Prof.Renato Perissinotto

Prof.Renato Perissinotto De forma clara e objetiva oferecer tudo o que precisa para um treinamento seguro e eficiente dentro da musculação

Periodização virou artigo de luxo justamente porque muitos profissionais montam treinos baseados apenas na “vontade do d...
24/09/2026

Periodização virou artigo de luxo justamente porque muitos profissionais montam treinos baseados apenas na “vontade do dia” ou montam um treino para o primeiro aluno do dia e usa o mesmo treino para todos os demais alunos, no dia seguinte e na semana seguinte e pelo mês todo, tudo é novo, diferente e o argumento “é para o músculo não se acostumar”. Oh Glória!!!

A periodização é justamente para organizar e transforma um conjunto de exercícios em uma estratégia específica, para um aluno especifico no momento atual e com visão a longo prazo. Uma boa periodização manipula variáveis fundamentais como volume (número de séries/repetições), intensidade (carga/quilagem) e intervalos de descanso de forma planejada.

Costumo dizer que se você treina aleatório não tem direito de reclamar da falta de resultado porque ela é proporcional ao que e como você faz

A estratégia parte do simples dividida em etapas lógicas

Macrociclo: O objetivo de longo prazo (6 meses a 1 ano), que dita a direção geral do aluno.
Mesociclo: Blocos de 2 a 4 semanas ou 3 a 3 meses com objetivos específicos ou metas (como hipertrofia, força máxima ou resistência).
Microciclo: A organização semanal ou da sessão individual de treino. A cereja do bolo, o ajuste fino para cada aluno naquele momento especifico.

Se você está preso em teorias como “O corpo se adapta rapidamente ao estímulo” e sai mudando exercício, volume e esquece do principal a carga, o erro não está no treino, mas em como você está conduzindo o treino. A progressão de carga tem um padrão técnico que vai na contra mão dessa teoria que é justamente a familiaridade com a tarefa ou o que u chamo especialização. A maior mudança de estímulo de um treino é justamente a progressão de carga e sem um planejamento você vai continuar trocando exercícios aleatoriamente sem grandes evoluções ou resultados visíveis.

Salve esse post e me segue para aprender como treinar e organizar seu treino.

21/09/2026

Muitos não estão preparado para essa conversa mas, pensar que agachar até sentar no chão é melhor para hipertrofia do Glúteo é estar muito errado sobre algo muito simples
 
Primeiro
Perda de eficiência: Quando o quadril é flexionado de forma exagerada, o Glúteo máximo ultrapassa seu limite ideal de comprimento e tensão útil, resultando em compensação com amplitude articular, o que de fato não queremos.
 
Segundo
Recrutamento de auxiliares: O corpo passa a recrutar auxiliares / sinergista ( o tal amigo para toda hora) músculos como os isquiotibiais (posteriores da coxa) e o adutor magno para suprir o torque necessário no movimento.
 
Então anote para não errar mais
 
Tensão mecânica: O objetivo principal para a hipertrofia é a tensão mecânica efetiva sobre o músculo alvo, e não simplesmente buscar uma amplitude que comprometa a contração do glúteo via articulação.
 
Individualidade: A amplitude ideal é aquela em que você consegue manter o controle motor e a pelve sob controla “neutra” em uso compensatório da coluna.
 
Controle o limite articular: Se houver arredondamento da lombar no final do movimento limite levemente a amplitude excêntrica (descida).
 
E você, como está o seu agachamento?

A hipertrofia mediada pelo alongamento se tornou a tendência do momento. O problema é que a maioria dos treinadores conf...
17/09/2026

A hipertrofia mediada pelo alongamento se tornou a tendência do momento. O problema é que a maioria dos treinadores confundiu estiramento ativo sob tensão com deformação passiva capsuloligamentar.
 
Um estudo científico isola variáveis sob condições altamente controladas. Quando você transfere o conceito para a prática sem avaliar o aluno, ocorre a quebra do paralelismo entre o cenário do estudo e cenário de aplicação.
 
Forçar o ponto de alongamento máximo além da capacidade do indivíduo de manter a integridade articular pode levar a cenário indesejáveis, incluindo a ação contrária esperada para o trabalho muscular.
 
A visão simplista impede observar o básico que quando excedemos o limite de amplitude muscular o que passa a sustentar a carga não é o tecido contrátil, mas a tensão passiva de fáscias, tendões e cápsulas articulares.
 
