14/05/2026
Hoje é um dia muito importante para a nossa história.
No dia 13 de maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea, colocando fim oficial à escravidão no Brasil.
Mas eu quero que todos entendam uma coisa:
a liberdade do povo negro não caiu do céu e não foi um simples presente.
Ela foi conquistada com luta, resistência, coragem e muito sofrimento.
Foram homens, mulheres e crianças arrancados da África, separados de suas famílias, obrigados a trabalhar debaixo de violência e dor.
Mesmo assim, nunca deixaram morrer sua força, sua fé e sua cultura.
E é aí que nasce a capoeira.
A capoeira nasceu da resistência.
Nasceu da necessidade de sobreviver.
Nasceu como defesa, como esperança e como grito de liberdade.
Quando o negro não podia falar, ele cantava.
Quando não podia lutar abertamente, ele gingava.
Quando tentavam apagar sua identidade, ele transformava sua dor em cultura.
Cada toque de berimbau carrega a voz dos ancestrais.
Cada palma, cada canto e cada roda carregam a memória daqueles que resistiram para que hoje nós pudéssemos estar aqui.
Por isso, a capoeira é muito mais do que movimento.
Capoeira é história.
É respeito.
É ancestralidade.
É liberdade.
E hoje, quando entrarmos na roda, que não seja apenas para jogar.
Que seja para honrar aqueles que vieram antes de nós.
Aqueles que sofreram, lutaram e nunca desistiram.
Porque enquanto existir capoeira, a memória desse povo continuará viva.
Axé.