando ser um canal de entretenimento e conteúdo sobre a história de um outro Brasil chamado Nor
08/05/2026
Ah, os bons e velhos tempos quando o N@zif@scismo era combatido!
Parabéns ao mundo por essa data em 1945!
20/04/2021
O Orgulho e Preconceito Português
A visão que os portugueses tinham sobre as terras americanas aparentemente era de que esta era uma colônia secundária, uma exploração menor, mandando assim a corte, suas maiores empresas, como eram chamadas essas missões, a caminho das índias. Que só pra constar, estas “Índias” se tratavam do país Índia como um todo, mas também de toda a Ásia. Tanto que, o Japão foi "descoberto", coisa pouca em questão de tempo da "descoberta" do Brasil, por volta de 1543.
Logo, como apontado em Náufragos, traf**antes e Degredados, aqui já tão citado, os portugueses que para cá vinham eram de empresas menores, vamos colocar da seguinte forma “de segunda”. Talvez por isso, e talvez não muito atoa, os portugueses que para cá vinham eram tão afoitos de conquistas e de grandes feitos, como foi o próprio Castelo Branco, o fundador de Belém. Afinal, os grandes nomes como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral dentre outros, tinham objetivo certo e formado de ir para as grandes e riquíssimas missões às Índias. Mesmo mais de 100 anos depois, o Brasil ainda não tinha encontrado uma quantia signif**ativa em ouro nestas terras e ainda era preciso muito trabalho para maiores explorações do potencial dos novos territórios, ao contrário de toda a grandiosidade das missões indianas. E talvez por isso mesmo os portugueses tivessem uma postura um tanto quanto arrogante, querendo parecer talvez maiores, mais gloriosos do que eles talvez pudessem ser.
Assim, fala Ribeiro do Amaral, que os termos de rendição feitos dos portugueses aos franceses da então “França Equatorial”, também conhecida como cidade de São Luís do Maranhão, são termos humilhantes, de certa forma a tentar humilhar os franceses que perderam a guerra contra os portugueses pelos territórios americanos no Brasil.
Seguem os termos de rendição:
“Primeiramente entregará para Sua Majestade el Rei católico a fortaleza (de São Luís) no estado em que estiver com toda a Artilharia que tiver dentro e fora e toda a munição dela. “Entregará assim mesmo todos os navios que tiverem, grandes e pequenos, em qualquer modo que estejam. E que por os respeitos assim ditos não será obrigado ele dito capitão-mor dar-lhe satisfação alguma. “É que esta entrega se há de fazer até quarta-feira ao meio-dia, quatro deste, e não se fazendo se dá por desobrigado de todo o trato. “Que ele dito capitão-mor lhe dará embarcações para irem às suas terras com condição, que se partirão tanto que lhas derem, e que deixarão reféns para que tanto que as puseram nelas as deixarão ir livremente, e os ditos reféns serão tratados conforme suas qualidades, e se lhes dará passagem franca tanto que constar haverem chegado a suas terras. “E este favor se lhe for pelas alianças que hoje há entre os Srs. Reis católicos e cristianíssimos, o que tudo faz em nome do governador-geral do Estado do Brasil, Gaspar de Sousa, de quem ele capi- tão-mor tem os poderes. E por cuja ordem veio a esta conquista, em campanha defronte do forte São Luís dos franceses em três de novembro de 1615 anos. Alexandre de Moura.” (RIBEIRO AMARAL - A Fundação de Belém: A Jornada de Francisco Caldeira Castelo Branco, em 1616.)
E assim seguiu-se a postura portuguesa com o tratar desta terra, em uma expectativa de grandes feitos a serem entoados na corte em Portugal e considerando o Brasil e aqueles que aqui viviam como uma espécie de missão menor, com um certo desdém pela terra, podendo esta ser pisada, humilhada e conquistada com força total, sem medir muito as consequências. Postura essa que entrava em conflito com a postura francesa, que tentava fazer uma colônia para habitação e talvez por isso dessem mais valor inclusive no tratar com os, já habitantes destas terras, os Tupinambá. Conflito de idéias estes que culmina em um conflito real, físico com os nativos da região. Conflito que mais a frente ainda vou abordar, conhecido como O Levante Geral Tupinambá. Mas isso f**a para uma próxima.
Estes termos arrogantes e humilhantes foram determinados por Alexandre de Moura e Jerônimo de Albuquerque, os então capitães mores da Capitania do Maranhão. Imagine você que então houve quem fosse mais arrogante e mais prepotente do que estes dois. Sim, houve ainda Castelo Branco, que conseguiu ser tão irritante ao ponto de ser expulso do Maranhão no natal. O que será abordado no nosso próximo vídeo.
Remédio pra malária ontem, hoje e sempre!
