Juventude em ação R.O

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❕❗Juntos, Abrindo Caminhos Para Juventude❕❗

25/07/2025

25/07/2025

🚨 ATÉ QUANDO, ANGOLA? 🚨
🕯️ Ontem caiu mais um dos nossos…
💔 Dinis, um motoqueiro trabalhador, pai de família, guerreiro da estrada.
Saiu com coragem, como sempre fez, pra levar o pão pra casa…
⚰️ Mas não voltou.
Foi mais uma vítima do abandono, da irresponsabilidade, do desprezo dos que deviam proteger o povo!

👨🏾‍🦰🛵 Ele não era bandido. Era TRABALHADOR.
👩🏽‍🦱👶🏾 Deixou esposa. Deixou filhos.
🥺 Quem vai cuidar dessa família agora?
A vida já tá dura demais!
🪙 Os preços sobem, o salário não chega, o povo grita e NINGUÉM ESCUTA!

📢 Estamos CANSADOS de ver gente inocente morrer nas ruas!
💰 Enquanto isso, quem manda só quer saber de dinheiro, de poder, de luxo.
E o povo? Vai enterrando os seus, calado, sofrido, esquecido!

🛵 O motoqueiro é pai de família.
🛵 É quem faz o país andar!
🛵 É herói das ruas!
Mas é tratado como lixo! 😤

⚠️ CHEGA!
❌ Chega de mortes!
❌ Chega de silêncio!
❌ Chega de fingir que tá tudo bem!

🕯️ Que a morte do Dinis seja um grito de revolta.
🙏 Que Deus conforte a família.
🔥 E que o povo acorde! Porque já estamos a morrer todos os dias… e ninguém aguenta mais!

✊🏾
🛵
🇦🇴
⚠️

Photos from Juventude em ação R.O's post 24/07/2025

O verdadeiro retrato de Angola: o povo, humilhado no lixo, a procurar o que comer... enquanto o Presidente, com ar triunfante, declara que 'o patrão é o povo'. Que patrão vive no lixo? Que nação é esta onde os filhos da terra se alimentam de restos, e os donos do poder se alimentam do povo? Isto não é governação — é um crime silencioso. Angola está a ser saqueada por dentro, vestida de promessas falsas e discursos de vitrina. Há fome, há miséria, há dor. E no topo, só há indiferença.

Photos from Juventude em ação R.O's post 23/07/2025

Quem levanta cedo para trabalhar, em Angola, é tratado como escória.”
Em Angola, não é o bandido que sofre. É o trabalhador.

As zungueiras, mulheres de coragem, que carregam nas costas e na cabeça a comida dos filhos, são arrastadas como criminosas.
Apanham nas ruas. São insultadas por agentes da ordem. Têm os seus produtos roubados — sim, ROUBADOS — por quem devia protegê-las.
E depois ainda dizem que é “apreensão”.
Apreensão de quê? De tomates comprados com suor? De sabão comprado fiado para tentar vender e pagar a escola do filho? Isso não é lei. Isso é selvajaria.

Os zungueiros levam empurrões, socos, murros, são perseguidos como se fossem ladrões.
Mas os verdadeiros ladrões usam gravata, assinam contratos, desviam milhões e passeiam de luxo pelo mundo, com dinheiro do povo que luta no asfalto.

Os motoqueiros, os kupapatas, são tratados como marginais.
Eles transportam o povo onde o governo nunca colocou transporte.
Eles enfrentam buracos, polícia armada, acidentes, fome e sol.
Mas quem aparece para fiscalizar, nunca aparece para ajudar.
Multam por tudo. Batem por nada. Matam com o silêncio.

Os taxistas, que aguentam horas na estrada, transportando um povo cansado, estão a ser sufocados.
Combustível caríssimo. Peças caras. Impostos absurdos.
E nenhuma proteção. Nenhum reconhecimento. Nenhum respeito.

O comerciante informal, o pequeno empresário, o jovem empreendedor, o que tem um freezer, uma barraca, uma loja pequena, um sonho —
é esmagado por fiscais corruptos, por leis feitas para ricos, por uma economia que só beneficia os mesmos de sempre.

O Estado nunca lhes deu nada.
Mas exige tudo.

