Campanha de 75 Dias Contra ao Racismo é lançada no Pará
Ativistas e entidades de combate ao racismo lançam a campanha “75 dias de ativismo contra o racismo”. A iniciativa é de ativistas e de entidades de combate ao racismo no Pará, como o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), Rede de Mulheres Negras, Coletivo Dandaras do Norte, Movimento Feminista Mulheres do Fim do Mundo, entre outros. A campanha será nas mídias sociais e no primeiro dia já envolverá ações em Salvaterra e em Belém. O encerramento será em 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, quando será realizada a II Marcha das Mulheres Negras de Belém. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômicas Aplicadas (Ipea) de 2013, o Pará foi o estado onde as pessoas mais se autodeclararam negras (pretas e pardas), por isso é urgente que a sociedade reflita e promova um grande debate na sociedade paraense em torno do tema. A intenção é que as entidades, organizações e pessoas interessadas em participar da campanha se organizem e promovam ações como seminários, rodas de conversa, dias de cidadania, saraus, entre outros, em que o tema da campanha seja debatido. Para participar é só entrar em contato por mensagens nas mídias sociais oficiais. Os participantes entram na programação oficial e podem compartilhar as peças da campanha. A sociedade inteira será beneficiada, pois uma sociedade livre de racismo é uma sociedade mais justa. Ações - A primeira ação da campanha é a 7ª Semana Integrada de Combate ao Racismo – 2017, que foi realizada nesta sexta-feira, dia 12, em Salvaterra, com o tema “Empoderamento feminino e combate à Lgbtfobia”. No mesmo dia, campus Guamá da UFPA, será realizado o Sarau das Marias, onde também haverá debate sobre o tema dos 75 dias. Amanhã, 13, será realizado o Ritual das Candeias, no Quilombo da República, na Praça da República, em Belém. O evento marca o Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo. ONU - A Organização das Nações Unidas (ONU) ainda declarou 2015-2024 a Década Internacional de Afrodescendentes (resolução 68/237) citando a necessidade de reforçar a cooperação nacional, regional e internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos de pessoas de afrodescendentes, bem como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da sociedade.