Sobre a Gripe Espanhola em 1918, segundo Castro Abreu Junior, vários remédios sem eficácia garantida, muito menos comprovação científ**a, foram usados em 1918 mas diferente de hoje não foi pela negação da ciência ou das recomendações médicas. À época as possibilidades de tratamento eram muito baixas e pelo desespero perante a doença e possível morte, as pessoas começaram a tomar chás, unguentos, remédios miraculosos, vendidos pelos farmacêuticos, que ainda eram extremamente artesanais. Mas uma coisa a Espanhola em 1918 tem em comum com a Covid-19, no Brasil. O remédio para Malária. Qualquer semelhança, (não) é mera coincidência.
07/04/2021
O marco do tratado de Tordesilhas talvez seja um marco pra mim também.
Estava eu pronto a escrever um texto para uma postagem para a minha nova page no instagram, sobre o marco do tratado de Tordesilhas. Segundo o que eu tinha pesquisado até então, de forma um tanto superficial, admito, haveriam três marcos do tratado de Tordesilhas no Brasil, um em Laguna, Santa Catarina, outro em Cananeia que f**a em São Paulo e o outro seria obviamente em Belém.
Só explicando, o tratado de Tordesilhas foi um tratado feito em 1494 entre as cortes portuguesa e espanhola, as pioneiras na exploração marítima. Perceba que este tratado foi feito somente dois anos após Colombo, que foi financiado pela coroa espanhola, ter descoberto o novo continente que mais tarde viria a ser conhecido como América. É claro então que as duas, agora, super potências marítimas, a Espanha, descobridora de um novo continente e Portugal, primeira nação a dar a volta na África ainda em 1488, na viagem de Bartolomeu Dias, queriam garantir que os territórios de seus interesses fossem explorado somente por seus navegadores. Por isso, foi acordado então uma linha imaginária, uma divisória de 370 léguas a oeste a partir de Cabo Verde que dividiria na verdade o mundo ao meio, e não somente o pouquinho de terra que a gente verif**a em qualquer mapa sobre o tratado, para os portugueses e a América toda para os Espanhóis. A intenção dos portugueses era o que havia na mesma proporção demarcada do outro lado do, agora redondo novamente, mundo.
Essa divisão mostra muito a forma que Portugal via a descoberta do novo continente e como viria a pensar futuramente sobre sua colônia. A "descoberta" de terras portuguesas, “por um acaso” logo na porção portuguesa do tratado, seis anos depois. Foi tratada com indolência por uns 30 anos pelos portugueses, que começaram seu processo de colonização mesmo, somente em meados de 1530, através dos territórios cedidos pela corte portuguesa, que foram chamados de Capitanias. Pois bem, é muito depois disso que Belém entra nessa história.
Pois bem, é muito depois disso que Belém entra nessa história. Porque somente em 1616 que há então, por fim, uma expedição liderada por Castelo Branco, a mando do governador geral Gaspar de Souza, para que a capitania mais ao oeste dos territórios ao norte da colônia portuguesa fossem protegidos e habitados. E claro, isso é uma baita história a ser contada, em que o marco do tratado de Tordesilhas seria abordado certeiramente.
Um excelente roteiro histórico contando como os portugueses foram na verdade muito espertos em, provavelmente, não por um acaso, ter escolhido justamente o ponto onde passaria a linha imaginária do tratado, ou seja, o ponto ao extremo oeste do então território português, para erguer a sua fortif**ação. Ainda mais que, é provável que os portugueses soubessem exatamente onde haveria essa divisão, já que, segundo Ribeiro do Amaral em seu livro "A fundação de Belém: A Jornada de Francisco Caldeira Castelo Branco", os portugueses levavam consigo o itinerário do Capitão francês La Ravardiere, assim como o seu piloto Charles duVaux. Que, ao contrário da indolência de tratamento com relação aos territórios brasileiros, os franceses eram extremamente metódicos, tendo todas as anotações, coordenadas, mapas etc... anotadas com muito afinco. Então os portugueses espertamente teriam um forte bem a beira do território espanhol, que apesar de à época as cortes de Espanha e Portugal estarem unidas, as administrações aparentemente eram diferentes para cada reino. Então os portugueses teriam um certo acesso às terras espanholas, no entanto fazendo isso na encolha, na calada. E nada melhor para isso do que um forte bem na divisa dos territórios onde os portugueses entravam e saíam do Rio Amazonas, já território espanhol, meio que à vontade.
Contar essa história seria lindo, mas com um pouco mais de pesquisa me deparei com um erro primário meu, há contestação sobre o marco do tratado de Tordesilhas de Belém, que f**a na praça D. Pedro II, em frente ao Palácio Lauro Sodré, ser o marco do tratado de Tordesilhas.
A professora Maria Goretti da Costa Tavares, professora de Geografia da UFPA, Pós-Doutora em Geografia e Turismo, afirmou que aquilo se trataria na verdade do marco do tratado de Madri. Que, segundo minhas pesquisas, foi um tratado feito em 1750 entre as cortes portuguesa e espanhola, já separadas, que definia as fronteiras entre os territórios das colônias americanas dos dois impérios. E foi nesse momento que eu percebi que eu posso estar completamente errado. Meus deuses, eu sou somente um crio tentando nadar em mar de peixes muito grandes, como pude tratar as informações com tanta displicência em nome de criar conteúdo. Preciso ainda estudar MUITO mais, e também me lembrar de que eu sou um estudante ainda muito verde que precisa ter muito mais paciência e calma para criar um conteúdo que entretenha, conte muito mais da nossa história, mas que tenha informações muito mais apuradas e precisas para não repassar é desinformação.
