16/08/2025
🚨ULTIMA HORA...
CASO "JORNLISTA DETIDO"
📜 Carta Aberta de Amor Carlos Tomé (Emiliano)
Caros irmãos, pais, amigos, colegas e seguidores,
Dirijo-me a vós neste momento de profunda dor, indignação e perplexidade. Sou Amor Carlos Tomé, mais conhecido nas redes sociais como Emiliano, jornalista de profissão, homem simples, irmão mais velho de sete, filho dedicado e sonhador que sempre acreditou que o caminho da verdade e da comunicação poderia abrir portas para um futuro melhor para mim e para a minha família.
A minha trajetória começou na Rádio Unia, passando pela SFCG, Rádio Eclética, Essencial e a Televisão Pública de Angola (TPA), tendo redigido diversos textos de caráter internacional. Sempre me movi pelo compromisso com a informação, pela paixão pelo jornalismo e pela busca de uma Angola mais justa e transparente.
Contudo, a minha dedicação ao trabalho tem sido confundida, deturpada e criminalizada. Em meio ao meu percurso na Rádio Essencial, fui pela primeira vez detido, acusado de “arruaça” — um crime que nunca cometi, mas que marcou profundamente a minha vida. Hoje, em 2025, encontro-me novamente no centro de falsas acusações ainda mais graves: terrorismo, arruaça e associação criminosa.
Essas acusações têm origem no meu envolvimento profissional em um documentário realizado em prestação de serviços a turistas russos, que desejavam conhecer a realidade de Angola em seus variados aspetos. Exercia apenas o meu ofício, de forma clara, ética e transparente. Se fiz de forma certa ou errada, eu não sei. Mas sei que fiz apenas o meu trabalho, e por esse trabalho fui remunerado pelos serviços prestados. Jamais tive qualquer ligação com atos criminosos, muito menos com terrorismo.
Lamento profundamente que o meu trabalho, a minha voz e o meu esforço como jornalista sejam agora usados como pretexto para me calar e me transformar em exemplo negativo perante a sociedade. Lamento sobretudo pela dor que isto causa à minha família, que sempre me apoiou e acreditou em mim.
Por isso, peço desculpa aos meus irmãos, aos meus pais, aos meus amigos e a todos os que me seguem e apoiam. Peço desculpa por fazê-los passar pela angústia de me ver injustamente acusado e preso, quando tudo o que sempre fiz foi cumprir o meu dever: informar, questionar, investigar e mostrar a realidade do nosso país ao mundo.
Hoje, mais do que nunca, sinto uma dor profunda pela distância que me separa do meu agregado familiar. A saudade dos meus quatro filhos, que são a razão maior da minha vida, corta-me por dentro. Penso neles a cada instante, desejando poder abraçá-los e acompanhar o seu crescimento, como sempre sonhei.
Rejeito com firmeza as acusações que sobre mim recaem e indigno-me contra esta injustiça que não só mancha o meu nome, mas também fere a liberdade de imprensa e o direito de todos os angolanos de serem informados.
A minha luta é pela verdade, pela justiça e pela dignidade. Não sei o que o futuro me reserva, mas sei que a minha consciência está limpa, e que jamais desistirei dos sonhos que carrego comigo desde jovem: o sonho de ser voz do povo e de construir um futuro melhor para os meus e para todos.
Com fé, coragem e esperança,
Amor Carlos Tomé (Emiliano)
Jornalista