Enfermagem Amor e Vida

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Profile pictures 14/11/2019

TRAQUEOSTOMIA

A traqueostomia é um procedimento cirúrgico que consiste em fazer uma abertura na parede da traqueia, a fim de facilitar a entrada de oxigênio quando o ar está obstruído. Essa abertura é feita por meio de um tubo de metal ou plástico (cânula).

INDICAÇÃO

O procedimento é indicado em casos onde é necessária a desobstrução das vias respiratórias (como em pacientes com tumor na laringe, após cirurgias extensas na boca e garganta, após muitos dias com um tubo na traqueia na UTI, após traumas na face muito violentos com fraturas múltiplas etc), após parada respiratória ou cardíaca e insuficiência respiratória grave. A traqueostomia pode ser permanente ou temporária, dependendo de cada caso.

É comum que pacientes e familiares fiquem em dúvida quando o médico indica a necessidade de se realizar a traqueostomia. O procedimento é necessário sempre que se precisa reverter uma obstrução das vias respiratórias e quando não é possível tratar por outros meios mais simples.

Além disso, a traqueostomia contribui na retirada de secreções que se alojam no pulmão, mantendo a ventilação mecânica por um longo período e substituindo a utilização de tubos que seriam inseridos dentro da traqueia. Com isso, possibilita maior segurança aos pacientes, protegendo-os de aspirações e engasgos. Uma das vantagens é que pode permanecer por um período longo.

COMO É FEITA?

A traqueostomia é um procedimento feito geralmente em um centro cirúrgico, sob anestesia geral, mas em algumas situações pode se fazer sob anestesia local. O cirurgião limpa a região onde será realizado o procedimento, faz um corte na traqueia para expor os anéis de cartilagem presentes nesta região, depois corta entre dois desses anéis e insere a cânula, de forma que a traqueia e o meio externo se comuniquem. Feito isso, são conectados os aparelhos de respiração artificial na ponta da cânula, que possui uma borda para evitar que ocorram vazamentos.

POR QUANTO TEMPO É NECESSÁRIO?

A traqueostomia pode ser definitiva (quando o paciente necessita de ventilação permanente) ou temporária, ou seja, ela pode ser revertida. Tudo depende de sua durabilidade, das condições da pele que está em torno da incisão (corte) e das condições físicas da pessoa. Assim que o paciente retorna a respirar normalmente e saudavelmente, a cânula é retirada.

Quando a traqueostomia não é mais necessária é feita a decanulação, que consiste em trocar as cânulas por uma menor, sucessivas vezes, até que o paciente consiga f**ar sem nenhum tubo e o orifício onde foi feito o corte feche normalmente. O tempo de recuperação desta retirada pode levar de 5 a 30 dias e a fala se normaliza dias após a retirada da cânula.

No caso de que haja alguma dificuldade ao se retirar a cânula, como, por exemplo, obstrução da via respiratória acima da traqueia, deslocamento da parede da traqueia, edema na mucosa, intolerância ao aumento do ar, entre outras, a traqueostomia deve ser mantida até que o problema se solucione ou, em alguns casos raros, se tornar definitiva.

RISCOS

Como qualquer cirurgia, a traqueostomia apresenta riscos. Algumas vezes, em pacientes cuja saúde está muito debilitada ou em casos que é necessário que o procedimento seja feito com urgência, podem ocorrer alguns incidentes como, por exemplo, sangramentos, obstrução da cânula por alguma secreção, infecção, lesão do esôfago, fístulas, edema na região, problemas ao deglutir alimentos ou na cicatrização.

CUIDADOS APÓS A TRAQUEOSTOMIA

Como todo procedimento cirúrgico, a traqueostomia exige alguns cuidados especiais, que podem ser realizados pelo paciente ou por seu cuidador. Dentre eles, a aspiração do tubo para que fique livre de secreções e afasta possíveis infecções. Por isso, são necessários cuidados como:
- Lavar sempre as mãos e embaixo das unhas antes e depois de realizar a manutenção da traqueostomia
- Secar as mãos com um pano limpo ou papel-toalha, ou ainda usando álcool e deixar secá-las naturalmente
- Aplicar corretamente o soro dentro da cânula ou nebulizações, para, assim, o paciente expulsar as secreções, evitando que se bloqueie a passagem de ar
- Após remover o cateter da cânula, sempre lavá-lo com água limpa para retirar secreções que podem estar acumuladas
- Trocar os curativos que f**am ao redor da traqueostomia pelo menos 2 vezes por dia
- No caso de o paciente necessitar passar muito tempo fora de casa, tampar o tubo para evitar que sujeiras ou secreções obstruem-no
- Evitar nadar durante a traqueostomia, pois, caso entre água no tubo, pode provocar engasgos, infecções bacterianas ou morte por engasgamento. O mesmo serve para quando for tomar banho.