Quem enriquece em Angola não é quem trabalha. É quem rouba.
É quem está no círculo do poder.
É quem vende a alma para subir e pisa nos outros para se manter.

Trabalhador neste país é tratado como lixo.
Mas é ele que carrega Angola nas costas.

A zungueira é humilhada. Mas paga renda. Paga escola. Alimenta o filho.
O motoqueiro é perseguido. Mas é ele que transporta o trabalhador às 5 da manhã.
O taxista é insultado. Mas move a cidade.
O comerciante é esmagado. Mas emprega outros e põe comida na mesa.

E depois o governo aparece a dizer que está “a combater a informalidade”.
Como se fosse culpa do povo que o Estado falhou.
Como se o povo tivesse escolha.
Como se algum dia eles tivessem dado oportunidade para viver com dignidade.

A verdade é esta:
Angola está a ser gerida como um curral — onde quem serve apanha e quem rouba manda.

Mas a paciência do povo tem limite.
E quando zungueiras, taxistas, motoqueiros, ambulantes e trabalhadores se juntarem —
não vai haver polícia que os pare.
Porque quem tem fome não tem medo.
E quem é pisado por muito tempo aprende a levantar com raiva.

Angola não vai mudar por discursos. Vai mudar quando o povo levantar e disser:
BASTA.

Photos from Juventude em ação R.O's post 23/07/2025

O povo morre, o governo cala. O bandido ataca, a polícia some. O povo protesta, a polícia bate.”
Essa é a realidade de Angola hoje.
Uma terra rica governada por gente podre.
Um país com petróleo, diamante e potencial — mas com o povo enterrado em fome, medo e abandono.

Todos os dias, somos atacados por criminosos.
Nas ruas, nos becos, até à porta de casa.
Ninguém está seguro.
As mães saem de casa sem saber se voltam.
Os jovens saem para procurar emprego e voltam num caixão.
Os ladrões andam armados.
E o povo? Sem polícia, sem justiça e sem ninguém.

A criminalidade devora os bairros como fogo.
Assaltos, violações, assassinatos, raptos.
E o Estado?
Sumiu.

Mas basta o povo organizar uma manifestação pacífica — sem pedras, sem violência, só com cartazes e gritos de socorro — que a polícia aparece em peso.
Com cassetetes, cães, armas, blindados.
Para quê?
Para agredir, humilhar e calar o povo.

A pergunta é simples:
Por que a polícia só funciona para proteger os donos do poder?

Quando é o povo a morrer nos musseques, eles não aparecem.
Quando é um político a reclamar, fazem coletiva de imprensa.
Essa polícia virou escudo de um sistema falhado.
Não protege o cidadão. Protege o roubo.

E o governo?
Calado. Omisso. Ausente.
O foco deles é proteger as suas contas bancárias, os seus carros de luxo, as suas viagens de negócios — não proteger o povo.

O povo está sozinho.
Sozinho contra os criminosos.
Sozinho contra a fome.
Sozinho contra o preço dos táxis, da gasolina, da comida.
E agora, sozinho até para protestar.

Mas um dia essa força que eles têm não vai chegar.
Porque quando o povo cansado se une, nem polícia, nem governo, nem farda segura.

Eles esqueceram uma verdade simples:
Quando o Estado abandona o povo, o povo deixa de respeitar o Estado.

A revolta está a crescer.
A raiva está a ferver.
E se ninguém agir, o próximo grito não será de protesto — será de libertação.

Photos from Juventude em ação R.O's post 23/07/2025

“O povo angolano está a ser enterrado vivo, enquanto o Presidente diz que está tudo normal”

O Presidente João Lourenço apareceu na CNN a minimizar os protestos do povo. Disse que os motivos são “pretextos para criar instabilidade” e tentou justificar o aumento do combustível dizendo que “em Angola ainda é barato”. Isso não é só cinismo. É uma afronta direta à dignidade de milhões de angolanos.

Vamos ser sérios: o povo não vive de comparações. O povo vive de salário — que não tem. Vive de emprego — que não encontra. Vive de pão — que já não consegue comprar.