A sobrecarga tensional em estruturas não contráteis dispara aferências nociceptivas (Dor) para a medula. A resposta reflexa do sistema nervoso a diminuição do drive neural para o agonista. O resultado direto é o menor recrutamento de unidades motoras exatamente no ponto onde se acreditava estar gerando mais estímulo.
 
O problema toma proporções ainda maiores quando o aluno relata uma sensação extrema de ardência ou queimação no ponto de amplitude máxima e o treinador interpreta isso como eficiência e que é ótimo. Na realidade, trata-se de estresse tensional articular e compressão, não hipertrofia.
 
Dominar a literatura é o básico. O diferencial está em saber onde a fisiologia esbarra nos limites da anatomia e no domínio profissional.
 
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Mais amplitude no Agachamento Búlgaro não significa mais Hipertrofia. Na grande maioria dos casos, significa apenas tran...
14/09/2026

Mais amplitude no Agachamento Búlgaro não significa mais Hipertrofia. Na grande maioria dos casos, significa apenas transferência de sobrecarga tensional.
 
A busca cega pela amplitude máxima criou uma legião de praticantes executando o exercício sob uma falsa amplitude criando três cenários:
 
O Limite da Articulação Coxofemoral A flexão do quadril possui uma limitação anatômica ativa. Quando o fêmur atinge o fim desse curso dentro do acetábulo e o indivíduo insiste em continuar baixando o centro de massa, o movimento deixa de ocorrer na articulação do quadril.
 
 A Falsa Amplitude via Retroversão Pélvica (Tilt Posterior) Para dar a ilusão de maior profundidade, a pelve roda posteriormente (tilt posterior). Essa alteração posicional aproxima a origem e a inserção do glúteo máximo exatamente no ponto de inversão do movimento — a fase excêntrica profunda onde a tensão mecânica deveria ser máxima.
 
A Perda do Braço de Momento e o Risco Estrutural Ao perder a neutralidade pélvica, o braço de momento do glúteo máximo é encurtado, reduzindo drasticamente sua capacidade de produção de força. A sensação de “estiramento extremo” relatada pelo aluno não vem do trabalho muscular eficiente, mas da flexão forçada da coluna lombar e do estiramento passivo de estruturas capsuloligamentares sob carga axial.
 
É preciso entender que a amplitude do Agachamento Búlgaro não é determinada pela proximidade do joelho com o solo, mas pela capacidade do aluno de manter a pelve em neutro.
 
Tratar como uma limitação de mobilidade articular adicionando carga e amplitude excessiva não gera hipertrofia. Enquanto não aceitar esse fato não cobre pela falta de resultado.

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Aumentar a carga deve ser um objetivo estruturado é o principal motivo pelo qual a hipertrofia de glúteos estagna na mai...
10/09/2026

Aumentar a carga deve ser um objetivo estruturado é o principal motivo pelo qual a hipertrofia de glúteos estagna na maioria das prescrições.
 
A progressão de sobrecarga não é linear e não deve ocorrer por intuição. O princípio estrutural para a evolução sustentável em exercícios como o Hip Thrust (Elevação Pélvica) fundamenta-se no modelo de Progressão Dupla: a manipulação do volume (repetições) precede o incremento de intensidade mecânica (massa em kg). Isso precisa ser anotado e planejado.
 
A Dinâmica da Progressão Dupla na Prática
 
Domínio da Zona Alvo (Fase de Volume) Antes de adicionar peso à barra, o aluno precisa esgotar o teto do intervalo estipulado. Se o objetivo é 3x 10 -12 repetições, a carga só deve subir quando a 3ª série atingir 12 repetições limpas.
 
Semana 1 (70 kg): 12, 11, 10 reps. Carga adequada, fadiga acumulada interséries
 
Semana 2 (70 kg): 12, 12, 12 reps. Fase de domínio e controle.
 
Incremento de Sobrecarga (Fase de Intensidade) Ao preencher a margem teto de repetições insere-se a nova carga. O aumento de sobrecarga externa reduz temporariamente a capacidade de volume, o que é uma resposta fisiológica esperada.
 
Semana 3 (75 kg): 10, 10, 9 reps Aumento de 5kg. Queda no volume total devido à maior demanda tensional.
Semana 4 (75 kg): 11, 10, 10 reps Início da readaptação
 
Regras de Prescrição e Transferência Mecânica
 
Manutenção da Mesociclo: Trocar exercícios a cada 3 ou 4 semanas impede o aprendizado motor e a aferição real de força. Um mesmo bloco de exercícios deve ser mantido por no mínimo 8 a 9 semanas para permitir consolidação neuromuscular.
 