Profile pictures 13/11/2019

_| 💑EDUCAÇÂO SEXUAL💑 |____
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Para que serve a placenta e o que pode acontecer quando ela está alterada❓

☑ A placenta é um órgão que só existe durante a gestação e tem diversas funções, como aconchegar o bebê dentro do útero, transferir nutrientes e oxigênio do sangue da mãe para o bebê e secretar alguns hormônios fundamentais para esta fase. Entretanto, durante a gravidez podem ocorrer alterações indesejadas da placenta, trazendo riscos e complicações para a mãe e o bebê.

As funções da placenta são:
▶Fornecer nutrientes e oxigênio ao bebê;
▶Produção de hormônios;
▶Proteção imunológica do bebê;
▶Proteção do bebê contra impactos na barriga da mãe;
✅Att:Além disso, a placenta elimina os resíduos que o bebê produz, como a urina.

Algumas alterações que podem afetar a placenta são:
↪1 Placenta prévia ou placenta baixa
Quando a placenta recobre parcial ou totalmente a abertura interna do colo do útero, podendo impedir o parto normal. É comum a grávida ter placenta prévia no início da gravidez, mas se o problema persistir no 3° trimestre, pode causar hemorragia e parto prematuro.

↪ 2 Descolamento da placenta
Quando a placenta se descola da parede do útero, causando sangramento e redução da quantidade de nutrientes e oxigênio enviados para o bebê. Esse problema em geral acontece após as 20 semanas de gestação e pode levar ao parto prematuro.

↪ 3 Placenta acreta
Quando a placenta f**a presa à parede uterina, resistindo para sair na hora do parto. Esse problema pode causar hemorragias com necessidade de transfusão de sangue e, nos casos mais graves, remoção total do útero e risco de vida para a mãe.

↪ 4 Placenta calcif**ada ou envelhecida
É um processo normal e está relacionado com o grau de desenvolvimento da placenta. Essa alteração só é um problema se a placenta for classif**ada de grau III antes das 34 semanas, pois pode causar diminuição do ritmo de crescimento do feto. Em geral, a mulher não apresenta sintomas e esse problema é identif**ado pelo médico nas ultrassonagrafias de rotina.

↪ 5 Infarto da placenta ou trombose placentária
Quando ocorre trombose, que é o entupimento de algum vaso sanguíneo da placenta, causando diminuição da quantidade de sangue que vai para o bebê. Apesar de essa complicação poder causar ab**tos, ela também pode não causar problemas à gravidez e passar despercebida.

↪ 6 Rotura uterina
É o rompimento da musculatura uterina durante a gravidez ou o parto, podendo causar parto prematuro e morte materna ou fetal. A rotura uterina é uma complicação rara, tratada com cirurgia durante o parto, e seus sintomas são dor intensa, sangramento vaginal e diminuição dos batimentos cardíacos do feto.

👍 Para prevenir e identif**ar alterações na placenta antes do aparecimento de problemas graves, deve-se seguir as consultas de rotina com o obstetra e fazer os exames de ultrassom necessários em cada etapa da gestação. Em casos de sangramento vaginal ou dor uterina intensa, deve-se procurar um médico.

Após a realização de um parto normal, a placenta sai espontaneamente depois de 4 ou 5 contrações uterinas, que são bem menos dolorosas que as contrações que acontecem durante a saída do bebê.

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Profile pictures 11/09/2019

O que é Mioma uterino?

Miomas uterinos são tumores não cancerosos do útero, que muitas vezes aparecem durante a idade fértil. Os miomas uterinos não estão associados a um risco aumentado de câncer de útero e quase nunca se transformam em câncer. Esse tumor benigno atinge cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos.