Dizer que o combustível está barato porque custa 40 cêntimos de dólar é insultar a inteligência de qualquer cidadão consciente. Em países como Noruega, Canadá, França ou Alemanha, o combustível é mais caro, sim. Mas nesses países, um trabalhador comum ganha o suficiente para pagar combustível, comer, estudar, ter saúde de qualidade e ainda poupar. Em Portugal, onde o Presidente deu a entrevista, o salário mínimo é acima de 800 euros. Lá, quem trabalha sobrevive. Aqui em Angola, quem trabalha passa fome. Quem não trabalha, morre lentamente.

Comparar preços com países desenvolvidos sem comparar salários, condições sociais, segurança, saúde e educação é desonesto. É tentar tapar o sol com a peneira. Na África do Sul, com todos os seus problemas, o povo tem um sistema de apoio social. No Botswana, há gestão transparente dos recursos. Em Rwanda, há um combate real à corrupção. Em Angola, tudo o que temos são promessas repetidas e uma elite que se recusa a largar o osso.

Os empréstimos do FMI e do Banco Mundial não foram usados para diversificar a economia, nem para criar emprego. Foram usados para alimentar um sistema podre, onde meia dúzia enriquece com contratos milionários e o povo é deixado com sobras. A dívida foi feita em nome do povo, mas a fatura está a ser paga com o sofrimento de quem vive com menos de 500 kwanzas por dia.

O povo angolano não está a pedir luxo. Está a pedir dignidade. Está a pedir comida, transporte, saúde, escola e paz. E quando levanta a voz, é acusado de querer “desestabilizar o país”. Quem desestabilizou Angola foi a ganância, a corrupção e a mentira institucionalizada. O povo apenas está a lutar para sobreviver.

O Presidente diz que está no fim do mandato. Pois bem, que termine. Mas leve com ele a arrogância, a indiferença e a cegueira política. O povo vai continuar aqui, e mais cedo ou mais tarde, vai cobrar — com palavras, com protestos, com votos, com coragem.

Angola não é propriedade de ninguém. Angola é do seu povo. E o povo já está a perder o medo.

23/07/2025

EM ANGOLA, A LEI TEM FARDAS SUJAS E MÃOS MANCHADAS DE CORRUPÇÃO

Em Angola, a palavra “justiça” virou piada amarga. Os homens que deviam protegê-la — polícias, procuradores, magistrados e agentes da ordem — são os primeiros a cuspir na Constituição. O que temos, na prática, é um sistema apodrecido, onde o uniforme serve mais para intimidar do que para proteger.

A polícia não combate o crime — participa dele. Quem comanda as ruas são homens armados que confundem autoridade com abuso. Extorquem mototaxistas, humilham zungueiras, batem em jovens de bairros pobres sem medo de consequência. Quem fala demais, leva porrada ou é “desaparecido” num processo que nunca chega a tribunal. E se chega, não dá em nada.

A justiça virou balcão de negócios. Há juízes e procuradores que não tomam decisões com base em provas, mas em envelopes por baixo da mesa. Quem tem dinheiro manda. Quem tem conexões políticas nunca vê cadeia. E quem é pobre... que aguente a pancada. Há casos de cidadãos presos sem culpa formada durante meses ou anos, só porque não têm como “negociar” a liberdade.

Nas esquadras, é comum ver agentes a beber em serviço, a negociar liberdades por migalhas, a fabricar acusações para arrancar “gasosa”. Os mesmos que deviam zelar pelo povo são os que oprimem o povo. São mercenários de farda, não servidores públicos. São lobos com crachá.

E tudo isso acontece com conhecimento dos superiores. O silêncio dos comandantes, dos ministros, dos juízes do topo, é cumplicidade. Eles sabem. Eles veem. Mas preferem proteger o esquema, porque também ganham com ele.

O povo está farto. Farto de ver a justiça tratada como um produto. Farto de ver a polícia agir como gangue legalizada. Farto de viver num país onde ter razão não significa nada se não tiveres dinheiro.

Angola está nas mãos de bandidos com uniforme. A lei não protege mais o cidadão — protege o sistema. E um sistema assim, mais cedo ou mais tarde, vai cair. Porque um povo que é esmagado durante muito tempo, um dia levanta a cabeça. E quando esse dia chegar, não haverá bastão, prisão nem farda que segure a fúria de um povo cansado de ser humilhado.

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