O aumento de carga é inválido se acompanhado de compensações vestibulares, inclinação pélvica inadequada, perda de amplitude no topo da extensão de quadril ou alteração do vetor de força.
 
Treino: Exercícios compostos pesados (Hip Thrust, Agachamento) atuam no desenvolvimento da capacidade tensional primária. Exercícios unilaterais (Agachamento Búlgaro, Stiff Unilateral) atuam de forma complementar à hipertrofia.
 
A pergunta é: Você realmente anota e controla a progressão de carga ou confia na “întuição?
 
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Pensar que tudo se resolve com carga é um dos maiores problemas de hoje na sala. A carga é importante, mas antes vem a f...
08/09/2026

Pensar que tudo se resolve com carga é um dos maiores problemas de hoje na sala. A carga é importante, mas antes vem a função. Esse é o primeiro passo para gerar resultado no glúteo médio.

Na maioria dos casos, o glúteo médio não é “fraco” ou pior ainda, confundir Fraqueza por desuso com Falha Neurológica. O problema é que a aluna não consegue recrutar essa musculatura porque a linha de ação da força está desalinhada em relação ao eixo da articulação do quadril.

Quando você coloca uma aluna para fazer abdução de quadril com a pelve instável ou com rotação interna involuntária, a força de tração passa anteriormente ao centro de rotação. Quem assume o trabalho é o Tensor da Fáscia Lata (TFL).

O resultado? A aluna sente a lateral da coxa queimar, desenvolve um ponto de gatilho no TFL e o glúteo médio continua sem estímulo mecânico eficiente.

A força só se torna o objetivo DEPOIS que a função e o vetor estão ajustados.

Primeiro eu vou insistir eternamente em buscar o alinhamento da pelve dentro do neutro anatômico, considerando o ângulo de incidência pélvico.

Segundo, alinhamos a linha de tração com os feixes posteriores ou anteriores do glúteo médio após o domínio do movimento aplico a progressão de carga.

Aqui eu ensino o que eu faço. Você pode colaborar salvando e compartilhando esse post para ensinar mais colegas.

02/09/2026

O erro é pensar apenas no exercício e não em como organizar uma sequência para que haja um processo associativo de intensidade, levando em conta: Tensão, fadiga e recuperação

Messe vídeo eu mostro não apenas a sequencia do treino, mas o papel de cada exercício e o porque da ordem. As vezes não é apenas trocar um exercício mas aprender como encaixar ele dentro da rotina e do objetivo proposto

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02/09/2026

Entenda porque uma sequência de exercícios funciona e pode melhorar muito o resultado final.

O erro de muitos é não pensar onde está a falha, trocam exercícios mas ignoram a ordem e no final é uma bagunça.

Nesse.post explico passo a passo e o porque de cada exercício.

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Se a sua aluna agacha até o chão, faz Búlgaro com amplitude máxima, mas sai do treino apenas com a coxa queimando e zero...
31/08/2026

Se a sua aluna agacha até o chão, faz Búlgaro com amplitude máxima, mas sai do treino apenas com a coxa queimando e zero estímulo no glúteo, o erro está na no posicionamento e na dominância muscular.

Exemplo 1 quando você tenta manter o tronco estritamente ereto durante o Búlgaro, o centro de massa é deslocado anteriormente. Isso aumenta a distância entre a linha de força e a articulação do joelho, enquanto encurta a distância em relação ao quadril.

Exemplo 2 Você coloca carga excessiva na elevação pélvica, o movimento acontece normalmente, mas parece que o Glúteo nem treinou, você continua aumentando carga e com o tempo suas articulações reclamam de dor

Resultado: o quadríceps assume quase toda a demanda mecânica do movimento, e o glúteo trabalha em desvantagem alavancada. O corpo opta por quem é mais forte e tem melhores alavancas para a tarefa

Para transferir a tensão mecânica para o glúteo máximo, é indispensável ajuste na base, na inclinação funcional do tronco à frente, no controle de carga, mantendo a pelve totalmente estabilizada em neutro. Claro, isso são apenas ajustes, a questão funcional precisa ser treinada e melhorada.

Teste na prática ao agachar ou fazer búlgaro, esqueça a ideia de que o tronco precisa ficar reto como uma parede. Sem flexão e inclinação de quadril, não há torque relevante para o glúteo.

Endereço

Balneário Camboriú, SC

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