Também chamado de fibroide uterino, o mioma se desenvolve a partir do tecido muscular liso do útero (miométrio). Uma única célula se divide repetidamente e desenfreadamente, até criar uma massa distinta dos tecidos próximos. Os padrões de crescimento de miomas uterinos variam, podendo se desenvolver de forma lenta, rapidamente ou permanecer do mesmo tamanho. Alguns miomas passam por surtos de crescimento, e alguns podem encolher por conta própria. Inclusive, muitos miomas que acontecem durante a gravidez tendem a encolher ou desaparecer após o parto

Os miomas não são indetectáveis pelo olho humano, mas suas massas volumosas podem distorcer ou ampliar o útero. Eles podem ser únicos ou múltiplos, e em casos extremos a expansão do útero é tamanha que atinge a caixa torácica.

Tipos

Os miomas uterinos se separam em três tipos a depender de sua localização na parede do útero:

Miomas subserosos: localizamse na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma não costuma afetar o fluxo menstrual, porém, pode tornarse desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pelve
Miomas pediculados: são ligados à superfície uterina por uma ponte fibromuscular e por onde vem também sua circulação. Normalmente assintomáticos, o seu crescimento ao longo do tempo pode predispor à torção de seu pedículo, sendo causa de dor aguda o que pode levar à necessidade de cirurgia de urgência para sua retirada
Miomas intramurais: crescem no interior da parede uterina e se expandem, fazendo com que o útero aumente seu tamanho. São os tipos de miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso
Miomas submucosos: f**am na parte mais profunda da do útero, bem por abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. São os miomas menos comuns e provocam intensos e prolongados períodos menstruais
Miomas intracavitários: se localizam totalmente dentro da cavidade uterina. Eles costumam causar sangramento entre os períodos e, muitas vezes, causar cólicas.
Causas

Não sabe ao certo porque o mioma uterino se forma, mas existem algumas suspeitas:

Mudanças genéticas: muitos miomas contêm alterações nos genes que os diferem das células normais do músculo uterino. Há também algumas evidências de que miomas são mais comuns entre membros da mesma família e que as gêmeas idênticas são mais propensas a terem miomas, se comparadas com gêmeas não idênticas
Fatores hormonais: o estrógeno e a progesterona, dois hormônios que estimulam o desenvolvimento do endométrio durante cada ciclo menstrual, a fim de prepará-lo para a gravidez, quando em desequilíbrio podem promover o crescimento dos fibroides. Miomas podem conter mais receptores de estrógeno e progesterona do que as células musculares do útero normais. Além disso, alguns miomas tendem a diminuir após a menopausa, provavelmente porque a produção hormonal também diminui
Outros fatores de crescimento: substâncias que ajudam o corpo a manter os tecidos podem afetar o crescimento dos miomas.
Fatores de risco

Existem alguns fatores de risco conhecidos para miomas uterinos:

Hereditariedade. Se a sua mãe ou irmã tem miomas, você está em maior risco de desenvolvêlos
Raça: as mulheres negras são mais propensas a ter miomas do que as mulheres de outros grupos raciais. Além disso, as mulheres negras têm miomas em idades mais jovens, e eles também são propensos a ter mais ou maiores miomas
Outros fatores: início da menstruação em idade precoce, ter uma dieta rica em carne vermelha e menor em verduras e frutas e ingestão de álcool parecem aumentar o risco de mioma uterino.
Sintomas

Sintomas de Mioma uterino

Algumas mulheres podem não apresentar sintomas de mioma, tendo o diagnóstico feito em exames de rotina. Para aqueles que apresentam sintomas, os mais comuns são:

Sangramento menstrual pesado
Períodos menstruais prolongados - sete dias ou mais de sangramento menstrual
Sangramentos mensais atípicos, às vezes com coágulos
Pressão ou dor pélvica
Micção frequente
Dificuldade esvaziar a bexiga
Prisão de ventre
Dor durante as relações se***is.
Dependendo do tipo de mioma, os sintomas podem se diferenciar:

