17/10/2024
VAMOS PRIVATIZAR A CÂMARA DE VEREADORES E A PREFEITURA DE JOINVILLE? Para tanto, utilizaremos os mesmos argumentos dos querem privatizar o “Zequinha”
Confesso que não consegui escutar a todos os que fizeram uso da tribuna na noite de ontem, na Câmara de Vereadores de Joinville, durante a audiência em que se discutiu a “privatização do Hospital São José”.
Os que defenderam que o Hospital São José passe a ser administrado por uma organização social alegaram em apertada síntese, que o problema estaria na “burocracia” e na necessidade de realizar “licitação”.
Só vou me ater a estes dois “argumentos”. Antes, destaco que em tudo é preciso ter coerência e integridade, assim, cabe registrar que tanto na Câmara de Vereadores como na Prefeitura de Joinville tem “burocracia” e ambos realizam “licitação”. Logo, com base os argumentos expostos, não seria o caso de também de transferirmos a Câmara de Vereadores e a Prefeitura para uma Orgnização Social?
Vejam então que um dos objetivos da “privatização” é burlar a regra constitucional de licitar, ou seja, alguém não esta gostando que os bens e serviços sejam licitados de forma transparente, eletrônica, legal onde todos os interessados possam participar e que existam controles, inclusive judicial, se necessário do procedimento.
A Licitação não é o problema. O Problema pode está em quem faz licitação, que pode não saber o que está fazendo, pode está no planejamento (mal realizado ou não feito), na não elaboração do Plano Anual de Contratação, na falta de controle do estoque (não pode esperar acabar a dipirona ou a losartana para ai pedir para licitar), que deixar acabar para depois avisar e comprar por emergência e por ai vai. Logo, não pode ser a licitação (que é um procedimento) o culpada, que esta atrapalhando o Hospital.
Indago: O Prefeito, os vereadores e outros agentes politicos desconheciam a necessidade de licitar?
Não seria melhor então eles estudarem e aprender a licitar, planejar, executar, controlar e etc., no lugar de “privatizar” o Zequinha. Eles estão então preferindo a ignorância no lugar de aprender? Estão escolhendo o “mais fácil” e não o “melhor”?
A “burocracia”, se é que é mesmo a burocracia, também não pode ser a outro coatora do suposto mal que se abate sobre o Zequinha. Eventual “burocracia”pode ser vencida, desde que haja segurança, inomomia e legalidade.
A simplificação pode parecer sedutora para quem não nada sabe, ou eleito foi populistamente (pão, circo, cerveja, cachaça, linguicinha e etc.), para quem não quer qualquer tipo de controle e quer resolver os problemas no velho “jeitinho brasileiro” que nada mais é que inventar e improvisar soluções inusitadas, causísticas e etc, quando ocorrem problemas, adotanto diferentes soluções e ou técnicas, inclusive para problemas iguais de acordo com a vontade de quem atende e de quem é atendido . Em outras palavras, se você conhece alguém, ai coisa anda, “vai lá e fala com ciclano”, “diz que me conhece”, “diz que foi eu quem te mandei lá”, ou seja, não haverá mais isonomia, controle, regras, nada. Na administração pública deve imperar a LEGALIDADE, a IMPESSOALIDADE, a MORALIDADE a PUBLICIDADE e a EFICIÊNCIA, e tudo isso pode ser alcançado por meio de pessas capacitadas e compromissadas não apenas tecnicamente, mas também éticamente e finalisticamente.
Sobre a privatização da PREFEITURA e da CÂMARA DE VEREADORES, teríamos inúmeras vantagens, dentre ela destacam-se:
a) Enquanto durasse o contrato, não precisaríamos votar nem em para vereadores e nem para prefeito, utilizaríamos este dia ou dias para nos divertir, ir a praia, jogar um futebol, ficar com a família, ler um livro e etc.
b) Não teríamos mais vereadores, prefeito, vice-prefeito e seus “assessores”, economizaríamos recursos públicos, que inclusive poderia ser destinado para o Hospital Municipal São José.
c) Acabaríamos com a BUROCRACIA do processo legislativo, afinal, o processo legislativo como posto, com regras, competência, prazos e etc., é “burocrático”.
d) Não teríamos mais a “imunidade parlamentar”, ou seja, não teríamos mais vereadores falando besteiras, inverdades e etc., e “protegidos” ainda que parcialmente, pela “impunidade parlamentar”.
e) Acabaria a “mamata” dos “cabos eleitorais”, muitos sem qualquer qualificação técnica e moral, que são posteriomente, nomeados em cargos comissionados na Câmara e na Prefeitura.
TEXTO SEM REVISÃO
16/10/2024
Marcelo Feliz Artilheiro