Instituto Penha e Margarida

Entre em contato com a escola/colégio

Instituto Penha e Margarida O IPEMA é uma instituição de políticas públicas, que visa contribuir com o desenvolvimento socioeconômico e ambiental das comunidades do campo.

O instituto Penha e Margarida – IPEMA surge da necessidade de dar continuidade ao processo histórico de lutas que foi iniciado por estas mulheres, na perspectiva da melhoria de vida dos trabalhadores e trabalhadoras da região, muitos dos quais, assalariados canavieiros, arrendatários ou posseiros que viviam em regime de exploração, quase que escrava, pelos grandes proprietários de terra da época e, principalmente pelos proprietários da Usina Tanques. Estas lutas, que tiveram como baluarte a Líder Sindical Margarida , foram iniciadas na década de 70 e consistia em garantir aos trabalhadores assalariados, os direitos trabalhistas, entre eles a assinatura da carteira de trabalho, como, também, direito mínimos de garantia da não expulsão do homem do campo e que, quando isso acontecesse, que as famílias fossem, minimamente, indenizadas, com, pelo menos, direito a uma moradia, mesmo que fosse na cidade. Com o assassinato de Margarida no ano de 1983, sua luta continuou e foi ampliada, estando a frente desse processo, o seu vice-presidente, o Sr. José Horácio e sua esposa, a Sra Maria da Penha do Nascimento. Esse casal se destacou em continuar a luta de Margarida, ampliando do leque das reivindicações feitas por esta. A partir daí, a luta não era apenas para os trabalhadores/trabalhadoras tivessem acesso aos direitos trabalhistas, pois com a expulsão de várias famílias do campo para a cidade, sem condições de trabalho, começava a existir um processo de favelização e o aumento da miséria e da fome, pois agora, essas famílias não tinham onde trabalhar ou plantar seus alimentos para sustentar suas famílias. A luta e organização das famílias começam a acontecer em outro nível, não é apenas por direitos trabalhista, mas além desse, que era desenvolvido com as famílias que ainda estavam trabalhando no campo, sendo assalariadas, passou a acontecer, também, com as famílias que foram expulsas do campo e não tinha onde trabalhar e plantar. Neste sentido, o processo de organização dos agricultores passou a ser também pelo direito de acesso à terra, de um espaço para plantar, dando início assim, a discussão da reforma agrária naquela região. A organização dos trabalhadores, tendo como pilares o acesso aos direitos trabalhistas e conquista de espaço para produzir perdurou, de forma mais intensa, durante as décadas de 80 e 90, onde, com o fim do incentivo ao Proálcool, as propriedades produtoras de cana de açúcar começaram a se descapitalizar, aumentando a expulsão do homem do campo para as cedes dos municípios, com isso o processo de luta para conquistar um espaço para morar e produzir ganha maior importância que o acesso aos direitos trabalhistas. Com a morte de Penha em 1991, o Sindicato dá continuidade à luta encabeçada por ela e amplia a luta pela terra e a reforma agrária; levando, no ano de 1998, ao processo de ocupação e retomada das áreas pertencentes à Usina Tanques. A partir da luta, iniciada por Margarida, seguida por Penha e Zé Horácio, e absorvida pelo Sindicato dos Trabalhadores (as) Rurais de Alagoa Grande, o conglomerado de propriedades pertencente ao grupo da Várzea, cujo objetivo era única e exclusivamente o plantio da monocultura da Cana de açúcar, passou a ser um conjunto de 13 projetos de Assentamento da Reforma Agrária, o último criado recentemente, no ano de 2014. A partir desse momento o processo de organização dos trabalhadores entre em outro estágio, agora não é apenas o acesso aos direitos trabalhistas, a luta pela terra, mas passa existir o processo de luta para sobreviver e se desenvolver, a partir do pedaço de chão que foi conquistado. O sindicato abraçou mais essa ramificação do processo natural de lutas e conquistas, mas viu que necessitaria de mais apoio, pois apenas a estrutura de organização sindical não teria como encampar mais essa luta, tanto pela sua dimensão, mas também, pelas amarras legais, que impedem a estrutura sindical de avançar nas lutas, como exemplo, o processo de assessoria técnica. Diante do exposto, o sindicato de Alagoa Grande/PB, resolve apoiar a criação do Instituto Penha e Margarida de desenvolvimento socioeconômico – IPEMA, a partir de 2008. O IPEMA nasce com o desafio de trabalhar o processo de desenvolvimento das famílias, que travaram todo um processo de luta para conquistar direitos. Não apenas as famílias de Alagoa Grande/PB, mas as famílias de todas as regiões que necessitem de apoio e que o IPEMA tenha condições e recursos para apoiar.

27/04/2017

Essa foi a terceira tentativa de Anderson Ferreira, de 21 anos, entrar em medicina na UFRN. Agora, ele procura ajuda para conseguir morar e se manter em Caicó, cidade para onde passou.

Animação ensina sobre Agroecologia e Alimentação para Crianças.Agroecologia para Crianças é uma animação infantil que ex...
02/08/2016

Animação ensina sobre Agroecologia e Alimentação para Crianças.

Agroecologia para Crianças é uma animação infantil que explica muito mais do que é agroecologia. Comida que Alimenta foi lançado pelo Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá, ONG pernambucana, e em cinco minutos dá uma bela noção para as crianças sobre alimentação.

O vídeo Comida que Alimenta é uma realização do Centro Sabiá, vinculado ao projeto Trabalho, Renda e Sustentabilidade no Campo, patrocinado pela Petrobras. O...