Miomas submucosos: são mais propensos a causar sangramento menstrual prolongado, pesado e às vezes são um problema para as mulheres que tentam engravidar
Miomas subserosos: podem pressionar a bexiga, causando sintomas urinários. Se miomas bojo na parte de trás do seu útero, que ocasionalmente pode pressionar o reto ou em seus nervos espinhais, causando nesse caso dor nas costas
Miomas intramurais: se grande o suficiente, podem distorcer a forma do útero e causar períodos pesados prolongados, bem como dor e pressão
Miomas pediculados: se sofrer torção de sua base e com isso apresentarem parada de sua circulação, causa de dor intensa e aguda, que necessita de cirurgia para sua remoção.
Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Consulte o seu médico se você tiver:

Dor pélvica que não vai embora
Períodos excessivamente pesados ou dolorosos
Sangramento entre os períodos
Dor durante a relação sexual
Útero aumentado e abdômen
Dificuldade esvaziar a bexiga.
Procure atendimento médico imediato se você tiver sangramento vaginal grave ou dor pélvica aguda que vem de repente.

Na consulta médica

Caso você esteja suspeitando de miomas uterinos, marque uma consulta ginecológica. Como as consultas costumam ser muito curtas, você já pode chegar preparado:

Faça uma lista de todos os sintomas que você está sentindo. Inclua todos os seus sintomas, mesmo se eles não pareçam estão relacionados
Liste quaisquer medicamentos, fitoterápicos e suplementos vitamínicos que você toma. Incluir doses e quantas vezes por semana ou por dia você os ingere
Peça para algum membro da família ou amigo próximo te acompanhar, se possível. Essa pessoa poderá te ajudar a assimilar tudo o que foi dito na consulta ou alguma informação que você tenha se esquecido de passar ao médico
Leve um caderno ou dispositivo eletrônico com você. Use-o para anotar informações importantes durante a sua visita.
Abaixo, você verá algumas perguntas que o medico provavelmente fará. Estar preparado para respondê-las pode agilizar o tempo de consulta:

Quantas vezes você sentiu esses sintomas?
Há quanto tempo você experimenta esses sintomas?
Em uma escala de 0 a 10, o quão grave são os seus sintomas?
Os seus sintomas parecem estar relacionados com o seu ciclo menstrual?
Alguma coisa parece melhorar seus sintomas?
Alguma coisa piora os sintomas?
Você tem histórico familiar de miomas uterinos?
Diagnóstico de Mioma uterino

Miomas uterinos são frequentemente encontrados por acaso durante um exame ginecológico de rotina. O seu médico pode sentir irregularidades na forma do seu útero, o que sugere a presença de miomas. Se você tiver sintomas de miomas uterinos, o médico pode solicitar estes te**es:

Ultrassonografia transvaginal
Hemograma completo e outros exames de sangue, para investigar a causa dos sangramentos.
Se os resultados dos primeiros te**es não forem conclusivos, podem ser pedidos esses exames:

Ressonância magnética
Ultrassom com infusão de solução salina
Histerossalpingografia
Histeroscopia.
Recebido o diagnóstico de miomas uterinos, você pode querer obter algumas informações com o médico, para entender melhor seu problema. Seguem algumas perguntas que você pode fazer:

Quantos miomas eu tenho? O quão grande eles são?
Os miomas estão localizados no interior ou no exterior do meu útero?
Que medicamentos estão disponíveis para tratar miomas uterinos ou os meus sintomas?
Que efeitos secundários posso esperar do uso de medicamentos?
Em que circunstâncias você recomenda a cirurgia?
Os meus miomas uterinos podem afetar a minha fertilidade?
O tratamento pode melhorar minha fertilidade?
Certifique-se de que você compreendeu tudo o que seu médico lhe disser. Não hesite em perguntar qualquer coisa ou pedir para repetir informações.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Mioma uterino

Não há uma abordagem única para o tratamento do mioma uterino. Se você tiver sintomas, converse com o médico sobre as opções mais adequadas ao seu caso.

Muitas mulheres com miomas uterinos não experimentam sintomas, ou então apenas sinais leves e pouco irritantes. Se esse for o seu caso, fazer o acompanhamento médico, sem necessariamente usar algum medicamento ou fazer uma cirurgia, pode ser a melhor opção.