Onde eu fui amarrar meu barco? Criar esse tipo de conteúdo é uma missão hercúlea. Confesso que pensei em desistir na hora, mas estou aqui com toda a humildade de alguém que está agora também aprendendo sobre a nossa própria história para condensar estas informações e repassá-las, fazendo com que nós mesmos do norte possamos conhecer melhor de onde viemos e ver, assim como eu, o quanto esse passado é verdadeiramente emocionante e interessante. Mas seguirei em minha missão, adiantando logo de que posso cometer muitos erros nesse percalço, que serão sempre corrigidos assim que notados e que seja possível. Então quem quiser está convidado a me seguir nesta jornada de erros e acertos atrás da nossa, da Tua História.
02/03/2021
O engodo do El Dourado
“Há cinco luas atrás, onde o sol se esconde por trás das montanhas. Os antigos diziam que pontos brilhantes se espalham no chão. Que são como estrelas que caíram do céu…”
É mais ou menos assim que me lembro do texto declamado por Tonico Teixeira no maravilhoso filme Caramuru: A invenção do Brasil. Quando o pai de Paraguaçu, chefe da tribo indígena conta para Vasco, que parece ser o da Gama, sobre a lenda do El Dourado, a fim de aparentemente lhe comprar simpatia. E realmente, já havia ouvido falar deste fato, de que os indígenas contavam aos europeus sobre lugares cheios de ouro, cidades inteiras de pedras preciosas e coisas do gênero que sempre se tornavam em engodos, pelo menos nas terras Brasileiras. Pois no resto da américa latina, Francisco Pizarro chegou até o coração do império andino, conhecido hoje como o Império Inca, e ao raptar o Inca Ataualpa pediu um tesouro do dobro do peso do Inca, que quer dizer algo como Rei, ou Imperador, em ouro. E que conseguindo tal tesouro o matou mesmo assim, tornando Pizarro até então o único a encontrar uma grande fonte de ouro no novo continente.
No entanto, pelo Brasil também as histórias sobre grandes tesouros ou até mesmo cidades de ouro e pedras preciosas eram muito comuns. Quando chega Castelo Branco e suas tropas à Belém, encontrando com os índios Tupinambá que faziam comércio com os holandeses, ele percebe que estes usavam enfeites de pérolas. E quando perguntados sobre onde eles teriam conseguido tais pérolas, eles teriam dito que haviam conseguido algumas léguas acima no Rio Amazonas comendo ostras. Alguns índios assavam as ostras e jogavam fora aquelas pedrinhas dentro delas, que até então consideravam sem valor., coisa que provavelmente Castelo Branco nunca chegou a comprovar a veracidade, um pouco por conta de seu curto governo, de onde foi removido a ferros, mas talvez por conta também do quão difícil eram as missões rio acima, visto serem territórios extremamente hostis em natureza e em tribos inimigas dos brancos.
Também um outro explorador europeu se perdeu nas lendas das pedras preciosas em territórios brasileiros, Pedro de Ursua, fazia uma expedição pelo Peru, quando em 1549 ele e seus homens, em Vizarro no Peru, toparam com trezentas pessoas que fugiam do meio da Amazônia dizendo que fugiam de um povo muito poderoso, e que ao subir o rio amazonas teriam encontrado com povos muito ricos, com quem conseguiam ferramentas e estes tinham muitas delas, inclusive baixelas em ouro incrustadas em pedras preciosas. É claro que isso subiu a cabeça do aventureiro que se pôs a montar uma empresa, e seguir em rumo ao Amazonas atrás de tais tesouros. Outro que não só não conseguiria comprovar a veracidade desses, como também nunca voltou de sua missão, pois para além das dificuldades naturais, ataques de tribos inimigas, natureza e afins, levou consigo um provável psicopata chama Lopo de Aguirre, que era um megalomaníaco, que o assassinou e tomou a empresa para si, inclusive se declarando o Rei da América espanhola, tal a loucura.
Esses relatos das lendas de cidades riquíssimas me intrigam, seja porque há relatos também de europeus de terem encontrado indícios destas, como Francisco de Orellanas, que diz ter encontrado indígenas com baixelas de ouro no amazonas, assim como Pedro Teixeira, que diz ter sido atacado por uma tribo que fazia lanças de Prata, já que não tinham outro metal para fazê-las. Isto já é impressionante por si só, já que os povos no brasil, até onde eu saiba, sequer tinham forja. Mas muito me intriga qual seria o motivo destes povos contarem tais lendas para os Europeus. Talvez tentando ganhar sua amizade, talvez tentando ganhar tempo deles. Quem sabe?