Basta olhar um prato de comida para perceber a importância da  . O setor, que representa mais de 84% dos empreendimentos...
01/08/2016

Basta olhar um prato de comida para perceber a importância da . O setor, que representa mais de 84% dos empreendimentos rurais brasileiros, é o responsável pela maior parte dos alimentos consumidos diariamente no país. E a ideia é ampliar ainda mais a participação da agricultura familiar nas mesas dos brasileiros. 💪

Basta olhar um prato de comida para perceber a importância da agricultura familiar. O setor, que representa mais de 84% dos empreendimentos rurais brasileiros, é o responsável pela maior parte dos alimentos consumidos diariamente no país. E a ideia é ampliar ainda mais a participação da agricultura…

25/07/2016

CRIME CONTRA O BRASIL

Nesta segunda-feira, 25 de julho, movimentos rurais estão nas ruas de várias cidades. É o dia do trabalhador e da trabalhadora rural, do agricultor e da agricultora familiar. E é, na agenda deles - com que nos solidarizamos todos os que lutamos pela democracia e pela justiça social - outro dia de resistir à devastação que o governo golpista instalado no Brasil está fazendo e a que ameaça fazer contra a agricultura familiar e, de modo geral, contra as políticas sociais desenvolvidas nos governos Lula e Dilma.

É imperioso lembrar que os agricultores e as agricultoras familiares e os assentados da reforma agrária produzem 70% dos alimentos que o povo brasileiro consome.

Então, práticas e políticas públicas que prejudiquem a agricultura familiar são, além de danosas aos produtores, dramaticamente perversas aos interesses populares.

Há mais de dois meses, o governo ilegítimo de Michel Temer começou a impor e ameaça impor ainda mais, às estruturas e às políticas públicas de apoio à agricultura familiar, um desmonte que já seria grave se fosse irresponsável. Mas é pior do que isso.

Os golpistas estão submetendo a agricultura familiar a algo muito semelhante a um crime ou a uma série de crimes contra o Brasil, os brasileiros e as brasileiras.

O governo golpista extinguiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Desmontou a estrutura do MDA. Imobilizou o INCRA. Destituiu o comando da ANATER. Desfez políticas. Engavetou, suspendeu e destruiu projetos e programas. Arrasou programas fundamentais como o PAA, de aquisição de alimentos; o Mais Gestão, de apoio ao cooperativismo; o Minha Casa Minha Vida Rural...

E, enquanto produz ruínas, proclama ou promete recriar o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Esta hipótese não está associada pelos golpistas aos interesses maiores do país pela agricultura familiar. Toda a mídia parceira do governo provisório afirma que a possibilidade de volta do MDA está associada aos interesses de meia dúzia de golpistas que reclamam mais cargos.

E por aí eles vão. De improviso em improviso, é evidente; mas sempre no mesmo rumo: o de inviabilizar ou, no mínimo, debilitar a agricultura familiar e favorecer outros negócios, entre eles os agronegócios.

Querem porque querem submeter a produção de alimentos e, portanto, a segurança alimentar do povo brasileiro a um modelo de agronegócio cujas limitações estão, neste exato momento, se traduzindo pela falta, pela necessidade de importação e pela alta dos preços do feijão e do arroz.

Estão comprometidos em favorecer a produção e o uso de agrotóxicos - até já liberaram a pulverização aérea de agrotóxicos nas cidades, a pretexto de combater mosquito.

Trabalham para alterar a legislação de modo a permitir que estrangeiros comprem terras no Brasil.

Preparam uma reforma previdenciária para sacrificar ainda mais os trabalhadores e as trabalhadoras das cidades e dos campos...

Nós reafirmamos nosso compromisso com outra agenda, oposta à deles.

Trabalhamos e continuaremos a lutar pela proteção ao trabalhador e à trabalhadora rural. Defendemos a previdência rural como justiça social.

Trabalhamos e continuaremos a trabalhar pela reforma agrária e por uma larga expansão, na agricultura familiar, da produção de alimentos saudáveis.

08/07/2016

Jovem de Colômbia, SP, se destacou com desenho sobre cooperativa rural. Criada em acampamento, ela acredita em sonho: 'logo vai acontecer'.

Feiras agroecológicas abastecem as cidades com alimentos diversos, livres de veneno, e a preços justos.
03/07/2016

Feiras agroecológicas abastecem as cidades com alimentos diversos, livres de veneno, e a preços justos.

08/06/2016
"É relevante destacar que as feiras representam uma importante estratégia para escoar a produção de agricultoras e agric...
03/06/2016

"É relevante destacar que as feiras representam uma importante estratégia para escoar a produção de agricultoras e agricultores que produzem de forma agroecológica por absorver grande diversidade de tipos de alimentos in natura e beneficiados e por permitir uma remuneração justa pelo produto vendido."

Feiras agroecológicas possuem grande importância sócio cultural e abastecem as cidades com alimentos livres de veneno, diversos e a preços justos.

03/05/2016
16/03/2016

Mini documentário promovido pelo MDA mostra resultado de políticas públicas voltadas para mulheres rurais.

VII Marcha Pela Vida Das Mulheres e Pela Agroecologia com a participação do IPEMA e assentamentos do entorno de Alagoa G...
08/03/2016

VII Marcha Pela Vida Das Mulheres e Pela Agroecologia com a participação do IPEMA e assentamentos do entorno de Alagoa Grande.

2° Oficina de formação de agentes ambientais desenvolvida no PA José Horário com a participação de agricultores de outro...
02/03/2016

2° Oficina de formação de agentes ambientais desenvolvida no PA José Horário com a participação de agricultores de outros assentamentos. No primeiro momento foi realizado uma palestra de sensibilização e em seguida plantio de mudas arbóreas e frutíferas na área de preservação permanente do Rio Maranguape.

Endereço

Areial, PB

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando Instituto Penha e Margarida publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para Instituto Penha e Margarida:

Atalhos

Compartilhar