Já para as mulheres cujos sintomas de mioma uterino incomodam as atividades diárias ou casos mais avançados, existem algumas modalidades de tratamento:

Medicamentos hormonais para impedir o desenvolvimento do óvulo
(DIU) liberador de progesterona
Contraceptivos
Anti-inflamatórios não esteroides para a dor
Suplemento de vitaminas e ferro, por conta dos nutrientes pedidos no sangramento.
Existem também os procedimentos cirúrgicos não invasivos ou minimamente invasivos:

Cirurgia com ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética
Embolização da artéria uterina
Miólise
Laparoscópica ou robótica
Miomectomia histeroscópica
Ablação endometrial e ressecção de miomas submucosos.
Existem também os procedimentos cirúrgicos tradicionais:

Miomectomia abdominal
Histerectomia.
Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Apesar de miomas uterinos geralmente não serem perigosos, eles podem causar desconforto e levar a complicações, como anemia por perda de sangue.

Mulheres que fizeram tratamento para endometriose podem sofrer com os sintomas novamente em algum momento da vida, exceto aquelas que fizeram histerectomia. Nesses casos, pequenos miomas que o médico não detectou durante a cirurgia podem eventualmente crescer e causar sintomas que merecem tratamento. Isso é muitas vezes chamado de taxa de recorrência. Novos miomas, que podem ou não podem exigir tratamento, também podem se desenvolver.

Gravidez e miomas

Miomas uterinos geralmente não interferem na concepção ou na gravidez. No entanto, é possível que alguns miomas atrapalhem a fertilidade ou o desenvolvimento do feto. Miomas submucosos podem impedir a implantação e crescimento de um embrião. Em tais casos, os médicos geralmente recomendam a remoção desses miomas antes de tentar a gravidez, sob o risco de a mulher sofrer um ab**to em casos mais graves.

Raramente, os miomas podem distorcer ou bloquear suas trompas de falópio, ou interferir com a passagem do es***ma do seu colo do útero para suas trompas de falópio.

Prevenção

Prevenção

Embora pesquisas estejam sendo feitas para investigar a causas dos miomas, existem poucas evidências científ**as conclusivas para prevenção. Pode ser que não seja possível prevenir os miomas uterinos. No entanto, apenas uma pequena percentagem destes tumores necessitam de tratamento.

Profile pictures 11/09/2019

Hora de aprender

O que é Mioma uterino?

Miomas uterinos são tumores não cancerosos do útero, que muitas vezes aparecem durante a idade fértil. Os miomas uterinos não estão associados a um risco aumentado de câncer de útero e quase nunca se transformam em câncer. Esse tumor benigno atinge cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos.

Também chamado de fibroide uterino, o mioma se desenvolve a partir do tecido muscular liso do útero (miométrio). Uma única célula se divide repetidamente e desenfreadamente, até criar uma massa distinta dos tecidos próximos. Os padrões de crescimento de miomas uterinos variam, podendo se desenvolver de forma lenta, rapidamente ou permanecer do mesmo tamanho. Alguns miomas passam por surtos de crescimento, e alguns podem encolher por conta própria. Inclusive, muitos miomas que acontecem durante a gravidez tendem a encolher ou desaparecer após o parto

Os miomas não são indetectáveis pelo olho humano, mas suas massas volumosas podem distorcer ou ampliar o útero. Eles podem ser únicos ou múltiplos, e em casos extremos a expansão do útero é tamanha que atinge a caixa torácica.

Tipos

Os miomas uterinos se separam em três tipos a depender de sua localização na parede do útero:

Miomas subserosos: localizamse na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma não costuma afetar o fluxo menstrual, porém, pode tornarse desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pelve
Miomas pediculados: são ligados à superfície uterina por uma ponte fibromuscular e por onde vem também sua circulação. Normalmente assintomáticos, o seu crescimento ao longo do tempo pode predispor à torção de seu pedículo, sendo causa de dor aguda o que pode levar à necessidade de cirurgia de urgência para sua retirada
Miomas intramurais: crescem no interior da parede uterina e se expandem, fazendo com que o útero aumente seu tamanho. São os tipos de miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso
Miomas submucosos: f**am na parte mais profunda da do útero, bem por abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. São os miomas menos comuns e provocam intensos e prolongados períodos menstruais
Miomas intracavitários: se localizam totalmente dentro da cavidade uterina. Eles costumam causar sangramento entre os períodos e, muitas vezes, causar cólicas.
Causas

Não sabe ao certo porque o mioma uterino se forma, mas existem algumas suspeitas:

Mudanças genéticas: muitos miomas contêm alterações nos genes que os diferem das células normais do músculo uterino. Há também algumas evidências de que miomas são mais comuns entre membros da mesma família e que as gêmeas idênticas são mais propensas a terem miomas, se comparadas com gêmeas não idênticas
Fatores hormonais: o estrógeno e a progesterona, dois hormônios que estimulam o desenvolvimento do endométrio durante cada ciclo menstrual, a fim de prepará-lo para a gravidez, quando em desequilíbrio podem promover o crescimento dos fibroides. Miomas podem conter mais receptores de estrógeno e progesterona do que as células musculares do útero normais. Além disso, alguns miomas tendem a diminuir após a menopausa, provavelmente porque a produção hormonal também diminui
Outros fatores de crescimento: substâncias que ajudam o corpo a manter os tecidos podem afetar o crescimento dos miomas.
Fatores de risco

Existem alguns fatores de risco conhecidos para miomas uterinos:

Hereditariedade. Se a sua mãe ou irmã tem miomas, você está em maior risco de desenvolvêlos
Raça: as mulheres negras são mais propensas a ter miomas do que as mulheres de outros grupos raciais. Além disso, as mulheres negras têm miomas em idades mais jovens, e eles também são propensos a ter mais ou maiores miomas
Outros fatores: início da menstruação em idade precoce, ter uma dieta rica em carne vermelha e menor em verduras e frutas e ingestão de álcool parecem aumentar o risco de mioma uterino.
Sintomas

Sintomas de Mioma uterino

Algumas mulheres podem não apresentar sintomas de mioma, tendo o diagnóstico feito em exames de rotina. Para aqueles que apresentam sintomas, os mais comuns são:

Sangramento menstrual pesado
Períodos menstruais prolongados - sete dias ou mais de sangramento menstrual
Sangramentos mensais atípicos, às vezes com coágulos
Pressão ou dor pélvica
Micção frequente
Dificuldade esvaziar a bexiga
Prisão de ventre
Dor durante as relações se***is.
Dependendo do tipo de mioma, os sintomas podem se diferenciar:

Miomas submucosos: são mais propensos a causar sangramento menstrual prolongado, pesado e às vezes são um problema para as mulheres que tentam engravidar
Miomas subserosos: podem pressionar a bexiga, causando sintomas urinários. Se miomas bojo na parte de trás do seu útero, que ocasionalmente pode pressionar o reto ou em seus nervos espinhais, causando nesse caso dor nas costas
Miomas intramurais: se grande o suficiente, podem distorcer a forma do útero e causar períodos pesados prolongados, bem como dor e pressão
Miomas pediculados: se sofrer torção de sua base e com isso apresentarem parada de sua circulação, causa de dor intensa e aguda, que necessita de cirurgia para sua remoção.
Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Consulte o seu médico se você tiver:

Dor pélvica que não vai embora
Períodos excessivamente pesados ou dolorosos
Sangramento entre os períodos
Dor durante a relação sexual
Útero aumentado e abdômen
Dificuldade esvaziar a bexiga.
Procure atendimento médico imediato se você tiver sangramento vaginal grave ou dor pélvica aguda que vem de repente.

Na consulta médica

Caso você esteja suspeitando de miomas uterinos, marque uma consulta ginecológica. Como as consultas costumam ser muito curtas, você já pode chegar preparado:

Faça uma lista de todos os sintomas que você está sentindo. Inclua todos os seus sintomas, mesmo se eles não pareçam estão relacionados
Liste quaisquer medicamentos, fitoterápicos e suplementos vitamínicos que você toma. Incluir doses e quantas vezes por semana ou por dia você os ingere
Peça para algum membro da família ou amigo próximo te acompanhar, se possível. Essa pessoa poderá te ajudar a assimilar tudo o que foi dito na consulta ou alguma informação que você tenha se esquecido de passar ao médico
Leve um caderno ou dispositivo eletrônico com você. Use-o para anotar informações importantes durante a sua visita.
Abaixo, você verá algumas perguntas que o medico provavelmente fará. Estar preparado para respondê-las pode agilizar o tempo de consulta:

Quantas vezes você sentiu esses sintomas?
Há quanto tempo você experimenta esses sintomas?
Em uma escala de 0 a 10, o quão grave são os seus sintomas?
Os seus sintomas parecem estar relacionados com o seu ciclo menstrual?
Alguma coisa parece melhorar seus sintomas?
Alguma coisa piora os sintomas?
Você tem histórico familiar de miomas uterinos?
Diagnóstico de Mioma uterino

Miomas uterinos são frequentemente encontrados por acaso durante um exame ginecológico de rotina. O seu médico pode sentir irregularidades na forma do seu útero, o que sugere a presença de miomas. Se você tiver sintomas de miomas uterinos, o médico pode solicitar estes te**es:

Ultrassonografia transvaginal
Hemograma completo e outros exames de sangue, para investigar a causa dos sangramentos.
Se os resultados dos primeiros te**es não forem conclusivos, podem ser pedidos esses exames:

Ressonância magnética
Ultrassom com infusão de solução salina
Histerossalpingografia
Histeroscopia.
Recebido o diagnóstico de miomas uterinos, você pode querer obter algumas informações com o médico, para entender melhor seu problema. Seguem algumas perguntas que você pode fazer:

Quantos miomas eu tenho? O quão grande eles são?
Os miomas estão localizados no interior ou no exterior do meu útero?
Que medicamentos estão disponíveis para tratar miomas uterinos ou os meus sintomas?
Que efeitos secundários posso esperar do uso de medicamentos?
Em que circunstâncias você recomenda a cirurgia?
Os meus miomas uterinos podem afetar a minha fertilidade?
O tratamento pode melhorar minha fertilidade?
Certifique-se de que você compreendeu tudo o que seu médico lhe disser. Não hesite em perguntar qualquer coisa ou pedir para repetir informações.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Mioma uterino

Não há uma abordagem única para o tratamento do mioma uterino. Se você tiver sintomas, converse com o médico sobre as opções mais adequadas ao seu caso.

Muitas mulheres com miomas uterinos não experimentam sintomas, ou então apenas sinais leves e pouco irritantes. Se esse for o seu caso, fazer o acompanhamento médico, sem necessariamente usar algum medicamento ou fazer uma cirurgia, pode ser a melhor opção.

Já para as mulheres cujos sintomas de mioma uterino incomodam as atividades diárias ou casos mais avançados, existem algumas modalidades de tratamento:

Medicamentos hormonais para impedir o desenvolvimento do óvulo
(DIU) liberador de progesterona
Contraceptivos
Anti-inflamatórios não esteroides para a dor
Suplemento de vitaminas e ferro, por conta dos nutrientes pedidos no sangramento.
Existem também os procedimentos cirúrgicos não invasivos ou minimamente invasivos:

Cirurgia com ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética
Embolização da artéria uterina
Miólise
Laparoscópica ou robótica
Miomectomia histeroscópica
Ablação endometrial e ressecção de miomas submucosos.
Existem também os procedimentos cirúrgicos tradicionais:

Miomectomia abdominal
Histerectomia.
Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Apesar de miomas uterinos geralmente não serem perigosos, eles podem causar desconforto e levar a complicações, como anemia por perda de sangue.

Mulheres que fizeram tratamento para endometriose podem sofrer com os sintomas novamente em algum momento da vida, exceto aquelas que fizeram histerectomia. Nesses casos, pequenos miomas que o médico não detectou durante a cirurgia podem eventualmente crescer e causar sintomas que merecem tratamento. Isso é muitas vezes chamado de taxa de recorrência. Novos miomas, que podem ou não podem exigir tratamento, também podem se desenvolver.

Gravidez e miomas

Miomas uterinos geralmente não interferem na concepção ou na gravidez. No entanto, é possível que alguns miomas atrapalhem a fertilidade ou o desenvolvimento do feto. Miomas submucosos podem impedir a implantação e crescimento de um embrião. Em tais casos, os médicos geralmente recomendam a remoção desses miomas antes de tentar a gravidez, sob o risco de a mulher sofrer um ab**to em casos mais graves.

Raramente, os miomas podem distorcer ou bloquear suas trompas de falópio, ou interferir com a passagem do es***ma do seu colo do útero para suas trompas de falópio.

Prevenção

Prevenção

Embora pesquisas estejam sendo feitas para investigar a causas dos miomas, existem poucas evidências científ**as conclusivas para prevenção. Pode ser que não seja possível prevenir os miomas uterinos. No entanto, apenas uma pequena percentagem destes tumores necessitam de tratamento.

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